quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No mundo da propaganda, você é o que você faz







Campanha "Assinaturas" da AlmapBBDO para a Panamericana Escola de Arte e Design. Produto: Inscrições para Clio Awards 2006.

Só para complementar o post abaixo do Matheus.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Afinal, quem sou eu?

Da série conceitos muito usados

Você é o que você...

Esta estrutura foi, é, e, provavelmente, será usada por muito tempo.
Sendo bombardeado com essa mensagem por várias marcas, de diferentes segmentos, acho que vou precisar de um analista, pois começo a sentir uma certa crise de identidade.








De cima para baixo:
Você é o que você come
Você é o que você veste
Você é o que você faz
Você é o que você fala


Não é fácil ser único


Mais dois anúncios para a campanha da BMW.

O que as crianças vêem, elas fazem.

Aproveitando o ensejo da semana das crianças, me lembrei de um VT, veiculado na Austrália, criado para a ONG NAPCAN, com o intuito de despertar nos pais a importância de dar bons exemplos aos pequeninos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As 4 etapas do discurso na propaganda

O texto abaixo do Matheus, A construção do discurso, me fez lembrar das 4 etapas do discurso aristotélico na propaganda. Recentemente, foi tema de algumas aulas minhas.

No anúncio acima, que já publiquei no http://www.ehduca.blogspot.com/ (meu antigo blog), as partes descritas pelo Matheus são fáceis de serem identificadas:

1. Introdução (é o título)

2. Argumentação (justifica o título, envolve o leitor)

3. Provas (dá as credenciais do produto, explica seus atributos)

4. Peroração ou epílogo (fecha o raciocínio, chama para a ação)

Confira:

Título: "Uma pessoa que não entende nada se seguro me convenceu a fazer um Itauvida."

Texto: As agências Itaú e o seu corretor de seguros têm todos os argumentos do mundo para convencer você a fazer um Itauvida. Ou melhor, todos menos o mais importante: aquele argumento que chora quando tem fome, que adora um colo quentinho e volta e meia faz pipi na cama.

A gente até pode explicar que fazer um Itauvida dá menos trabalho que trocar uma fralda. Porque dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta), você escolhe a forma de pagamento, mensal ou anual e o débito é automático para os correntistas do Itaú, com todos os valores do seguro atualizados pela TRD. O Itaúvida dá tanta tranqüilidade como um pai cantando Boi da Cara Preta. Porque as garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo, além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. E para esclarecer dúvidas, o SOS Itaú é uma babá de plantão dia e noite. Precisou de ajuda, é só ligar para ele.

A única coisa que nem as agências Itaú nem o seu corretor conseguem, por mais que se esforcem, é receber você com aquele sorriso do seu filho sempre que você chega em casa. E, cá entre nós, você conhece um argumento mais convincente do que esse para fazer um Itaúvida?

Esse anúncio é de 83. Redação: Nizan Guanaes/Renato Konrath. Direção de arte: Tomás Lorente.

Filosofia de segunda

A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO

Com o surgimento da polis na Grécia clássica, todas as decisões passaram a ser tomadas em processos abertos, em debates na ágora (praça). A retórica (capacidade de descobrir o que é adequado a cada caso com o fim de persuadir ao ouvinte) e o estudo do discurso passam a ser fundamentais, pois a palavra agora era a própria vida social e política do grego.
Vários pensadores têm obras acerca do tema, mas nos deteremos basicamente em Aristóteles.

A construção de um discurso argumentativo, suscetível a propiciar alguma adesão por parte do auditório tem várias fases, cada uma com os seus requisitos.

1ª. Parte: Invenção

Em função do auditório e do assunto a debater procura-se escolher o tipo de discurso, argumentos e estrutura argumentativa mais adequada.

2ª. Parte: Disposição
É a fase mais importante. É a hora de organizar internamente o discurso, dando-se particular atenção à disposição dos argumentos de forma a conduzir o auditório à aceitação de uma dada conclusão.
O modelo clássico apresenta quatro momentos fundamentais:

a) Introdução
Apresentação da tese e sua contextualização. Este momento é decisivo para captar a adesão do auditório. O orador deve partir coisas que não suscitem polêmica, como fatos, verdades, presunções ou até valores, de modo a gerar um primeiro acordo com o auditório, predispondo-o a aceitar as suas conclusões.

b) Argumentação
Apresentação dos argumentos que sustentam a tese. Antecipando possíveis críticas são também apresentados alguns contra-argumentos e feita a sua refutação.
A ordem dos argumentos depende muito do auditório. Três alternativas possíveis:
- Ordem crescente. "O Inconveniente da ordem crescente é que, começando por argumentos fracos, ela indisponha o auditório, tire brilho à imagem do orador, esmoreça o seu prestígio e a atenção que lhe é dada", Chain Perelman (Império Retórico)
- Ordem decrescente. "A ordem decrescente, terminando o discurso com os argumentos mais fracos, deixa ao auditório uma má impressão, muitas vezes a única coisa que eles se lembram", Chain Perelman (Império Retórico)
- Ordem mista Os argumentos mais fortes são colocados no princípio e no fim, sendo os restantes colocados no meio do discurso.

c) Provas
Associadas aos fatos. Deve-se mostrar a sua proveniência. Podem-se tirar exemplos do passado, ressaltando aquilo que deu certo ou não, mas sempre com o intuito de levar o ouvinte a ações ou aceitações futuras. A força das provas de persuasão fornecida pelo discurso perpassa três vertentes:
1- O caráter moral do orador: quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão de o orador ser digno de fé.
2- A disposição dos ouvintes: quando estes são levados a sentir emoção, pois os juízos que emitimos variam de acordo com o que sentimos.
3- O discurso propriamente dito: quando mostramos a verdade, a partir do que é persuasivo em cada caso.

d) Peroração ou epílogo
É a união dos pontos principais das três fases anteriores. Síntese dos resultados atingidos que justificam a tese inicial.

3ª. Parte: Elocução
Redação do discurso. Existem três estilos
- Baixo e simples
- Médio ou agradável
- Elevado ou nobre

Analisando superficialmente, diríamos que o estilo “elevado” é o mais persuasivo. Mas não podemos perder de vista a quem o discurso é endereçado. Portanto, para cada caso um tipo de estilo é mais adequado.

4º. Parte: Ação
Pronunciação do discurso, onde a atenção é posta na atuação do orador, a forma como é necessário empregar a voz de acordo com cada emoção (volume, harmonia e ritmo), gestos, postura, de modo a criar uma empatia e receptividade no auditório para as suas teses.

A política suja

Na maioria, se não em todas as escolas, como acontece em toda eleição, este era o receptivo cenário para o eleitor na manhã deste domingo.





Acabada a fase das lorotas, o lixo espalhado no chão é uma última tentativa de pegar pelo cangote o eleitor indeciso ou, o que é mais provável, aquele que sequer sabe quantos números deve digitar para votar em vereador.

Um dos santinhos que mais me chamou a atenção continha dentre "n" promessas, o projeto cidade limpa. Esta é uma entre as tantas ironias que retratam bem o atual espírito da nossa política.

sábado, 4 de outubro de 2008

Com essa foto foi criado um anúncio...


...para a BMW.

Conceito: "Não é fácil ser único." Assina: Saiba como ser único: www.bmw.com/1series

Agora os três melhores, na nossa opinião, foram:

GPS. O melhor para se localizar.
Criação de um anônimo. Parabéns!

"A mim, não me basto mas, quando estou na multidão, sinto-me mais só do que no interior de uma caverna escura". Problemas de socialização?
Doutor Pacheco psicanalista.
Faz você descobrir você.
Criação do Ricardo Teixeira. Valeu, presidente!

Semana de arte abstrata.
MASP.
Criação do Igão. Boa, Igão!

Valeu e até a próxima.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mas será o Benedito?


Já não bastasse as asneiras políticas dos últimos dias, esta semana fomos ‘abençoados’ pelo divino.

A catedral de Ribeirão Preto – SP implantou o fiel de carteirinha, ou melhor, de cartão de crédito.

No intuito de ‘facilitar’ o dízimo, o Padre responsável pela igreja ira até abençoar a máquina do cartão.

É gente boa, Visa e Mastercard agora são instrumentos de Deus.

Aleluia, amém.

Conto mais

Toda sexta, vamos publicar um conto, uma poesia, uma crônica, enfim, um texto bacana para entreter o nosso fim de semana. Se você gosta de escrever, envie seus textos pra nós (oqueinspira@oqueinspira.com). Os mais bacanas, nós publicamos.
O primeiro é de minha autoria e trabalha um pouquinho com o fluxo de consciência de uma personagem que perdeu a pessoa amada.


O reencontro

A diferença em relação à minha lembrança era brutal. As paredes, enegrecidas pelo tempo, emprestavam ao boteco um “que” medieval. Do piso de madeira à parede principal, a trepadeira, soberana, alastrava suas folhas secas. No balcão, Augusto lia o jornal, provavelmente da semana passada, com o charuto pendido no canto da boca. Quatro mesas, com quatro cadeiras cada uma completavam o cenário.
O cardápio sobre a mesa empoeirada era desnecessário, sabia muito bem o que você pediria se estivesse aqui comigo.
- Augusto, marguerita, por favor!
Da bolsa, retirei o papel tingido pelo tempo. Uma lágrima escorreu e, furiosa, espatifou-se sobre a carta que você escrevera após nossa primeira discussão.
Despejei o pó esbranquiçado na bebida. A luz rala penetrava pela única janela e, refletida nas pedras de gelo do copo, deixava o ambiente ainda mais soturno.

Doze meses. Trezentos e sessenta e cinco dias. Oito mil setecentas e sessenta horas sem você. Um ano contado carregando aquela maldita imagem. Ai Sofia! Sua feição não entregava o sofrimento dos meses anteriores. Talvez porque você não quisesse que eu soubesse mesmo eu já sabendo e, quando chegou a hora, fez força para esconder atrás de um sorriso a terrível dor que te causava a desgraçada doença.
Duas da manhã em ponto. Exatamente a hora que, ao lado de você não presente, estava eu, somente eu. Imóvel, junto àquele caixote marrom que emoldurava o que sobrou de você. Tinha certeza que, daquele minuto em diante, estaria à deriva no mar revolto.
Ai, companheira! Dez anos que mais pareceram cem! Sofia, Sofia. A lembrança dos teus beijos ainda estremece meus alicerces, descompassa meu coração.

Com uma colher, remexi o preguiçoso pó no fundo do copo.

A primeira noite! Meus lábios já estavam anestesiados antes mesmo de você descolar os seus. As pernas, num ato de rebeldia, não obedeciam ao cérebro. Sentia, ao mesmo tempo, a coluna gelada e o peito fervendo. Homem algum conseguiria aquilo.
Mas não demora nosso reencontro, amor. Sem ninguém a espiar de canto de olho; a cochichar enquanto nos beijamos. Está chegando o dia de sentir novamente em suas têmporas, o coração pulsando as sílabas do meu nome. Não, não somos almas gêmeas. Gêmeos não se amam tão intensamente. Somos a mesma alma.
Criador! Por que te chamam assim? Sua função é criar, não destruir! Que Deus é você que rouba ao invés de doar?
O quarto estava escuro, porém romântico. Ela, com a camisola florida, veio ao meu encontro trazendo duas taças de champanhe e um par de olhos, meio ingênuos, meio maliciosos. Beijou meu pescoço nervoso e, descendo até metade das costas, arrancou-me um suspiro que jamais imaginei caber em mim. Acabava de descobrir o amor.
Às vezes, acho que foi bom. Ou no mínimo, didático. O que era desconfiança, agora é certeza: essa verdade absoluta que nos empurram goela abaixo desde criança não é tão verdadeira assim. Divindade e razão não poderiam coexistir. Divindade é o estado de espírito que algumas pessoas atingem, sem relação com deuses ou crenças. Atingem, justamente por não estarem presas a uma razão infundada.
Essa razão, presente na grande maioria dos homens, não permite que vejam que são menos racionais do que sua limitada racionalidade pode conceber. Homens e mulheres que vivem, mediocremente, até caírem no abismo da morte. Como você era diferente deles, Sofia. Trazia consigo divindade e razão, impossíveis aos outros mortais. Agora, estou mais vazia do que o propósito de vida dessas insignificantes criaturas.

Augusto pigarreou. Foi o suficiente para que eu voltasse.
A pouca luz agora ofuscava minha visão. Uma golada, cinco minutos e estaria eu novamente em seus braços paradisíacos.
Vencida a última página do jornal, Augusto fitou-me por incômodos segundos.
A distração que uma fila de formigas causou-me foi rompida pelo estrondo. A fumaça saia pelo cano preto e lustroso. Augusto aproximou-se lentamente, ajoelhou-se ao meu lado. Com a mão desocupada sobre o meu peito ensangüentado e lágrimas nos olhos, revelou:
- Sempre amei Sofia.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Teoria de Quinta

Charles Bukowski. É dele a melhor definição de estilo


Charles Bukowski é um dos meus poetas favoritos. O texto dele é cortante, cru, direto. Nasceu na Alemanha e mudou-se ainda criança para os EUA. Boêmio e bêbado, era conhecido como Velho Safado. No início do livro Crônicas de Um amor Louco, ele define ‘estilo’. É a melhor definição que já li sobre o tema:

“Chega de papo furado e vamos direto ao que chamam de ‘arte’.
Estilo. Estilo é a resposta de tudo.
É um jeito especial de fazer uma tolice ou algo perigoso.
Antes fazer uma tolice com estilo do que algo perigoso sem estilo.
Fazer algo perigoso com estilo é o que eu chamo de arte.
Uma tourada pode ser arte.
O boxe pode ser arte.
Amar pode ser arte.
Abrir uma lata de sardinha pode ser arte.
Poucos têm estilo.
Poucos mantêm o estilo.
Já vi cães com mais estilo que os homens.
Apesar de que poucos cães têm estilo.
Gatos têm muito mais estilo.
Quando Hemingway estourou seus miolos teve estilo.
Há pessoas que dão estilo.
Joana D´arc tinha estilo.
João Batista, Jesus, Sócrates, César, Garcia Lorca.
Conheci homens na prisão com estilo.
Conheci mais homens na prisão com estilo do que fora.
Estilo faz a diferença.
O jeito de se fazer, o jeito de ser feito.
Seis garças tranqüilas à beira de um lago…
Ou você, saindo nu do banheiro, sem me ver.”

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O origami inspira


Foram apresentadas esta semana, durante a Semana de Moda de Paris, as peças que compõem a coleção primavera-verão 2009 da Issey Miyake, formadas por dobraduras em tecido, inspiradas no origami. As peças foram criadas pelo estilista japonês Dai Fujiwara.

Esta arte japonesa (origami) surgiu no Período Edo (1603 a 1867) e durante séculos foi transmitida verbalmente de geração em geração até tornar-se parte da herança cultural dos japoneses, mas, somente a partir de 1950, através do talentoso Akira Yoshizawa, se tornou conhecida. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros.

Após vários anos esta arte se difundiu por vários países, sendo cada vez mais aperfeiçoada e inspirando cada vez mais pessoas.

Quem nunca fez barquinho, aviãozinho, chapeuzinho ou sapinho dobrando papel?

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com a foto dessa multidão? Palpite aí. Mande um post com sua sugestão. Até sábado, nós publicamos o anúncio original. Valeu!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

minúsculos contos do nosso dia-a-dia

A mulher da sua vida

Um dia você acorda e descobre que ela não é a mulher da sua vida, que o encanto acabou, que tudo não passou de um lamentável engano, que apesar dos bons momentos passados juntos, foram apenas bons momentos, nada além disso, nenhum futuro à vista. Descobre que o tempo acaba com qualquer relação e que a rotina é um saco. Olhando para ela dormindo, corpo nu estirado na cama, descobre imperfeições antes não notadas, uma gordurinha ali, uma celulitizinha acolá, e que os peitos dela não são tão firmes, nem o cabelo tão sedoso. E descobre que de manhã, cabeça fresca, as coisas são mais claras do que de noite, 5 doses de uísque depois. E suspira.
E descobre que a relação acabou mesmo. E que agora é contar para ela. E é só descobrir como. E nesse dilema, ouve o celular tocar e uma voz do outro lado, histérica:
— Onde você está? Você tem mulher, sabia?? Onde passou a noite??? Com quem???? Seu desgraçado...
E depois de desligar conclui, sorriso nos lábios, que a mulher da sua vida deve existir sim, você só não sabe onde mas, tudo bem, um dia você acha. Afinal, o gostoso de tudo isso é que a procura continua.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Apita o árbitro



Esta noite foi inaugurado em São Paulo, com a presença de ‘lendas do esporte’, o Museu do Futebol, montado sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu.

Somando modernidade e nostalgia, o museu é interativo e proporciona aos visitantes uma viagem inesquecível que conta a história do esporte mais popular do país.

Com funcionamento apenas nos dias em que não houver jogos no estádio, o Museu, com 6.900 m², abriga tanto a história do futebol brasileiro como a evolução do país em outros aspectos.

Dentro do museu há ainda auditório, sala de exposições, bar, loja de souvenirs, além de jogos interativos.

Os responsáveis pela museografia foram a diretora de cinema e cenógrafa Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara.

Apesar do alto investimento (R$ 32,5 milhões), a iniciativa da prefeitura paulistana e do governo do estado, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tenta preservar uma jóia pouco valorizada por nós, brasileiros: memória.

Armani faz celular inspirado nas luzes de Tóquio

Em plena era iPhone, o estilista italiano Giorgio Armani se inspira nas luzes de neon de Tóquio e projeta o novo modelo da Samsung, o Night Effect, com foco no público jovem, apaixonado por música.

Com menos de 12 mm de espessura, o aparelho é equipado com leds nas laterais que produzem iluminação nos tons vermelho, verde ou azul toda vez que o usuário recebe ou realiza chamadas, possui câmera de 3 megapixels, funciona como tocador de música e suporta os formatos de vídeo MPEG4, H.263, H.264 e WMV. Um dos destaques do produto é sua tela colorida de 2,2 polegadas do tipo AMOLED, que permite a visualização do conteúdo de qualquer ângulo.

Segundo o próprio Armani, os consumidores de sua marca gostam da vida noturna e saem quando as luzes da cidade iluminam as ruas. "Existe uma energia depois que anoitece que é muito Emporio Armani. Elegância com modernidade, assim como o Night Effect", comenta o criador. O lançamento será em novembro, na Europa. Ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.

Essa mistura (moda + comunicação) é muito interessante, principalmente pra nós, publicitários, que buscamos novas tendências.

Filosofia de segunda

Crueldadades lógicas

1- Inúmeras são as vezes que utilizamos a expressão “se Deus quiser” para algo que desejamos muito ou “Deus quis assim” referindo-nos a um acontecimento passado, recaindo numa espécie de conformismo.
Mas, logicamente, incorremos num erro de raciocínio ao invocar o nome divino.
Quem quer de fato alguma coisa quer por uma necessidade. Quem necessita, é carente de algo. Um ser carente, necessariamente é finito. Então, das duas uma: ou esse Deus para o qual clamamos é mortal como nós ou ele sequer ouve aos nossos apelos.

2- Onipotente é aquele ser que tudo pode. Deus, segundo o que consta, é onipotente. Então, se fosse imputada a Deus a tarefa de criar uma pedra a qual Ele fosse incapaz de levantar, o que Ele faria?

3- Kant, filósofo alemão do século XVIII, renuncia a possibilidade de um conhecimento absoluto. Seríamos incapazes de conhecer as coisas em si, a essência dos objetos e das pessoas.
O máximo que conseguiríamos seria captar através dos sentidos o objeto que nos é apresentado. Portanto, vemos não o objeto em si, mas a representação que nós criamos desse objeto. Seguindo essa linha de raciocínio, quando declaramos amor a outra pessoa, nada mais estamos fazendo do que amando uma imagem que nós criamos daquela pessoa; amando a nós mesmos. No limite, o amor ao outro seria puro egoísmo.

4- Tudo o que adentra a linha temporal está fadado ao fim. Assim, no exato instante da concepção do seu filho, você condena-o à morte.

Pisque menos


Mais dois anúncios da campanha da Fallon de Singapura para a P2, solução para lentes de contato. Quem usa lente (eu uso) sabe bem do que se trata.

sábado, 27 de setembro de 2008

Com essa foto a Fallon de Singapura vendeu...


Solução para lentes de contato P2.

Título: Pisque menos. Assina: P2. Mais conforto para os olhos.

Agora de todas idéias postadas, a melhor (na nossa opinião) foi:
Casa da Sela.
O conforto vem a galope.
Criação do Cowboy do Asfalto. Valeu, Cowboy!

Valeu, galera!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Assunto do dia

iPhone 3G finalmente chega ao Brasil


Começou, a partir da 0h desta sexta-feira, a venda do iPhone 3G no Brasil. Desde o primeiro minuto da madrugada, a Vivo fez uma ação de lançamento em lojas localizadas em 11 Estados brasileiros para recepcionar os primeiros clientes - alguns famosos. Em Florianópolis, o primeiro comprador foi o tenista Gustavo Kuerten; em Porto Alegre, o meio-campista uruguaio Orteman (do Grêmio) e o atacante Nilmar (do Internacional) estavam entre os cerca de 40 interessados que foram à megastore da Vivo.
Eleito o melhor aparelho eletrônico do ano na Inglaterra, o queridinho da Apple combina celular, player de mídia e internet banda larga e o modelo mais simples sai na faixa de R$1.000,00. Baraaato hein?

Blog da hora

Pra quem gosta de suspense, adrenalina e muito sangue, indico o blog Terra Morta. No estilo Resident Evil, o blog já é sucesso na rede. Vale a pena conferir.

Celulite. Assumir ou combater?

Para um mesmo problema, dois comportamentos diferentes.






Aqui no Brasil a Revista Nova contou com o apoio de celebridades como Fernanda Souza e Grazi Massafera e lançou a campanha "Eu tenho celulite". Objetivo é "libertar a mulher que se frustra e tem vergonha do corpo ao ver as famosas perfeitas nas páginas das revistas".
Já a TBWA/Alemanha criou esse painel para Nivea: "Adeus celulite!"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escute seu corpo

Em janeiro deste ano, desbravando a Europa, fiquei fascinado com o Peugeot 207, que até então nem se cogitava por aqui. Meses depois, finalmente ele chegou, para alegria de “muitos”.

A campanha publicitária de lançamento no Brasil deixou muita gente boquiaberta, explorando nossos sentidos e emoções de maneira inovadora e inusitada. Criada pela agência Loducca e produzida pela Hungry Man, o filme nos mostra a cadência dos bateristas dando vida aos batimentos cardíacos, o trabalho ritmado das artérias representadas pelos ciclistas, o sentido da visão através dos grandes globos oculares, a reação do cérebro aos estímulos causados pela presença do 207 e a captação de imagens da coluna vertebral.


Confesso que no início, apesar de ter gostado do VT, eu não havia entendido todas estas performances, porém, após pesquisar a respeito, simpatizei ainda mais com a criação da Loducca, que por sinal está sendo veiculada em toda a América Latina. Agora, após o burburinho de lançamento, começou a ser veiculado o desdobramento: um VT com a gaaata da Flávia Alessandra. Pra mim, apesar da beleza global da moça e dos traços marcantes do carro, a Peugeot/Loducca pisaram na bola, voltando para a mesmice do varejo.


Pra finalizar, a inspiração européia, ao som de “The Marcels – Heartaches”.

Teoria de Quinta

Nunca diga eu te amo para uma mulher, se você nunca a viu chorando

Não dá pra falar que ama uma mulher, se você nunca viu o choro dela. Mas choro de felicidade não vale, não tem graça nenhuma. A expressão no rosto dela pouca muda. O que vale de verdade é quando o choro é doído.

Só depois de ver uma mulher chorando é que você pode dizer com todas as letras, sem medo de errar, eu te amo. Antes nunca. Para não correr o risco de ser chamado de mentiroso. Ou canalha. Ou mero aproveitador.

Eu, por exemplo, na minha vida de solteiro cometi vários desses deslizes. Dizia eu te amo antes de contemplar as lágrimas de minha pretensa amada caindo. Quanta decepção! Tem mulher que chora tão feio, mas tão feio que dá vontade de chorar junto. É um berreiro, um escândalo, um abrir de boca que dá medo.

Em contrapartida, tem mulher que chora com tanta delicadeza que desperta uma tremenda ternura masculina. O desejo, nesses casos, é outro: é um querer cuidar, proteger e botar no colo. Enxugar seu rosto com o próprio rosto ou delicadamente com o polegar, ao som de beijos doces e palavras de incentivo. Como gritos de guerra de uma torcida organizada:
— Não chora. Não chora.
Ou:
— Chora, meu bem. Pode desabafar, faz bem.

Por isso, só diga eu te amo depois de ter apreciado o choro feminino. Só quando vê uma mulher chorando é que você pode medir o quanto liga para a dor dela. E, principalmente, o quanto ela continua bonita.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Com essa foto dá para vender o quê?


O que é possível vender com a foto desse sofrido ginasta? O que essa foto inspira? Mande suas propostas nos comentários. Até sábado, publicamos o anúncio original e as melhores idéias, em nossa opinião. Valeu!

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com uma foto? Quais as associações possíveis? No meu extinto blog EhDuca, a gente propunha esse desafio e a participação dos internautas era bem bacana. Vamos voltar com essa idéia aqui. A partir de hoje.
Quando publicamos essa foto do Hitler, recebemos várias sugestões de títulos. Abaixo está o anúncio original. E logo mais no post acima, a primeira foto-desafio do oqueinspira.

Com a foto do Hitler e mais 8 fotos históricas a F/Nazca vendeu...


Se a gente fosse viver nossa vida de novo, a gente viveria tudo igual. Não mudaria nada.


Hitler continuaria existindo. Perseguindo e matando absurdamente milhões de judeus.


A barra de direção de um carro de fórmula 1 continuaria tirando a vida do genial Ayrton Senna.


A fome e a mais pura miséria continuariam transformando povos em quase nada.


Os jovens americanos seguiriam celebrando a paz e a liberação dos costumes em um festival regado a sexo, drogas e rock and roll.


O homem continuaria sendo o maior inimigo do homem.


A aids continuaria surgindo de surpresa e protagonizando milhões de mortes agonizantes.


Grandes gênios da cultura pop permaneceriam morrendo estupidamente de overdose.


Os americanos continuariam se metendo em guerras que não são suas e o mundo vendo pasmado inocentes morrendo.

O futebol do Brasil continuaria às vezes sendo, às vezes não sendo o melhor do mundo.

Não mudaria nada porque o nosso papel na história não é mudar os fatos. É contar a verdade. Sem mudar uma vírgula.
Jornal do Brasil. 110 anos de verdade.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O tempo inspira. Comerciais bons e outros nem tanto

Abaixo dois exemplos de comercias que utilizam o tempo (ou a falta dele) como mote de campanha.

O primeiro é um clássico para a Ikea, loja sueca especializada em vendas de móveis de baixo custo. Sensacional! O segundo é para o lançamento do Chevrolet Captiva. Básico, básico.

O mesmo apelo, duas abordagens completamente diferentes. Eis o resultado:

ESCRITÓRIO, DIA.

Vemos a foto da mãe com os dois filhos. A foto está do lado de um computador, que acaba de ser desligado pelo pai. Ele pega o paletó e se prepara para ir embora. Os colegas do escritório observam-no com inveja. Até que um deles se levanta e começa a aplaudi-lo. Então todo mundo começa a fazer o mesmo. O homem vai passando pelos corredores do escritório, sendo saudado e aplaudido. Enquanto isso uma música toca: “I go home, oh yes”. Ele levanta os braços e dá tchau. Vemos o relógio de parede. São 3 e 10 da tarde.
O homem sai do escritório e uma mulher corre ao encontro dele. Entra o lettering sobre a imagem: Se custa menos, você pode trabalhar menos.
Os dois se abraçam. Outro lettering: Bem-vindo à vida depois do trabalho.
Assina: Ikea. Viva sua vida, ame sua casa.

Vou repetir o conceito: Se custa menos, você pode trabalhar menos. Genial!

Agora vejam este:

Depois de uma série de imagens que mostra o dia atribulado de um executivo, finalizando com ele pegando o seu Captiva na garagem e andando com o carro pela cidade, entra o locutor: O tempo é igual para todo mundo. A diferença é o que você faz com ele.
Chevrolet Captiva. Um carro feito para o seu tempo.

Nada demais. Um comercial de carro como tantos outros.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Filosofia de segunda

2008: política ou politicagem?

Inspirado pela teoria de quinta do Raul nas vésperas das eleições e navegando pelo mar da crise política, resolvi propor uma reflexão sobre a origem e a essência da POLÍTICA.

A palavra política é de origem grega, oriunda de polis.
Polis, a cidade-estado grega, surge por volta do século VI a.C rompendo com a tradição aristocrata vigente até então. Cidade esta não como conjunto de edifícios, ruas e praças, mas sim como espaço cívico, uma comunidade organizada, formada pelos cidadãos (politikós) pertencentes ao sistema de normas racionais.
O surgimento da polis é um elemento profundamente original na história das civilizações e fundamental para a origem da própria filosofia.
Com a polis, estabelece-se a distinção entre esfera pública e privada. A existência humana passa a ser concebida numa dimensão partilhada (eu existo como homem público, em prol do bem comum). As decisões passam a ser tomadas em processos abertos, em debates na ágora. A palavra passa a ser fundamental e cria-se um profundo vínculo entre logos (razão) e política.
Os gregos antigos tratam a política como um valor e não como um simples fato, considerando a existência política como finalidade superior da vida humana.

Aristóteles, que viveu nesse contexto, define o homem como um animal político. “Fora da polis, ou o homem é uma besta ou um deus.” A importância da reflexão política é tamanha na filosofia aristotélica que ele critica textualmente o direito à cidadania aos que trabalham; notadamente em trabalhos manuais. Segundo ele, quem necessita trabalhar para sobreviver está fadado a uma existência mecânica, incapaz, portanto de refletir acerca de um tema tão relevante.

Para Platão, a cidade ideal é governada por filósofos que têm como interesse o bem geral da polis e estes não seriam remunerados por isso. Antagonicamente, a cidade injusta, é aquela na qual o governo está nas mãos dos proprietários, que lutam por interesses econômicos particulares. (Alguma relação com política contemporânea?)

Ao longo da história há inúmeros autores e fatos que contribuíram para a formação do pensamento político. No século XIV, contemplamos Maquiavel, que em sua célebre obra, O príncipe, desmistifica a teologia política de sua época e inaugura o pensamento político moderno. No século XVIII a Revolução Francesa confronta as forças do regime Absolutista e estabelece a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão como síntese das aspirações racionais contra as formas tradicionais de autoridade e referência para Constituições de vários países. Mais tarde, Karl Marx critica a economia política e a cria o socialismo (que inclusive seria implantado equivocadamente na Rússia a partir de 1917).

Imbuídos de um sentimento de cidadania (no sentido grego da palavra) e orientados por grandes pensadores, podemos revolucionar o panorama político, a começar, combatendo essa politicagem: demagogia, propostas vazias, pobreza de debates de idéias, ataques pessoais e, principalmente, o analfabetismo político.

A tenda do circo midiático está armada. E nós, eleitores, estamos no centro do picadeiro. Até quando?

domingo, 21 de setembro de 2008

VT "Seus pés vão dar frutos"

Complementando o post abaixo, aí está o VT "Sementes".


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Seus pés vão dar frutos

Esse é o conceito da nova campanha da Grendene para as sandálias da coleção GB (Gisele Bündchen). Criada pela agência W/Brasil, a campanha "Sementes" estréia nesse domingo (21/09) no intervalo do Fantástico. A criação é de Celso Alfieri e Gastão Moreira, com direção de criação de Rui Branquinho. Produção da Conspiração, com direção de Andrucha Waddington e Trilha da YB.
A idéia é convocar as consumidoras a comprar as sandálias GB, e assim, contribuir para o programa "Florestas do Futuro" da Fundação S.O.S. Mata Atlântica.
A campanha é composta pelo filme, mídia impressa e mídia exterior.
Abaixo o making of do VT e a mídia "espontânea" no Jornal da Globo.
Interesses à parte, o Planeta agradece.




quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Teoria de Quinta

A propaganda eleitoral é a suprema celebração do bizarro

O que eu vou escrever aqui não é nenhuma novidade. Todo mundo sabe. Todo mundo comenta. A propaganda eleitoral é um desfile sem fim dos mais estranhos tipos, aberrações e esquisitices humanas. O homem leopardo é fichinha perto da criatividade (?) e da sem-vergonhice dos candidatos para chamar a atenção dos seus eleitores. Mas uma coisa eu tenho que admitir: os caras são empreendedores, não poupam esforços para aparecer.

Não vou nem entrar no mérito da propaganda na TV, que mais parece um programa humorístico grotesco, tão bom quanto aqueles extintos quadros da dupla ET e Rodolfo no Domingo Legal. Vou me ater somente ao marketing de guerrilha. Andando por Ribeirão Preto já me deparei com diversas ações tresloucadas: dos tradicionais bandeiraços a um desfile de pessoas na feira segurando estandartes de um candidato. Era uma verdadeira procissão. Só faltaram os cânticos.

E as ações não param por aí. Tem gente que passeia de moto com uma gaiola na garupa, tem gente que mandou fazer um bonecão de olinda com a cara do candidato, tem quem fez jingle funk e bota pra tocar em uma altura insuportável, tem gente que anda com um carro de boi. Bizarro. Bizarro. Bizarro. Brincam com a nossa paciência. Levam a sério somente a máxima do diferencie-se a qualquer custo.

Pena. Acredito ser apenas mais um reflexo da lamentável credibilidade que a política tem em nossas vidas. Com tudo isso, a cada eleição que passa, eu fico mais descrente, mais desiludido e com menos vontade de votar. Serei só eu?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Natura Naturé. Merece ser proibido?

Criado pela agência PeraltaStrawberryFrog, o comercial da Natura Naturé reuniu 15 crianças de vários Estados para contarem a origem das águas. Eu acho o filme divertido, bacana e com um fundo educativo. A mensagem é dirigida às mães.

Mas, para atingir seu público-alvo, exibe crianças. Esse recurso não passaria pelo projeto de lei 5921/2001 que, se for aprovado no Congresso, proíbe a presença de crianças em qualquer peça publicitária, com exceção de campanhas de utilidade pública.

É justo? Você tiraria o comercial do ar?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

3 blogs bacanas

Semanalmente vou postar aqui alguns blogs que descubro e acabo visitando sempre. Começo com esses três. Bons exemplos de branding. Repare nos nomes.

Blog de um redator da Fischer e sua gangue. É divertido, dinâmico e inspirador.
Veja aí se estou mentindo: www.curtoegrosso.com/


Blog da Elisa Quadros e Valeria Semeraro, duas redatoras de Vitória. O nome é provocativo, os textos são bacanas, pena que demora para atualizar.
Mas vale o clique: www.redatorasdemerda.blogspot.com/


Blog do Luciano Marino, um irrevogável marqueteiro de Cuiabá.
Bem escrito, atualizado sempre, muito bom. Conheça: www.louconaopublicitario.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Filosofia de segunda

Fora de seu contexto de criação, a filosofia de determinado pensador pode facilmente ser distorcida e um conceito rico torna-se uma imbecilidade num instante. Mas, contando com o bom senso dos leitores, resolvi destacar alguns aforismos de épocas distintas para que cada um, com a sua subjetividade, possa refletir e tirar suas conclusões. Ou não.

Um pouco de filosofia inclina a mente do homem para o ateísmo, mas profundidade em filosofia traz de volta as mentes das pessoas para a religião.
Francis Bacon

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.
Jean Paul Sartre

Não quero ser um gênio. Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.
Albert Camus

Quando vemos um gigante, temos primeiro de examinar a posição do sol e observar para termos certeza de que não é a sombra de um pigmeu.
Friedrich Novalis

Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam conosco.
François La Rochefoucauld

Todos amam os bons, mas exploram-nos. Todos detestam os maus, mas temem-nos e obedecem-lhes.
Vittorio Buttafava

O poeta faz-se vidente através de um longo, imenso e sensato desregramento de todos os sentidos.
Arthur Rimbauld

A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.
Paul Valéry

O medo é o pai da moralidade.
Friedrich Nietzsche

A sociedade é composta por duas grandes classes: aqueles que têm mais jantares que apetite e os que têm mais apetite que jantares.
Sébastien-Roch Chamfort

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cruzada dos blogs


Navegando pela web encontrei um desafio interessante. As revistas Coquetel, em parceria com a agência Frog, desenvolveram a "Cruzada dos Blogs", um jogo de palavras cruzadas com temas referentes a notícias, vídeos, gírias e tudo mais que foi destaque na web nos últimos tempos. O desafio inovador já virou mania entre os blogueiros. Vale a pena conferir aqui.

A nova versão do jogo será lançada em breve. Você pode enviar sugestões de temas relativos a web e ganhar prêmios (aqui).


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O bom e velho rock and roll inspira

Breaking all the Rules - Peter Frampton

Hoje na agência estávamos conversando sobre a importância das músicas nos comerciais. Foi quando eu me lembrei das célebres campanhas para os cigarros Hollywood, o sucessso. Tudo bem que misturar fumo com saúde é meio esquisito, mas a combinação poderosa de imagens de esportes radicais com um som pulsante, arrebatador era irresistível.

Deu saudade. Se você for dessa época, veja o vídeo para relembrar. Se não for, boa viagem.

Sessão nostalgia pura.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Um pouco da inspiração de Renato Russo


Renato Manfredini Junior tornou-se Renato Russo inspirado no iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau e no filósofo inglês Bertrand Russel.

Adotar o Russo em seu sobrenome foi a maneira que Renato encontrou de homenagear as duas personalidades que mais admirava.

Bertrand Russel criou dez princípios como forma de conduzir a sua vida. Daí vem muito do pensamento que Renato expressava em suas músicas. Veja:

O DECÁLOGO DE BERTRAND RUSSEL

1. Não tenha certeza absoluta de nada.

2. Não considere que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.

3. Nunca tente desencorajar o pensamento, pois com certeza você terá sucesso.

4. Quando você encontrar oposição, mesmo que seja de seu marido ou de suas crianças, esforce-se para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.

5. Não tenha respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.

6. Não use o poder para suprimir opiniões que considere perniciosas, pois as opiniões irão suprimir você.

7. Não tenha medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.

8. Encontre mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se você valoriza a inteligência como deveria, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.

9. Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentar escondê-la.

10. Não tenha inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Filosofia de segunda

Felicidade: à venda nas melhores butiques

Há tempos, praticamente desde o início da filosofia, a felicidade é analisada e discutida sob várias perspectivas.
O que é; como alcançá-la e a possibilidade de atingi-la, são algumas das questões inerentes ao tema.

Sócrates, cinco séculos antes de Cristo, acreditava que o propósito da vida humana era o alcance da felicidade. Esta somente seria possível mediante a um complexo processo dialético que passava pelo conhecimento, aproximando assim a felicidade da sabedoria.

Aristóteles, alguns anos mais tarde, pensava possível a felicidade, mas com muito trabalho. O meio para atingi-la seria a virtude que o homem possui naturalmente, o autoconhecimento.

Para Epicuro (341aC – 270aC), fundador do hedonismo, o prazer contínuo seria a chave de uma vida feliz, que poderia ser traduzido não por qualquer prazer (indulgência sexual, comida, bebida, bens). Ao contrário, o prazer que faz bem à alma, estaria numa vida simples, justa e virtuosa. Na moderação, na leitura e introspecção – o prazer do sábio – que tem controle de si mesmo.
A ambição seria a grande vilã da felicidade, pois, segundo Epicuro, esse sentimento de insaciedade conduziria o homem a buscar incessantemente mais do que o necessário para viver bem.

Sêneca (4aC – 65dC) dizia que o ser humano seria feliz se renunciasse aos padrões de referência de sua sociedade. “É preciso atentar para não seguir tal como ovelha o rebanho, porque, não sabendo para onde ir, vai-se para onde as outras se dirigem”.

Schopenhauer, no século XVIII, afirmava que a felicidade seria apenas uma interrupção da dor e do sofrimento constantes que as aparências geram. E, mesmo sendo fugaz, só seria possível, quando houvesse desapego e renúncia ao mundo.
Para ele, o homem “normal”, que procurava a felicidade fora dele mesmo, estaria sempre incompleto. Ora compraria casas de campo ou carros, ora daria festas ou faria viagens e os­tentaria grande luxo, justamente porque procura nas coi­sas de todo o tipo uma satisfação que é volátil.

Recentemente, A New Economic Fundation, com o objetivo de medir o grau de felicidade das pessoas, fez uma pesquisa e criou o índice Planeta Feliz.
No total, 178 países se classificaram pelos critérios: comparação entre a expectativa de vida, sentimento de alegria e quantidade de recursos naturais consumidos no país.
A surpresa: os primeiros colocados foram países latino-americanos que costumam povoar as últimas posições de qualquer lista econômica. O primeiro lugar ficou com o desconhecido Vanuatu, um arquipélago no Oceano Pacífico, que vive de pesca e agricultura. Os países mais ricos do mundo, como USA (150º) e França (129º) ocuparam as últimas posições, devido ao consumo desenfreado que destrói o ambiente e não é capaz de deixar seus cidadãos felizes.

Hoje, a felicidade, como que num processo de vulgarização, passeia gratuitamente pela boca das pessoas.
Talvez, a propaganda, que tem tratado de maneira leviana um tema tão relevante, tenha contribuído para isso.

Cabe-nos, primeiro como seres humanos, a reflexão sobre nossas próprias condutas. Segundo, como profissionais da comunicação, rever a abordagem desse e de outros temas. Após séculos de pensamento, não podemos reduzir a felicidade a uma frase convidativa abaixo de uma logomarca.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se a liberdade inspira, eis nosso maior inspirador


D. Pedro I, após muita pressão da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal para que pudessem recolonizar o Brasil, entrou definitivamente para nossa história ao dizer ao povo que “fico” e, meses depois, em 7 de setembro de 1822, declarar a independência do Brasil e se tornar nosso imperador.

Agora, nas vésperas de comemorar mais um ano de liberdade, nós, brasileiros, necessitamos urgentemente de outro corajoso “Pedrão”, que nos liberte da violência, da corrupção, do descaso. Quem sabe esse herói não precise de uma “mãozinha” nossa, nas eleições de outubro, por exemplo.

Viva o Brasil!

Para se inspirar... ou não

“É muito melhor ousar coisas difíceis, conquistar triunfos grandiosos, embora ameaçados de fracasso, do que se alinhar com espíritos medíocres que nem desfrutam muito nem sofrem muito, porque vivem em uma penumbra cinzenta, onde não conhecem vitória nem derrota.”

Theodore Roosevelt - ex-Presidente dos EUA

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Teoria de Quinta

A correria é a culpada de tudo

Correria, a maior vilã do universo. Inimiga da qualidade de vida, da perfeição, da alegria. A correria é a culpada por você não ter tempo para os amigos. É a culpada por você não conversar mais em família, não prestar atenção em quem você gosta. É a culpada por você estar sempre atrasado, atrás de algo que nem sabe direito o que é. A correria é a culpada por você não viver a vida, não aproveitar o dia. A correria é a culpada pelo erro, pelo stress e até pela ejaculação precoce. É a culpada por você ver menos filmes, ouvir menos músicas, ler menos livros, do que gostaria.

A correria é a culpada pelo briefing mal feito, pela criação meia-boca, pela mídia mal executada, pela apresentação tosca. A correria é a culpada por campanhas chatas, sem brilho nenhum.
- Não deu tempo. Eu tinha três jobs para entregar. Com essa correria, foi o que deu pra fazer.

A correria emburrece o homem. Deixa o cotidiano cinza.

Sabemos disso faz tempo, mas não fazemos nada. Não paramos. Não diminuímos o ritmo. Não diminuímos a marcha. Continuamos correndo, vivendo de modo insano. Por quê? Talvez por comodismo, meio de vida, quem sabe? Talvez porque se algo não sair bem, se algo der errado, teremos ao nosso lado um infalível bode expiatório:
- A culpa não foi minha. Foi da correria.

Lição de vida

Ontem, assisti uma entrevista no programa do Jô e resolvi compartilhar essa experiência. Dona Anna Variani, uma brasileira de coração, nascida na Itália, aos 98 anos, é lúcida, bem humorada e dirige seu "fuca" (como ela mesma diz) pelas ruas da cidade. Se não bastasse, cuida de idosos, às vezes até 20 anos mais jovens que ela, em duas casas de repouso.

Vale a pena conferir essa entrevista (mesmo essa versão editada).
São pessoas como ela que nos perguntam nas entrelinhas de suas ações: Que valor temos dado à vida?

Inspiração pura, dona Anna.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A web agora é Chrome


A Google mais uma vez nos inspira, lançando o Google Chrome, um novo browser em código aberto com o objetivo de melhorar a navegação na internet, baseado na simplicidade e na sofisticação. Possui uma barra combinada de pesquisa e de endereços, separadores que funcionam de forma autônoma e informações sobre os sites mais visitados, pesquisas mais recentes.

A novidade que me impressionou mais foi que cada aba do navegador será um processo separado, facilitando o gerenciamento de uso de CPU e memória, eventualmente maximizando o aproveitamento de CPUs multicore, e evitando que uma aba voraz prejudique (mais do que o necessário) o desempenho das demais abas.

O download pode ser feito no site da Google.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Inspirando a criação


Por Matheus Flandoli
Planejamento de Ativação da B/Ferraz

Quando falamos do papel do planejamento dentro do processo criativo, a primeira coisa que ouvimos é que esse profissional é o responsável pelo briefing criativo.
Mas por que o briefing é tão importante?

Ele é o documento mais importante da agência. São meses de trabalho em uma única página. Ele é a semente da idéia criativa. É o contrato do planejamento com o atendimento, o cliente e a criação. E finalmente, ele é o ponto de referência para o debate com a criação e o cliente na hora que apresentamos uma campanha.

Um briefing criativo tem 3 funções:
- Definir claramente o problema
- Identificar a oportunidade e dar a direção
- Inspirar a solução

Um briefing pode ser o grande causador de problemas ou solução durante o processo criativo. Um briefing ruim cria campanhas ruins em 99,9% (0,01% é um mero acidente). Por outro lado, um bom briefing não garante uma campanha boa, mas existem grandes chances de isso acontecer.

Mas como um planejamento inspira a criação?
Fato é que somos todos criativos, mas criamos barreiras à nossa criatividade no dia a dia. Isso pode acontecer por 3 motivos:

- Hábito
Por ser muito usado, o nosso lado esquerdo do cérebro tende a olhar os problemas de uma forma padrão e comprovada. Por exemplo: "Nós queremos que a nossa marca seja igual a Apple".

- Medo
Quando vemos uma campanha na rua como a de Skol ou a de Twix, ficamos admirados, mas será que você teria coragem de apresentar e aprovar uma estratégia ousada com o risco de perder o emprego caso ela dê errado?

- Ownership
É quando as pessoas têm uma relação muito forte e antigo com a marca. Gente que dedicou muito suor muito tempo e muita energia nela e tem receio de perder o controle com tanta criatividade. São os casos das empresas familiares, por exemplo.

Para livrar a criação dessas barreiras, é estratégico que a criação visualize e experimente a marca, o produto ou serviço. Abuse de imagens, vídeos, entregue o produto real, consiga que o cliente faça demonstrações... só não ocupe mais o tempo deles e o seu do que o necessário.

Lembre-se: Foco e informações relevantes são fundamentais para um bom briefing.
Você deve sentir-se responsável. Não é porque você já passou o briefing para a criação que o trabalho do planejamento acabou e agora você sai correndo. Esteja pronto para dividir e contribuir com idéias à campanha.

Quando ouvir as soluções propostas, lembre-se que a criação provavelmente dedicou bastante tempo para chegar até elas, então veja bem a forma de abordar as críticas, tente entender o caminho que eles percorreram para chegar ali e reconheça que estamos todos do mesmo lado. Acima de tudo, seja construtivo!

Para isso, esteja aberto às idéias, vá com a cabeça aberta, deixe as neuras e as preocupações de fora, trate cada idéia com respeito, sabia se empolgar com as idéias também, empatia e proximidade da criação é a solução para muitos problemas e se necessário, releia um pedaço do brief que diz o que se espera da comunicação.

Veja se o potencial da idéia e questione-se:
- Tem vida longa ou é tática?
- É forte suficiente para inspirar outras ferramentas de comunicação?
- Inspira formatos e parcerias originais?

Lembre-se que as suas reações têm conseqüências. Questionar a estratégia requer um novo briefing. Questionar a idéia requer uma nova campanha. Questionar tom e linguagem requer nova execução. Nunca confunda os três.

Mas acima de tudo isso, aja como parte de um time. Ajude a resolver problemas e não a criar problemas. E tenho dito.
...

Tive o prazer de trabalhar com o Matheus durante um ano na Etco Ogilvy. Durante esse tempo, posso atestar: ele foi um planner altamente inspirador para a criação. Suas idéias estratégicas, originais e desafiadoras foram decisivas para o sucesso das campanhas que colocamos no ar. Visitem o blog dele: http://oanonimocelebre.wordpress.com/

Valeu, Matheus. Obrigado pelo texto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Filosofia de segunda

Hoje, num exercício sintético, reproduzirei um trecho do pensamento de Charles Sanders Peirce, que alude perfeitamente sobre a importância da linguagem.

"A trama, a urdidura de todo pensamento e de toda investigação é o símbolo, e a vida do pensamento e da ciência é a vida inerente aos símbolos; de modo que é errôneo dizer que uma boa linguagem é importante para o bom pensar, visto que é a própria essência deste."

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Uma campanha nada inspiradora



Da NeogamaBBH para o Seguro de Vida Bradesco. Título: Seguro de vida Bradesco. Porque a vida de quem você ama continua.

Tudo bem, tudo bem, esses anúncios podem até ser criativos. Mas sinceramente não me convenceram. Ver o primeiro nome da pessoa caído e o sobrenome lá, bonitão, em pé, me causou um grande mal-estar.

Em vez de eu simpatizar com a marca, tive um sentimento de repulsa. Estou emotivo demais? Pode ser. Mas o fato é que, como consumidor, não gostei. E, como publicitário, penso que não é nada fácil criar uma campanha para seguro de vida.
Mas precisava ser assim?

Timão eo! Timão eo!



O Corinthians anunciou hoje a contratação da atacante Cristiane, destaque da Seleção Brasileira, para a disputa do Campeonato Paulista de Futebol Feminino. A jogadora foi a artilheira das Olimpíadas de Pequim, com cinco gols, e se tornou a maior artilheira olímpica (10 gols). A apresentação da atleta será no Parque São Jorge – SP, nesta sexta-feira.
A craque canarinho nos inspirou muito durante as olimpíadas.
Parabéns ao Corinthians pela contratação.

PS: Com a contusão do Dentinho, bem que o Mano poderia escalar a Cristiane no ataque alvinegro.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Teoria de Quinta

Advogados são os publicitários do futuro

Do jeito que as coisas andam, com tantas restrições e proibições à publicidade, com tantas ONGs vigiando a nossa atividade, com toda a sociedade cobrando uma comunicação mais responsável (leia-se castradora, chata e insossa), não tardará para os advogados invadirem com tudo as agências e tomarem de assalto as nossas mesas e cadeiras.

É triste, mas é verdade. Que antropólogos, psicólogos, sociólogos, filósofos... que nada! Em vez das agências trocarem idéias com profissionais que podem enriquecer o processo estratégico/criativo em busca de grandes conceitos, as agências serão obrigadas a abrir suas portas para os profissionais do Direito.

Não demorará muito, para o Homem (ou Mulher) das Leis ter mais poder que o Diretor de Criação, o Diretor de Planejamento e o Diretor de Atendimento juntos.

Aliás, todos terão que responder para o CEO of Laws, que acumulará a função de Presidente Honorável Inquestionável da agência. Questão de hierarquia. Já posso ver até a cena desta distinta figura recebendo os seus comandados:

- Estão loucos? Campanha com criança, a lei não deixa. Não pooooooooode!
- Ah, que brincadeira é essa? Vão usar humor? Fazer as pessoas rirem não poooode. Podem refazer a campanha.
- Oquequéisso? Já falei para vocês. Idéia do caralho não poooooooooode. Vão apelar para a pornografia agora?

Fauta de inspirassão???



A Giovanni+DraftFCB, uma das grandes agências do Brasil, está veiculando anúncios da SKY com erro de português.

"Esta é para você , que estava falando de futebol até agora há pouco....."

Será que o revisor estava de folga?