Olá jovens.
Desculpem a ausência.
Esta semana postarei um resumo das demais palestras que assisti no Intercon.
Enquanto isso, aqui vai uma dica muito bacana para quem, ao mesmo tempo, gosta de ler e é antenado.
Trata-se da rede social "O livreiro", uma espécie de orkut do mundo dos livros, onde podemos criar ou participar de comunidades e debates sobre autores favoritos, comentar, conhecer pessoas com os mesmos gostos literários e, inclusive, comprar livros on line.
Se interessou? Clique aqui e confira.
Abraços.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Gosta de ler?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quer ser um bom publicitário? Não faça publicidade.
Esse título fala “publicitês”, diria grande parte dos diretores de criação. Tem ironia e um duplo sentido que, apesar de duplo sentido, enseja uma séria questão axiológica. Se meu filho (embora ainda não o tenha) chegasse de supetão e dissesse “pai, quero ser publicitário!” o que eu faria? Primeiro, usaria de todos os subterfúgios para arrancar essa idéia maluca de sua cabeça. Se o moleque batesse o pé, aconselhá-lo-ia a não cursar Publicidade, Propaganda, Marketing e afins. A faculdade, ao mesmo tempo em que suscita um deslumbramento, condiciona o universitário a pensar publicitariamente, dentro de um modelo pré-concebido. Eis o primeiro sentido de não fazer publicidade que o título sugere. Mas, não fazer publicidade, significa, principalmente, não praticar essa publicidade bunda mole, viciosamente circular, que é mera reprodução. Uma publicidade que usa o que já deu certo como meta e não como parâmetro para fazer diferente.
A maioria dos publicitários de hoje entende um tanto de publicidade, mas não entende de comunicação. A começar, não conhecem os mecanismos do conhecimento humano, as possibilidades que a sua estrutura cognitiva propiciam. Mais que isso: não conhecem o funcionamento da vontade, da faculdade de desejar, que é a mola propulsora do consumo; aquela faísca que desperta a empatia por esta ou aquela marca e cria a necessidade de compra.
Não conhecem, ainda, os meandros do sistema que fomentam, o sistema para o qual trabalham 10 ou 12 horas de cada santo dia seu. Por que é assim e não assado? Quais os caminhos históricos percorridos que fazem do mundo o que ele é hoje? Qual a origem do capitalismo? Grande parte não conhece sequer a origem da propaganda. Não sabe que se faz propaganda (propagare em latim) desde a Idade Média pela Igreja Católica com o intuito de difundir a fé cristã e que bem antes disso (mesmo sem a utilização do termo), os escritos de Lívio, já eram obras-primas da propaganda estatal pró-Roma.
Aí, quando questionados, quando colocados contra a parede, as reações dos profissionais são as mais diversas, dependendo da área de atuação.
Uns vêm com milhares de gráficos, tabelas, slides e querem mostrar que a publicidade tem um “quê” de exatidão. Querem provar por A mais B que a propaganda pode ser ciência. Mas, esses profissionais, que andam com a calculadora na bolsa e o esquadro debaixo do braço, apresentam, por exemplo, perfis sociais que mais parecem referir-se a pastas de um almoxarifado do que a pessoas. “É preciso fazer essa mídia e aquele canal para atingir o público-alvo (target para os mais empolados) - homem, 25-50, classe B”. São receitistas. Para a doença X, o remédio Y funciona. Por quê? Porque sempre funcionou, ora bolas.
Do outro lado, os ávidos por novidade. Engajamento, envolvimento, convergência, conteúdo colaborativo, redes sociais. Eis alguns termos já desgastados para esses caras (sem contar as milhares de siglas que nem eles mesmos sabem os reais significados).
“Nessa campanha, vamos usar o Twitter, You Tube, criar um perfil no Orkut e outro no Facebook...”
“Ótimo, mas o quê, efetivamente, vamos colocar nesses meios?”
“Isso depois a gente vê.”
Não sabem distinguir o novo da novidade. O novo é aquilo que chega e implanta uma modificação positiva e consistente. A novidade é efêmera. É modismo. É passageira. Ilustro com o “Second Life” que era a grande revolução para muitas marcas. E quem, hoje em dia, cogita-o como ferramenta de comunicação?
Muitos usam a novidade como válvula de escape, como máscara para a falta de conteúdo. E mais: vivem mais o virtual do que o real. Têm mais amigos no Orkut do que na vida. Conversam com o colega de trabalho por MSN. Resultado: não têm um pingo de sensibilidade, de tato. Fazem uma publicidade que nada tem de humana.
Especificamente em criação, conheço vários “redatores” que não sabem escrever. Não conhecem a linguagem, não leram as obras mais essenciais para a formação cultural de qualquer cidadão. Sequer têm o hábito da leitura. “Diretor de arte” que não conhece minimamente História da Arte, do Design, Cinema e Fotografia é o que não falta.
Mais do que erudição, falta a esses profissionais, Espírito Artístico (no sentido lato, expresso na filosofia do romantismo alemão do século XIX). Tanto quem cria, quanto quem contempla tem que ser tocado artisticamente. Trago um pequeno trecho de João Francisco Duarte Júnior que nos auxilia a esse respeito: “A arte tem o poder de, quando contemplada, estimular o contato frente a frente com nossos próprios sentimentos.”
Então, veja menos propaganda. Estude psicologia, filosofia, literatura, arte. Escute música clássica, MPB e Jazz. Vá a museus e teatros. Mas nunca, nunca mesmo, deixe de freqüentar o sambão da periferia e o forró do subúrbio. Converse com o povo. Tire uma tarde para bater aquele papo com o aposentado na praça ou com o sorveteiro da esquina.
Com isso, você poderá aprender o essencial à boa propaganda: contar histórias. Apesar de ser uma celebração desde que a humanidade se percebeu como tal, pouquíssimos sabem fazer bem. Homero, na Grécia Arcaica, com as suas grandes epopéias, refletia o espírito do povo; era difícil, embora transmitidas oralmente, um grego que não conhecesse as sagas de Aquiles e Ulisses. Outro exemplo ímpar é o efeito catártico que as tragédias gregas engendravam nos cidadãos. É de arrepiar imaginar 35 mil pessoas reunidas na “arena” para contemplar em êxtase uma história que ia além do entretenimento, era a própria visão de mundo, a representação artística da existência humana. Exemplos tupiniquins não faltam pra compor a nossa banca. Monteiro Lobato, Machado de Assis, Drummond e, porque não, Portinari são exemplos de exímios contadores de histórias escritas e imagéticas.
Acredito que a grande revolução da propaganda não é tecnológica ou digital. O dia em que a propaganda começar a contar histórias envolventes de verdade, esse dia vai ser revolucionário. E, a partir desse dia, poderemos falar em Comunicação.
domingo, 15 de novembro de 2009
Intercon 2009 (3)
Interessante a palestra de Fabiano Meneghetti que contou a sua trajetória de designer e programador e, principalmente, a do seu blog Abduzeedo, que já é um grande sucesso entre os publicitários e aqueles que gostam de design. Muito massa o blog do cara. Muita coisa inspiradora. Para quem não conhece, http://abduzeedo.com.br/
Outro bate papo bacana foi com Leonardo Dias, CEO da TaxiLabs que contou um pouco do advergame Transformers II, produzido no Brasil e aprovado por nada mais, nada menos que Steven Spilberg.
Case completo e outros mais (como o do T-Racer da Fiat) no site http://www.taxilabs.com.br/
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Intercom 2009 (2)
Mas, o mais impressionante na minha opinião, foi o case "Unique Types" para a AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente.
A ideia nasceu bem menor: um dos diretores de arte quis fazer um banner animado no qual parte das letras que compunha um nome próprio desaparecia mostrando que "não fazia falta" para o entendimento do todo. Vale a pena ver o vídeo abaixo:
Intercon 2009

No último sábado, eu, o Raul e o Matheus fomos ao Intercon, em São Paulo.
Realizado pela iMasters, o evento, em sua sexta edição, reuniu 30 palestrantes em 3 ambientes (Business; Tecnologia; Criação e Inovação) e contou com a participação de diversas pessoas.
Como foco principal o meio digital e suas ferramentas de inovação, onde cada palestrante abordou características singulares, dentro da experimentação e tecnologia, para o sucesso da comunicação.
A partir de hoje, compartilharemos trechos que julgamos importantes.
Começo com a palestra de Marcelo Coutinho (Ibope Inteligência), no Ambiente Businnes, que fez um paralelo das ações praticadas hoje no meio digital pelas empresas com a teoria da Catedral e o Bazar e finalizou com uma verdade não vista por muitos:
“Os consumidores entendem quando as empresas erram. Não entendem quando as empresas mentem.”
domingo, 8 de novembro de 2009
Conversa no ponto de ônibus...
- Para que você faz Filosofia? A imensa maioria das pessoas vive sem isso!
- Sobrevive!

