segunda-feira, 19 de julho de 2010

Poema cult

Poema meu publicado na Cult de junho, uma das revistas de cultura mais conceituadas do Brasil.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Natural

Primo da semente da uva,
O caroço na mama
Por natural se clama
Como uma tarde de chuva.

A beleza não é predicado,
Não é bênção nem pecado,
O belo do mar ou do jasmim
Está e esteve em mim.

Embriagado de uma moral sem idade
Clamo aos céus pelo sumiço do caroço
Sem perceber que na natureza a crueldade
Sou eu também que deposito e endosso.

Use cinto de segurança

Cutucar a imaginação. É isso que a publicidade poderia e deveria fazer mais.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Em homenagem ao dia Mundial do Rock: Joey Ramone - What a wonderful world


 What A Wonderful World

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"

I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world

Yes, I think to myself, what a wonderful world

Que Mundo Maravilhoso

Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para mim e você
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso

Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Estão também nos rostos das pessoas que se vão
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "como você vai?"
Eles realmente dizem: "eu te amo!"

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles aprenderão muito mais que eu jamais saberei
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso

Sim, eu penso comigo... que mundo maravilhoso

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Concurso Guemanisse de Contos

É com satisfação que compartilho com vocês essa conquista.
Com 2.019 contos inscritos, de todo o Brasil, ganhei menção honrosa (8º lugar), com o conto "ausência confirmada" que publico na íntegra abaixo:


AUSÊNCIA CONFIRMADA


A imagem, estranha e familiar, causou-lhe certa satisfação. Eram vários homens ao espelho. Na verdade, todos os que o formavam nestes trinta e três anos. Observou cada detalhe, cada vestígio emprestado. As enormes olheiras contrastavam com a simetria helênica do rosto. Sorriu ao apalpar a mancha sob o olho esquerdo. Uma atípica sensação brotou-lhe no estômago, cresceu pelos pulmões e explodiu garganta afora:
- É agora!
Gargalhou e repetiu eufórico:
- Agora!
Como eram belas aquelas manchas roxas! Mais que as horas de ensaio, revisões dos diálogos e figurino, simbolizavam toda uma trajetória prestes a culminar no seu espetáculo, sua própria peça teatral.
- Seu casaco - sussurrou o assistente esticando o braço pela porta entreaberta.
- Põe aí na cadeira, por favor.
O pensamento das últimas semanas ressurgiu abruptamente, substituindo-lhe a feição tensa por uma afável: a platéia vidrada no palco; atores e espectadores em plena sintonia; o teatro não lotado, mas com as pessoas que ali deveriam estar.
Reservou na primeira fila o melhor lugar. Não que fosse cauteloso, mas a ocasião exigia tal preocupação. A ideia de compartilhar seu maior feito com o amigo excitava-o com a mesma intensidade que a própria realização. Ao contrário do total acaso que lhe parecia ser a família, Fábio estimava o poder de escolha inerente à amizade. Eduardo era a personificação desse sentimento. Mesma escola, mesmos heróis, mesmos gestos. Cúmplices antes mesmo de entenderem o significado de cumplicidade. Eduardo sempre fora o mais seguro dos dois. Era o apoio que Fábio não tinha em casa.
- Vai ser um grande ator, Fabinho. E, claro, faço questão de te aplaudir em pé!
Fábio franziu a testa ao pensar no prometido aplauso. Assustou-se com a correspondência do movimento ao espelho. Os poros trabalhavam além do normal; as papilas salivares, por outro lado, censuravam aos lábios o direito da separação.
O primeiro sinal ecoou camarim adentro. Puxando o casaco felpudo, despiu suavemente o encosto da cadeira; lembrou-se da primeira vez que se meteu a atuar. “Quantas primeiras vezes foram ao seu lado, amigo!” – murmurou, abençoando-se com o sinal da cruz de baixo para cima.
Bateu a porta da sala ao perceber que estava sendo observado pela companheira de palco. De um lado a outro, intercalava passos largos e curtos. Os olhos buscavam um ponto para repousarem. Sentou-se, levantou-se, sentou-se. O movimento para enxugar o rosto foi bruscamente interrompido pela sensação de familiaridade com aquele pedaço de papel. Num lenço semelhante, ele e Eduardo compuseram a primeira música, deviam ter uns onze anos. A primeira metade da letra era obscenidade; a segunda escandalizou aos que a ouviram no alpendre da casa de um deles. Reescreveu os trechos dos quais se lembrou, dobrou cuidadosamente o papel e guardou o novo amuleto no bolso do casaco.
Ao fundo, tilintou o segundo sinal. Seria o som envelhecido do sino da faculdade? Manhã chuvosa de quarta-feira, uma semana para a formatura. Logo na entrada, Fábio notou o alvoroço. Acompanhando o fluxo de pessoas, chegou ao banheiro de seu prédio. Caiu de joelhos quando viu que os pés de Eduardo não tocavam o chão. Depois de paralisado por alguns minutos, arrumou forças para tirar o bilhete da mão gélida que balançava sem norte.
“... não tem nada a ver com você, amigo. Chorar eu sei que vai, mas não chore muito porque vou feliz. A vida é uma vontade cega e só a venço adiantando o processo... se não for muito, peço que toque Beethoven enquanto os poucos que me consideram estiverem reunidos ao redor do meu corpo!”
O terceiro sinal bateu feito uma flecha em seus tímpanos. Como uma noiva que tira o véu para o primeiro beijo, as cortinas se abriram. A cadeira vazia refletia sua alma. As olheiras já não eram belas; o roxo, a cor da melancolia, da estola diaconal no instante da extrema unção. Os ombros curvados e os braços estendidos ao longo do tronco davam-lhe um aspecto primitivo.
Doou-se com dedicação extra ao primeiro personagem. Este iniciava o ato lamentando a perda do melhor amigo. Os violinos da Nona Sinfonia rasgaram-lhe o âmago do espírito.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Networking é o que faz você prosperar

















Não é nenhuma novidade, aliás é o óbvio ululante: o networking (sua rede de contatos, sua proximidade e intimidade com gente influente) é que é importante para você se dar bem na vida.

Esqueça sua competência, diplomas, títulos honoráveis. Não invista em cursos, em conhecimento, em tempo de experiência. O segredo é chegar mais perto de quem pode indicar você para algum cargo.

Dunga que o diga. Sem nunca ter sido técnico de nada e de ninguém, ele foi escolhido para treinar a seleção brasileira, só por ser bem relacionado com Ricardo Teixeira. Deu no que deu. Agora Leonardo, que só foi técnico do Milan e nunca ganhou nada, pode ir pelo mesmo caminho. Como diria Milton Leite, narrador do SporTV: “mas, que beleza!”

Fica o recado, a lição incontestável para progredir: sejamos amigos do prefeito, conhecidos íntimos do presidente, puxemos o saco dos poderosos, babemos o ovo dos manda-chuvas. Dilma Rousseff que o diga. Mas que beleza!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dica de blog: garotas de propaganda








Taí um blog para acessar sempre: http://garotasdepropaganda.wordpress.com/

Bons comentários, sempre atualizado e o que é melhor: a visão sensível da mulherada sobre nossa atividade. Clica e vê.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Mucho" Macho

Macho.
Animal reprodutor ou adjetivo?
É preciso saltar de cima do muro,
Sair de debaixo da saia
Com a faca de dois gumes entre os dentes.

Escancararemos as portas do armário!
Afinal,
Fica mal não se decidir se é isso ou aquilo,
Se está mais pra rato ou pra esquilo.
Sou macho e pronto!
Afirma sem medo de estar errado
Assim como não gosta de jiló
Sem nunca ter provado.

Esse bicho aguenta de tudo:
Porrada na cara,
Caçada no escuro,
Lida dura na seara,
Descrença no futuro.

Mas não venha com pedidos de licença,
Palavras perfumadas
Ou doçura em demasia.
Macho que é macho sabe:
Sorrir é covardia!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cannes 2010: GP em Titanium é um twitter!


Quem levou o GP em Titanium do Festival de Cannes deste ano foi a Crispin Porter + Bogusky, em uma ação criada para a rede de lojas Best Buy.

O que eles fizeram de tão sensacional? Um Twitter para a empresa. Sério. Quem ainda não leu nada a respeito, se liga aí: os caras criaram uma campanha batizada de Twelp Force. Famosos por um atendimento especializado de verdade nas lojas físicas, quando a Best Buy começou a vender por e-commerce, a saída doi oferecer um perfil especial no Twitter para tirar dúvidas online. Isso mesmo o Twelp Force.

Simples demais? Nem tanto, eles diminuíram as reclamações em 20% e se consolidaram como uma empresa que oferece um super serviço aos seus clientes. Veja o vídeo aí.