terça-feira, 16 de junho de 2009
Campanha com mídias sociais. Vende ou não vende?
Qual o valor do conhecimento?
Diante das inúmeras porcarias que vemos entre um bloco e outro de um programa televisivo, eis que surge alguma coisa com qualidade. O VT é da Young para o Estadão.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Programa de índio?
Hoje, passeando pela livraria, deparei-me com um livro que me fez “viajar” num passado recente.
Michelindio, de Helena Perim Costa, aponta os maiores programas de índio que podem acontecer numa viagem. A classificação do guia é feita de uma a cinco penas: quanto maior o programa de índio, mais penas ele ganha. A autora alerta, entre outras coisas, sobre tours que são uma verdadeira furada, visita a locais maravilhosos, mas em época errada, shows típicos de quinta categoria, etc. Em uma das passagens ela fala sobre comidas proibidas.
Alimentação foi um dos principais problemas que o Rony e eu enfrentamos em nossa “jornada” de quase 50 dias pela Europa no início de 2008. Com a grana curta, toda noite ou era miojo ou lanchinho. Numa das poucas vezes que pudemos comer de verdade, nos demos mal. Prestes a pegar o trem para Paris, no último dia em Barcelona, almoçamos num boteco e não deu outra. Perdemos um dia inteiro (do banheiro pra cama, da cama pro banheiro) dos quatro que tínhamos na cidade luz. E o pior: o banheiro era no quarto!Visitamos 20 cidades no velho continente. Todo o trajeto foi percorrido de trem. Quando a distância era mais longa, optávamos pelo trem noturno, para não perdermos tempo, já que dormíamos no trem. Dormir! Eis o que menos fiz entre Porto e Madri. A cabine, minúscula, “acomodava” seis passageiros, três beliches de cada lado. Fiquei com a cama de cima. Esta era tão estreita que tive que me amarrar com o cinto para não me espatifar no chão. Imóvel, ainda contava com um velhote na cama de baixo que parecia ter engolido um motor, de tanto que roncava (disso o Rony não podia reclamar, já que em tudo que é albergue, reclamavam dele também).
A experiência foi sensacional. Estes foram alguns dos muitos imprevistos que rolaram e contribuíram para tornar a história ainda mais interessante.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Com essa foto a Touchstone Advertising de Mumbai vendeu...
Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
Aquecimento global. Mudanças que vão além do clima.
WWF-Brasil.
Criação do Paulo [Dunga]. Valeu, Paulo!
E obrigado a todos os que participaram. Abraços!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Twittada
O que você faria se tivesse R$ 180 milhões na mão?
O Real Madri, um dos principais clubes de futebol do mundo, tinha e resolveu apostar tudo em uma única peça: Kaká.
O jogador, revelado nas categorias de base do São Paulo, irá receber a bagatela de R$ 1 milhão por mês.
Cá entre nós: não é muito dinheiro pra um jogador de futebol?
Um médico, um bombeiro ou um piloto de avião não são mais merecedores?
Sem contar na grana que os clubes ganham em cima dos atletas com cotas de patrocínio e publicidade.
Como diria Boris Casoy: "Isto é uma vergonha!"
Consiga um estágio na Abelha Rainha
Semana passada postamos aqui o dasafio para garimpar um estagiário em direção de arte. Já recebemos muitos layouts. No entanto, queremos mais. Então, se você está interessado, se apresse, pois o envio do trabalho é até dia 18 desse mês.
A tarefa é simples: uma direção de arte caprichada para a letra de música Epitáfio dos Titãs.
Envie para abelha@abelharainha.com. Pode ser all type, pode ter imagem, foto ou ilustração. Pode ter uma marca assinando no fim. Ou não. Pode ser do jeito que você quiser, desde que fique bonitão. Os donos dos 7 anúncios mais bacanudos serão entrevistados para uma vaga de estagiário de arte na agência Abelha Rainha.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Filosofia de segunda
A sociedade contemporânea e o consumo
Na última quinta-feira, fui a uma excelente palestra (que faz parte do projeto “café filosófico” organizado pela CPFL) ministrada por Luciane Lucas dos Santos. Juntando as considerações de Luciane com a minha bagagem e meu feeling, redigi uma análise que compartilho com vocês. Antes, porém, apresentemos a palestrante: Luciane é pós-doutoranda no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Concluiu o doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2004. Atualmente é professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Sua pesquisa está relacionada aos seguintes temas: fome, consumo de alimentos e modos de produção, consumo crítico, práticas discursivas e representações sociais na mídia.
Agora, ao mais interessante.
Claro está que o consumo é intrínseco à vida contemporânea sem sequer existir a possibilidade de dissociação deste com o ser humano propriamente dito. Isso por si já é passível de inúmeras reflexões críticas. No entanto, por força do hábito, tomamos tal relação como natural.
Surge a pergunta: o que consumimos?
Vem à mente a resposta mais elementar: bens materiais e serviços. Mas, mesmo sem uma reflexão profunda, é possível chegar à conclusão que isso não é tudo. Consumimos também tempo, espaço e, principalmente, representações. A representação da perfeição, da beleza, da força, da atuação sobre as possibilidades. Por exemplo: quando compramos um carro, além do bem material, compramos o domínio sobre a distância; ao usarmos a tecnologia do skype, atuamos sobre a ausência e assim por diante.
O consumo, em certo sentido, é um Raio-X das entranhas da civilização, pois é capaz de desvendar o imaginário social, a arqueologia das relações humanas. É, pois, um classificador social, já que delimita “quem sou”, “com quem quero me relacionar”, “se quero ou não pertencer a tal grupo”, etc. (há uma crônica muito interessante do Fernando Sabino, intitulada “lixo” que explora isso. Um primeiro encontro entre dois vizinhos que ‘se conhecem’ sem nunca terem conversado antes. Essa façanha dá-se, pois um analisa o lixo do outro e, conseqüentemente, seus hábitos de consumo).
Mas, ainda sim, o buraco é mais embaixo quando falamos da mercantilização do mundo das trocas. Tudo é mercadoria. Exemplo elucidativo: uma empresa suíça promete “imortalizar” o ente querido que partiu dessa para uma melhor. Ela crema o corpo e o transforma em pingente para que o parente ou amigo fique “mais próximo do peito” de quem ficou por aqui.Clara banalização da morte, transformação do afeto em um “bem”
O filósofo francês Gilles Deleuze (1925-1995) classifica a sociedade contemporânea como a sociedade do controle.
Como é isso?
As instituições sociais modernas produzem indivíduos sociais muito mais moveis e flexíveis que antes. O indivíduo não pertence a nenhuma identidade e pertence a todas. Mesmo fora do seu local de trabalho, continua a ser intensamente governado pela lógica disciplinar e pela lógica do confinamento (sem que seja necessária a existência de muros que separem o lado de dentro das instituições do seu exterior). Há uma vigilância contínua, concretizada, por exemplo, pela propagação das câmaras espalhadas por toda a parte.
Outro ponto importante da sociedade de controle é a performance, pois esta dita as regras e os costumes. Paradoxalmente, há a necessidade de aceitação em determinado grupo social (que por apropriação vira nicho mercadológico) e, ao mesmo tempo a necessidade de diferenciação dentro do próprio grupo. A fronteira entre o suplício e o prazer, entre o são e o doentio dilui-se: de um lado um anúncio convida (covardemente) aos deleites de um delicioso chocolate. Do outro, inúmeras revistas estampam corpos perfeitos em suas capas e revelam “receitas” para alcançar tal perfeição.
Por trás disso tudo há uma flexibilidade aparente. É possível, por assim dizer, trabalhar sem um horário fixo, mas a necessidade de alcançar a melhor performance impõe um stress constante. Tomamos banho pensando num projeto. Ouvimos rádio à noite montando uma apresentação para o dia seguinte. Assim, perpetua-se uma escravidão silenciosa.
Há mais uma questão essencial nessa sociedade: as pessoas geralmente tomam o que gostam como absoluto. Que mulher, hoje em dia, olhando para outra gordinha diria: eu quero ser igual a ela! Pode parecer estranho mas já foi assim. Exemplos não nos faltam se analisarmos as pinturas dos mestres seiscentistas.
O que quero dizer com isso?
Que gosto é cultural; se transforma ao longo do tempo. E o que nos é imposto hoje (a magreza, por exemplo) não pode ser absorvido e tomado como verdade e pior, como paradigma.
Debord (1994), descreve a sociedade contemporânea como a sociedade do espetáculo, que substitui o cogito cartesiano “Penso logo existo” por: “Sou visto, logo existo”.
Haja vista o sucesso de reality shows como o Big Brother.
A Mídia é uma "contribuidora" e tanto para este processo. Mesmo quando parece crítica, é preciso analisar com cuidado pois, na maioria das vezes, ou ela é descritiva ou sensacionalista.
E, além disso, na mídia propaga-se o que deve ser consumido. Cientificiza-se o discurso midiático, como nos casos dos cremes de beleza que são testado nos melhores laboratórios, pelos melhores cientistas. Perde-se a credibilidade no vazio discursivo. Outro exemplo: título de capa de uma revista de circulação nacional “Chegue com todo gás aos 100 anos!”
Então, cabe a questão: estamos preparados para viver 100 anos?
Difícil, pois na sociedade contemporânea, a vida do sujeito resume-se a vida profissionalmente “ativa” O despreparo revela-se em tentativas de projetos para a terceira idade que infantilizam o “viver bem”, reduzindo a vida dos idosos a programas de lazer que passam longe da autenticidade necessária.
E esse indivíduo “ativo” se sujeita a trabalhar 8 horas por dia (às vezes mais) num lugar que muitas vezes não gosta em prol do consumo. O trabalho, tão bem quisto por Marx como realização do homem, fica subjugado pelo consumo. O Ter sobrepõe-se ao Ser.
Mas afinal, é possível mudar isso?
Infelizmente, a modernidade iniciada com a Revolução Cientifica no século XVI trouxe consigo a definição de quais seriam os saberes importantes. O mecanicismo e a utilidade sobressaltaram sobre a reflexão e a imaginação.
Para tentarmos reverter o quadro é preciso “remar contra a maré”; desconstruir o conceito de consumo. E isso passa por alguns pontos:
Analisar friamente tudo o que consumo: se é necessário o que vou comprar, se compro de instituições responsáveis (cuidado com os discursos de “empresas conscientes”, “politicamente engajadas” que, em sua grande maioria, não passam de “marketês”, com o velado intuito de vender mais e mais.
Desmistificar o termo “consumo consciente” que circula por ai. A grande maioria sequer sabe o real significado. Um exemplo: muitas pessoas acreditam que utilizando papel reciclado estão contribuindo para o meio ambiente. Mas, tendo em vista que o bem mais precioso e escasso hoje é a água, essa é uma idéia errônea, já que gasta-se 8 vezes mais água no processo de reciclagem do que na fabricação convencional. O certo seria comprar de empresas que reflorestam.
Por fim, acompanhar de perto as políticas governamentais e cobrar medidas efetivas.
Como publicitário sei que escapar desse sistema é praticamente impossível, ainda mais quando sua profissão é fomentar o consumo. Mas, um passo importante é colocar o assunto em discussão. E isso, espero ter feito com esse artigo.
sábado, 6 de junho de 2009
Espírito guerrilheiro
Semana passada meu amigo e sócio, Rony Neves, chegou ao 30º outono. Nada de surpreendente não fosse o desafio lançado por ele: a mensagem de felicitação (enviada via rede social) mais criativa ganharia um convite para desfrutar do Savana Motel (cliente da nossa agência).
O resultado foi muito significativo: 157 scraps e 5 depoimentos no orkut, várias mensagens no MSN e no twitter.
O ganhador do prêmio foi o Diego com a seguinte congratulação:
Partindo dos dados iniciais, temos:30 anos = 10 950 dias = 262 800 horas = 15 768 000 minutos = 946 080 000 segundosConsiderando que a amostra ingere uma quantidade de aproximadamente 8,7 litros de bebida alcoólica por semana, e que iniciou a ingestão aos 18 anos, segue:1 ano tem em media 52 semanas e assim chegamos a uma quantidade de 452,4 litros por ano e aproximadamente 5428,8 litros até o presente momento.Os resultados experimentais contém uma margem de erro aproximado arredondado para um valor menor devido termos desconsiderado os anos bissextos e ainda o horário inicial no nascimento da amostra, assim podemos inferir que a amostra possui uma quantidade de histórias significativamente importantes para contar e relembrar até o momento.E por fim, pudemos demonstrar que a amostra merece todas as nossas felicitações e votos de alegria, saúde e sucesso.
Guardadas as devidas proporções, essa pequena ação serve para alertar as empresas de comunicação: com uma grande ideia é possível disseminar uma mensagem sem utilizar veículos de massa e investimentos astronômicos.
Valeu Rony.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Twittada
Estamos chegando ao primeiro final de semana de junho, numa semana que aconteceu de tudo:
o frio chegou, o avião da air france desapareceu em pleno voo, a Susan Boyle foi internada, o twitter continuou crescendo, o dóllar continuou caindo, o curintia chegou a mais uma final (hehe timão eo), a fuvest abriu as inscrições via web, o Raul (meu sócio) continuou sem o blip fm, o Nilmar foi convocado para a seleção, a fifa divulgou as cidades que serão sede da copa de 2014 etc.
E na sua vida, o que aconteceu esta semana?
Bom final de semana.
Sexta poltrona
- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou o BAFTA na categoria de Melhor Edição, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu uma indicação ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
- Ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes.
- Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
- Recebeu 5 indicações ao Prêmio Adoro Cinema 2002, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Crítica de Leitor (Kiko César) e Melhor Coluna (Francisco Russo).
Tem que fazer força para conseguir assistir

Força-tarefa da Rede Globo é ruim de doer. A primeira vez que eu vi o programa fiquei perplexo: roteiro inverossímil, direção forçada, atuação nada à vontade dos atores... enfim, muito fraco.
Para ter a confirmação de que é ruim mesmo, ontem eu tentei ver de novo. Que lástima. As cenas de ação, tiroteiro e o escambau são uma comédia. Não dá pra entender como a Globo deixa um programa assim no ar.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?
Comportamento humano
Telefonema I
- Alô, Luana? Tudo bem? É o Rod. Lembra de mim? Não? É, faz tempo. A gente se conheceu na Cachaçaria. Eu estava com uma camisa verde, toda transada. Você elogiou meu perfume. Hugo Boss. Lembra-se? Ah, sim. Eu fiquei de ligar no dia seguinte, né? Pois é, muita correria. Daí o tempo foi passando, passando... Sabe como é, né? Mas então, eu tô te ligando por outro motivo. Eu fiquei sabendo que você agora está trabalhando aí na Concessionária Borges.
- É do meu pai.
- Ah, é do seu pai? Que legal. Então, eu agora sou contato comercial de uma rádio e queria fazer uma visita para o seu pai. Apresentar umas propostas de patrocínio. Só que está difícil falar com ele. Então eu pensei: será que a Luana não poderia me ajudar? Que tal? Você me dá uma força, Luana?
- Ah, sim. Me liga amanhã...
- Amanhã? Não pode ser hoje? É que...
- A-ma-nhã!
- Ok, ok. Te ligo. Sem falta, dessa vez.
- Ah, sei. Dessa vez, aposto que você liga. Mesmo. Nem vou precisar ficar esperando, esperando...
Telefonema II
- Alô, quem fala?
- É o Raul.
- Oi, Raul, tudo bem? Aqui é a Clarice. Como vai você, muito frio? Nossa, esfriou, né? E a sua família, tudo jóia? Espero que todos estejam bem. Família é tudo. Mas então você está sabendo da nova promoção da Telefônica, que dá internet...
- Espera um pouco, Clarice! Eu tô muito ocupado agora e....
- Ah, não tem problema. Imagina. É rápido.
- Sinceramente eu...
- Tudo bem, tudo bem. Eu te ligo mais tarde. Quando você vai estar sossegado?
- Sossegado? Pelo jeito, só daqui uns dois anos. Pode ser?
Depois de instantes de silêncio, a resposta:
- Claro, tudo bem, Raul. Eu te ligo então. Nessa data. Um bom dia. Para você e toda a sua família.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Ice music. Criada com instrumentos feitos de gelo
O principal músico é norueguês e se chama Terje Isungset. Seus concertos de gelo exigem condições especiais: um dia sem vento, chuva ou neve, com temperaturas entre 5ºC negativos e 30º negativos.
O site do cara é http://home.online.no/~isungz/. Se é bom? Ouça e tire suas próprias conclusões. Vale pela inovação, pelo experimentalismo, mas eu esperava mais.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Com essa foto a BBDO de Bangkok vendeu...

Kleen lustra- sapatos.
Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
"Mantenha a depilação em dia e não precisará esconder o rosto."
Gillette Prestobarba Excel for women
Criação da Nielle. Parabéns, Nielle!
Amanhã tem outra foto. Até lá.
Jennifer Lo-Fi
Já ouviu falar?
Trata-se de uma banda paulistana que transforma uma sala de apartamento em palco, transmitindo seu webshow para o mundo.
A ideia não é nova, porém muito eficiente.
Arctic Monkeys e Mallu Magalhães são exemplos que a receita dá certo.
É a web cada vez mais REAL.
Abaixo você confere um pouco dessa promessa musical.
Para saber mais sobre a banda acesse www.myspace.com/jenniferlofi.
Uso de mídia regional constrói a marca Lula
Propaganda do governo atinge 5.297 veículos
Li na Folha de São Paulo deste domingo que os comerciais do Palácio do Planalto atingiram no ano passado 5.297 veículos de comunicação no país. É um aumento de 961% sobre os 499 meios que recebiam verba para divulgar propaganda do governo em 2003, quando Lula assumiu a presidência.
Diz o jornal: “Esse padrão de pulverização na publicidade é incomum na iniciativa privada. Segundo dados do Ibope Monitor, a Fiat anunciou em 206 meios de comunicação diferentes no ano passado. O banco Itaú, em 176.
Trata-se de uma pesquisa por amostragem, mas mesmo com um desvio de 1.000% o número de veículos nos quais essas duas empresas anunciam não se aproximaria dos 5.297 escolhidos pelo governo federal.
A regionalização da propaganda federal é parte de uma estratégia de marketing do governo. Presidente mais bem avaliado no atual ciclo democrático, Lula viu sua alta popularidade se consolidar numa curva quase paralela ao avanço da distribuição de seus comerciais pelo interior do país.”
Parece uma jogada de mestre, pois não houve um aumento expressivo no valor gasto, mas uma mudança de estratégia. Grandes veículos de alcance nacional passaram a receber um pouco menos. A diferença foi para pequenas rádios e jornais no interior.
Ottoni Fernandes, subchefe-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência admite que "O fato de ter ampliado a presença do presidente na mídia regional pode ter ajudado [a elevar a popularidade do governo]."
Não há dúvida, Ottoni. Os grandes anunciantes precisam aprender com Lula. Regionalizar (aproximar) é preciso.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Três meses de Abelha Rainha. Tudo contra a falta de inovação
Hoje, eu, Matheus Arcaro e Rony Neves, estamos completando 3 meses de abertura oficial da agência Abelha Rainha. Durante todo esse tempo, ajustamos nosso modelo de trabalho, azeitamos os processos internos e a partir de agora começaremos a prospecção para valer.
Não será fácil. O mercado regional não está acostumado com criatividade e ousadia. Na verdade, o que impera é o pragmatismo, a mensagem direta, sem graça. A maioria dos clientes repele a inovação e opta por fórmulas já conhecidas, testadas... desgastadas. E as agências, por comodismo e/ou sobrevivência, entram no jogo.
O que queremos, com a Abelha Rainha, é mudar esse quadro. Repito: não será fácil ganhar clientes. Mas acreditamos em nossa filosofia de trabalho. Os consumidores merecem ser tratados como pessoas, merecem mais respeito e inteligência. Acreditamos que inspirar pessoas é o que faz a comunicação ser verdadeira. Não é romantismo bobo. É convicção. É enxergar a movimentação que está acontecendo no mundo.
Pode demorar um pouco até que consigamos encontrar clientes com sede do novo. Mas cedo ou tarde isso acontecerá. Porque as promessas exageradas de antes não serão suficientes para atrair a atenção das pessoas e fazer vender.
Surpreender e provocar diálogo será o mais importante. Em resumo: comunicação real.
Se você conhece uma empresa, uma marca, um grupo de pessoas que ansia uma comunicação diferente, indique a www.abelharainha.com. Faça o bem. Desde já, agradecemos.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Consiga um estágio na Abelha Rainha
Faça uma direção de arte caprichada para a letra de música Epitáfio dos Titãs e envie para abelha@abelharainha.com até o dia 18 de junho. Pode ser all type, pode ter imagem, foto ou ilustração. Pode ter uma marca assinando no fim. Ou não. Pode ser do jeito que você quiser, desde que fique bonitão. Os donos dos 7 anúncios mais bacanudos serão entrevistados para uma vaga de estagiário de arte na agência Abelha Rainha.
Epitáfio
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Com essa foto dá pra vender o quê?
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Com essa foto foi criado um anúncio para...

TXU - companhia elétrica.
Título: "A mãe natureza não funciona em torno de você."
Slogan: "Impeça queimadas. Mantenha a rede elétrica livre."
Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
Mude o rumo das coisas, não as coisas que estão no seu rumo.
GREENPEACE.
Criação da Mel. Parabéns, Mel!
É isso, galera. Desculpa aí a demora para postar esse anúncio. Muito trabalho, muito trabalho.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Twittada

A atenção do mundo se volta mais uma vez para a Coreia do Norte.
Tensão. Medo.
Uma possível re-produção de combustível nuclear em território norte-coreano nos deixa sem saber qual o destino da humanidade.
É nessas horas que percebemos como somos ‘nada’.
Como é possível se chegar a tal ponto?
E tem gente que ainda tem medo dos mortos.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Filosofia de segunda
Onde há fumaça há fogo!
Hume não chega a negar a existência da relação causal. Nega simplesmente que se possa ter conhecimento dessa realidade e atribui ao hábito mental (hábito poderia ser entendido como vício) a afirmação dessa concepção. Dois exemplos: se perguntado por que o sol nascerá amanhã, provavelmente responder-se-ia que ele voltará a nascer porque há milhares de anos, todos os dias isso vem acontecendo. Assim, incorre-se numa falácia (erro no raciocínio ou argumentação), a falácia da falsa causa que considera que um acontecimento é causa do outro simplesmente porque um antecede o outro (ontem aconteceu, hoje aconteceu, amanhã deve acontecer). Outra falácia comum é considerar a causa de um efeito algo que não é sua causa real, por exemplo: ao tomar um remédio à base de erva, o senhor Sebastião, depois de duas semanas, curou-se de um resfriado (isso aconteceria com ou sem remédio).
Essa tese é evidente para os objetos que conhecemos pela primeira vez: “Adão, ainda que tivesse sua racionalidade totalmente desenvolvida, não poderia ter inferido da fluidez e da transparência da água que esta o poderia afogar”. Nem mesmo para os objetos que já conhecemos experimentamos a ação causal: quem poderia intuir o poder nutritivo de um pão? Os sentidos nos informam sobre algumas de suas propriedades (cor, sabor, peso, aroma), mas se nos fosse dado outro corpo semelhante, desprovido de nutrientes, certamente não perceberíamos.
Às vezes temos que agir como Descartes que, para iniciar seu sistema filosófico “destruiu o edifício do saber” e começou do zero, desde o alicerce.
Precisamos nos despir de certos conceitos e preconceitos e esvaziar o nosso copo do saber para que possamos enchê-lo com água cada vez mais límpida.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Curtinha
"Você é totalmente livre, para fazer o que quiser, desde que nunca faça uso do próximo como meio, mas sim o contemple como fim"
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?
quarta-feira, 20 de maio de 2009
E se o seu time fosse uma banda?
Buenas pessoal. Recebi um interessante e-mail de um amigo e resolvi compartilhar aqui com vocês.
Se o seu time fosse uma banda, que banda seria?
Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais. Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que eles pegam pesado demais.
Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor. Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.
Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada. Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.
São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo algumas vezes e um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém. Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.
Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis. Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.
Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80. Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.
Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos. O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.
Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60 se não houvesse um rival mais popular. Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.
Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas. Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.
Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso. Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.
Coritiba = Banda Blitz & Evandro Mesquita
Um raro sucesso nos anos 80, que os seus fãs ainda cantam nos dias atuais, por falta de outras músicas boas.
Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade. Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.
Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.
América-RJ = Erasmo Carlos
Parceiro na panela Jovem (RJ) da década de 60, hoje em dia vive só de nome e de lembranças dos saudosistas e dos poucos fãs malucos que são diretores de TV.
Remo = Calypso
Orgulho do Pará. Só do Pará.
Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos. Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.
Paraná Clube = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa. Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.
Design vende. Até cadeado pode inovar no visual e ficar mais atraente

Papaiz inovou e lançou a Linha de Cadeados Fashion. Em vez daquele ar sóbrio, estampas e cor. Veja mais: http://www.novidadepapaiz.com.br/

No desfile da estilista e ilustradora Fábia Bercsek, no SPFW Verão 2009, as pessoas se surpreenderam com os Cadeados Papaiz em suas roupas.

Essa aposta para um visual descolado e cheio de atitude tem ganhado as ruas e evidenciado personalidade distintas.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Com essa foto a JWT de Dubai vendeu...

O óbvio: Lingerie K-Lynn. Conceito: "2nd skin underwear."
Agora as melhores ideias, na nossa opinião, foram:
"Depois do presente dele, vem o presente dos dois".
Para motel.
Criação do Geraldo Franca. Parabéns, Geraldo.
"O que realmente importa em uma calcinha não é o lacinho."
Academia Curves, especialista na modelagem de corpos femininos.
Criação do Viscerebral. Valeu, Viscerebral.
“Hope Confort Line. Calcinhas realmente confortáveis.”
Criação do Iuri Castelo. Boa, Iuri.
Valeu a todos que participaram. Quarta-feira tem outra imagem.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
armadilha lógica
Beltrano nasceu no Brasil e jura de pé junto que todos os brasileiros são mentirosos.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Mais um anúncio para lanterna Maglite

Esse aqui é do Institut Supérieur de Communication, Paris, France.
Mais que luz, fogo.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?
Quais associações criativas essa imagem inspira? Mande sua sugestão. Segunda-feira nós publicamos o anúncio original.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A salvação dos ricos
Estômago. Um filme delicioso

Desde que li uma reportagem sobre esse filme eu fiquei louco para assisti-lo.
Ontem finalmente foi o dia.
Sensacional.
A história gira em torno de um cara simples que muda para a cidade grande em busca de uma vida melhor.
Por causa do seu talento culinário ele consegue muito mais do que imaginava.
A trama é paralela, mistura muito bem cenas de passado e futuro, restaurante e prisão, poder e sexo.
O filme ganhou 4 troféus Oscarito no Grande Prêmio Cinema Brasil: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Babu Santana) e Melhor Roteiro Original.
Quem dirigiu foi o curitibano Marcos Jorge. Ele diz no site oficial do filme http://www.estomagoofilme.com.br/:
"Em geral, os filmes gastronômicos falam de “alta” cozinha.
Basta lembrar de “Vatel”, “Como Água para Chocolate”, “Simplesmente Martha”, ou “A Festa de Babette”.
Mesmo “O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e o Amante” aborda o tema a partir de um restaurante fino.
No Estômago, o que queríamos era mostrar a beleza dos pratos populares, e a preparação deles em ambientes, como freqüentemente acontece, precários.
Mesmo assim, queríamos que o filme deixasse o público com fome."
Para quem, como eu, aprecia culinária e gosta de um roteiro bem encadeado é um prato cheio.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Com essa foto a Leagas Delaney de Hamburgo desvendeu...

Solitaire. A mais fina maglite (lanterna) do mundo.
Simplesmente lamentável.
Como uma agência propõe um anúncio desses??
Como uma marca assina um anúncio desses??
É por essas e outras que a velha propaganda exagerada, que faz tudo para chamar a atenção, vem perdendo a credibilidade.
Nada de ousado.
Apenas perigoso e irresponsável.
Twittada
No bluebus - Em pleno Dia das Mães, a operadora de telefonia móvel Tim enviou um torpedo promocional para sua clientela, incluindo várias mães, que encerrava com a seguinte sugestão: "Faça novos amigos no Chat e encontre um grande amor no Cupido."
Bela 'homenagem' hein?
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sexta poltrona
Freud, além da alma

Escrito por ninguém menos que o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, o filme faz um recorte da vida do pai da psicanálise, cobre o período desde que ele se graduou no curso de Medicina na Universidade de Viena até a formulação da sexualidade infantil.
A viagem de Freud a Paris, para estudar com Jean-Martin Charcot, que era o maior estudioso da histeria à época, foi determinante para a descoberta da psicanálise. Charcot demonstrou que a histeria não era fruto de bruxaria, mas sim de origem psíquica. A partir de então, Freud começou a hipnotizar seus pacientes histéricos, juntamente com Breuer, obtendo resultados expressivos.
Outra virtude do longa metragem foi a de inter-relacionar a vida pessoal de Freud com as suas descobertas. O conceito de complexo de Édipo foi extraído da obra "Édipo rei", de Sófocles, que Freud conhecia desde a sua infância. Mas, o amor que ele nutria pela mãe e o desejo de matar o pai para poder usufruir com exclusividade do carinho materno, foi essencial para a construção da sua teoria da sexualidade infantil.
Ao final do filme, ao expor sua tese para os colegas, Freud é ridicularizado, inclusive por seu mestre e amigo Breuer.
A história vem provando-nos que Freud, muito mais que motivo de riso, é motivo de aplauso.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Novidade digital na terra do tio sam
Com tela de aproximadamente 25 cm (duas vezes maior que a versão anterior lançada em 2007), o Kindle DX ainda conta com um teclado qwerty completo para anotações, resolução de 1200 x 824 com 16 tons de cinza e 3,3 GB de memória, o suficiente para armazenar 3500 livros.
Além disso, permite que o usuário rotacione a imagem para visualizar o conteúdo na horizontal ou vertical, possui leitor PDF e os documentos podem ser baixados diretamente de uma rede 3G, enviados por email ou conexão USB.
Com o Kindle DX os jornais esperam atingir milhões de leitores em todo o mundo.
Nos EUA o aparelho está em pré-venda, comercializado a US$ 489.
Não há previsões de quando chegará por aqui.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?
Comparação incomparável
Fato: amor de mãe é incomparável.
Agora, fazer uso de uma comparação para comunicar isso é de uma genialidade monstra.
Bônus: reticências no título.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Com essa foto a Young & Rubicam, Argentina, vendeu...

Telefônica. Conceito: As tarifas mais baixas de chamada para o Japão e Escócia.
Agora as duas ideias mais criativas, na nossa opinião, foram:
De exótico já basta você. Use o básico. Hering.
Criação da Barbara. Boa, Barbara.
Nova Linha Niely Gold. Transforma.
Criação do Maurício. Valeu, Maurício.
Amanhã tem outra imagem. Até lá.
Twittada
Destaque de hoje no portal globo.com "Presidente Lula sobrevoa área alagada no Piauí".
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Filosofia de segunda
Filosofia e ciência
Do seu surgimento no século V a.C., com Tales, na Grécia, até o século XVI, a filosofia teve o ambicioso caráter de explorar as possibilidades do conhecimento. Todas as possibilidades do homem.
Ciências como física, química, biologia, história, política, ética, oratória, persuasão, etc., eram temas estritamente filosóficos. Um exemplo elucidativo é Aristóteles, cujo sistema abrangeu desde a análise da anatomia dos insetos, passando pelo estudo dos corpos celestes e culminando na Metafísica, que trata de conceitos complexos do SER.
Assim como se deu no surgimento da filosofia - passagem das narrações míticas para o especular racional - o cenário no século XVI começou a se transformar com a necessidade de um novo método de estudo.
Com descobertas importantes como a luneta, por exemplo, a física aristotélica não se sustentava mais em confronto com a experiência. Muitas teses, petrificadas por toda a antiguidade e medievalidade, são solapadas pela especulação moderna.
Nascia a Revolução Científica. Galileu e Descartes são nomes importantes desse período.
O projeto agora era o de domínio do homem sobre a natureza. E para se chegar a uma ciência capaz de dominar a natureza, era preciso seguir procedimentos diferentes dos teorizados na lógica aristotélica. Agora o saber tem que ser útil, um saber para poder.
Em certa passagem, Galileu cita textualmente: necessitamos de “novos preceitos de arquitetura para construir o edifício do saber.”
A ciência dos antigos, puramente contemplativa é estéril. É necessária uma nova ciência, orientada para a prática.
Com esses preceitos, Galileu concentrava-se apenas no que antes chamaríamos de ‘filosofia da natureza’, sem pretensões metafísicas. Para ele, os dados quantitativos são mais relevantes do que os qualitativos. Vislumbrava a possibilidade da plena inteligibilidade da natureza mediante a linguagem matemática. Surge o “cientista”.
Eis a origem da racionalidade técnica que, mais tarde, suscitaria sérios problemas para a humanidade, como a exploração desenfreada dos elementos naturais, e o “utilitarismo” intelectual que, em certo sentido, contribui para o atrofiamento do pensar.
Filosofia e ciência estão separadas desde então. E a cisão é cada vez mais eminente. Primeiro, as ciências “exatas” e "biológicas" se desgarraram da mãe. Mais tarde, no século XIX, com o surgimento das ciências “humanas” áreas como psicologia, ciências sociais, ciências políticas e antropologia se desmembraram. A própria filosofia se fragmentou. Filosofia da linguagem, filosofia da mente e filosofia da ciência são exemplos claros.
Seja como for, a filosofia (como um todo) ainda tem muita relevância e um campo vasto de atuação. Ela é o ponto de partida de qualquer ciência, já que se ocupa da generalidade. Uma tese filosófica tem que ser universal; aplicável ao todo. A ciência, ao contrário, se preocupa com o particular. Cria áreas do conhecimento que tratam determinados problemas de modo mais especializado. É o recorte das teses gerais da filosofia, pois trabalha com os casos que fogem da generalidade, confrontando-os com a experiência.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Vitopaper
Produzido a partir de plásticos reciclados, o processo (sustentável) conta com tecnologia 100% nacional e apresenta excelente qualidade.
A novidade estará presente em segmentos como livros didáticos, envelopes, folders entre outros, além de gerar empregos através das cooperativas de catadores de lixo.
Clap, clap, clap.
O planeta agradece.
Teoria de quinta
Música de quinta
Disse Khalil Gibran: "Como a poesia, a música retrata os estados da alma e as ondulações do coração, e concretiza os pensamentos invisíveis, e descreve o que há de mais belo nos desejos e sensações do corpo”.
Poesia e música compartilham um elemento essencial: a rima. Esta pode se dar de várias maneiras:
Externa:
“Lembranças, que lembrais meu bem passado
Para que sinta mais o mal presente
Deixai-me se quereis viver contente
Não me deixeis morrer neste estado”
(Camões)
Alternada:
“Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco”
(Álvares de Azevedo)
Intercalada:
“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco”
(Augusto dos Anjos)
Emparelhada:
“Aos que me dão lugar no bonde
e que conheço não sei de onde,
aos que me dizem terno adeus
sem que lhes saiba os nomes seus”
(Carlos Drummond de Andrade)
Encadeada:
“Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz”
Misturada:
“A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene...
Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais”
(Cecília Meireles)
A rima é rica quando acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes, por exemplo, entre “vagos” e “lagos”.
Infelizmente, o pensamento de Khalil Gibran não é contemplado na maioria das composições contemporâneas. O que mais ouvimos nas rádios são rimas dignas de esmola.
Tendo em vista esse défcit intelectual, Gustavo Martins, editor, roqueiro e jornalista elaborou uma pesquisa da incidência dos maiores lugares-comuns nas músicas mais tocadas entre 2001 e 2005, e os clichês mais usados nelas.
O pesquisador contabilizou 3.073 rimas que estiveram presentes nas 100 músicas mais tocadas, e chegou aos 11 pares de palavras mais batidas. “Assim” e “Mim” apareceram em primeiro lugar: a cada 50 rimas, uma teria esse encontro. Depois, seguem-se “Coração” e “Paixão” (“Coração”/ “Solidão” vem em 6º lugar, com 18 incidências; em 11º lugar, “Coração”/ “Mão”). “Mas o mais patente vício combinatório parece ser o das palavras sorriso/paraíso. Todas as ocorrências da palavra ‘paraíso’ foram rimadas dessa forma, sempre com ‘sorriso’ como termo A e ‘paraíso’ como termo B”, diz.
As rimas de natureza sentimental ocuparam 87% das canções analisadas, com mais incidência no gênero “pop”, contando com a contribuição de gênios como Latino, Kelly Key, Wanessa Camargo e o grupo Revelação.
As rimas com verbos no infinitivo e no gerúndio também foram muito recorrentes.
Mas, afinal de contas, por quê?
Preguiça ou incapacidade intelectual do compositor?
Falta de vergonha na cara?
Vício?
Exigência mediana do ouvinte?
Postos os possíveis motivos e, fazendo uso da liberdade poética, seríamos induzidos a elaborar uma interpretação mais adequada para a expressão “poluição sonora”.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?
Quais associações criativas essa imagem inspira? Mande sua sugestão. Segunda-feira nós publicamos o anúncio original.
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Com essa foto a Leche Lowe, Chile, vendeu...

Aparelhos auditivos Rotter & Krauss. Conceito: "Ouça mais uma vez."
Agora as duas melhores ideias, na nossa opinião, foram:
A vida passa muito rápido. Leia mais.
Quem lê não perde tempo. Companhia das Letras.
Criação da Fernanda. Boa, Fernanda!
É assim que quem você ama está se sentindo.
21 de setembro. Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer.
Criação do Sérgio Gaspar. Valeu, Sérgio!
Filosofia de segunda
Mas, o que é isso?
Ás vezes, discutindo determinado assunto, nos surpreendemos ao fazermos a nós mesmos a pergunta: mas o que, de fato, é isso? Sobre o que estamos conversando há horas?
Perguntas como essas inquietavam Platão cinco séculos antes de Cristo. Atentando-se a isso, ele viu a necessidade da DEFINIÇÃO. Temos em Platão a primeira tentativa de sistematizar uma Teoria do Conhecimento.
Sempre que perguntamos “o que é” estamos em busca da definição daquele algo.
Surge, então, a necessidade da definição de definição. Eis: tornar claras as propriedades essenciais do conceito (representação intelectual); falar o que a coisa é, evitando que esta seja confundida com outra.
Pela atividade filosófica, pela reflexão, é possível passar-se do plano conceitual à definição.
Em seu diálogo intitulado Menon, Platão (através do personagem Sócrates), indaga o jovem que dá nome à obra sobre o que seria a virtude. Primeiramente, Menon dá exemplos, classifica atos virtuosos.
A classificação pressupõe uma clareza anterior dos conceitos, pressupõe conhecimento. Quem classifica já sabe o que é; o que deve ser explicado está contido na explicação.
Insatisfeito, Platão faz a pergunta novamente e Menon responde: virtude é “administrar justamente”. Ele não classifica, mas também não define. A justiça é uma virtude e não a virtude. A definição tem que alcançar a generalidade. Essa é particular, não serve.
Em seguida Menon define: virtude é o desejo de coisas belas e a capacidade de alcançá-las. Agora, o jovem comete um erro ainda maior: multiplica o número de entidades. Sob esse aspecto, para sabermos o que é a virtude, precisaríamos saber o que é a vontade, o belo, a possibilidade de alcançar isso, etc. Ele utiliza termos que ainda não definiu.
No diálogo Teeteto, Platão, depois de um árduo percurso, define conhecimento.
Conhecimento é opinião verdadeira justificada. Ora, todo saber nasce de uma crença, que pode ser verdadeira ou falsa. Com o crivo da razão, descarta-se a opinião falsa. Mas isso não basta. É preciso fundamentar essa opinião verdadeira com uma explicação racional. Chega- se a opinião verdadeira justificada, a definição clássica de conhecimento que perdura até os dias de hoje.
No entanto, o próprio autor, ao final do texto, nos alerta quanto à insuficiência dessa definição, já que para justificar algo racionalmente, necessariamente devemos conhecer o que está sendo definido. Só justifica quem possui conhecimento. Logo, o conhecimento não pode estar presente na definição. Cria-se assim um raciocínio circular (ou tautológico) do qual não se pode sair.
Mais tarde, em sua obra Carta VII, Platão apresenta as etapas para o conhecimento:
1- Nomear: dar nome as coisas que são sentidas.
2- Definir: uso das palavras para tornar claras as propriedades do conceito.
3- Imagem: representação da coisa em si (conhecimento icônico).
A “mistura” desses 3 itens entre si eleva o homem ao quarto nível, o conhecimento propriamente dito. Este, por sua vez, ao grau máximo, o Ser.
Como explicar o Erro?
O erro dar-se-ia quando o contato entre os 3 elementos não for apropriado. Se o “atrito” entre nome, definição e imagem não for adequado, a faísca do conhecimento não se acende.
Bem, obviamente cada filósofo traz à tona suas definições dentro do seu contexto e tendo em vista o abalizamento de seu sistema filosófico. Como exemplo, duas definições de justiça:
1- Cada um dedicando-se àquilo que é prescrito por sua natureza;
2- Dar a cada um aquilo que é de direito.
Dá no mesmo termos duas definições ou nenhuma, já que ainda fica a pergunta: o que é justiça, então?
Longe de querer esgotar o assunto, espero que essas inquietações filosóficas, no mínimo, façam vocês refletirem sobre o que conversam, sobre o que escrevem e sobre os termos empregados para isso. Espero ainda que essas reflexões acendam a faísca da filosofia e vontade de responder a perguntas cruciais tais como: o que é a beleza, o que é o bem e, principalmente, o que é a vida.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sexta poltrona
Sem notícias de Deus
O céu está vazio, o inferno, cheio. Cada alma é disputada com unhas e dentes pelos dois espectros. Quando parece que uma contusão no cérebro vai encerrar a vida do boxeador mexicano Manny (Demián Bichir), duas agentes sobrenaturais são enviadas para tentar conquistar sua alma: uma é um anjo de um céu que se parece exatamente com o melhor de Paris e onde todos falam francês (Victoria Abril). A outra é uma garçonete do inferno (Penélope Cruz), enviada para seduzi-lo a passar o resto da eternidade numa prisão pintada de vermelho, onde todos falam inglês.
A trama, muito bem escrita, coloca os defeitos tanto do "mal" quanto do "bem".
Enquadramentos e ângulos muito bem planejados possibilitam uma visão profuda dos sentimentos das personagens. O filme espanhol, dirigido e escrito por Agustín Díaz Yanes, recebeu 11 indicações ao prêmio Goya, dentre elas, melhor filme e melhor roteiro original.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
E por falar em filme
Em agosto estreia nas telinhas tupiniquins "O Contador de Histórias", com Maria de Medeiros e direção de Luiz Villaça. O filme conta a história real do brasileiro Roberto Carlos Ramos, educador e considerado o maior contador de histórias do mundo.
Confira o trailer abaixo:
Brazuca neles
O evento acontece de 13 a 24 de maio na riviera francesa.
No total, 53 filmes de 23 países estão na seleção, sendo 20 em competição pela Palma de Ouro, outros 20 na seção "Un certain regard" e os demais fora de competição.
Fala sério, tá no papo.
A lista completa dos filmes você vê abaixo:
Palma de ouro
- "Los abraços rotos", de Pedro Almodóvar
- "Fish Tank", de Andrea Arnold
- "Um prophète", de Jacques Audiard
- "Vincere", de Marco Bellocchio
- "Bright Star", de Jane Campion
- "Map of the sounds of Tokyo", de Isabel Coixet
- "A l'origine", de Xavier Giannoli
- "Das Weisse Band", de Michael Haneke
- "Taking Woodstock", de Ang Lee
- "Looking for Eric", de Ken Loach
- "Chun feng chen zui de ye wan", de Lou Ye
- "Kinatay", de Brillante Mendoza
- "Enter the void", de Gaspar Noe
- "Bak-Jwi", de Park Chan-wook
- "Lhes herbes folles", de Alain Resnais
- "The time that remains", de Elia Suleiman
- "Inglourious basterds", de Quentin Tarantino
- "Vengeance", de Johnnie To
- "Visage", de Tsai Ming-liang
- "Antichrist", de Lars Von Trier
Um certo olhar
- "Mother", de Bong Joon Ho
- "Irene", de Alain Cavalier
- "Precious", de Lee Daniels
- "Demain Des L'Aube", Denis Dercourt
- "À Deriva", de Heitor Dhalia
- "Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh", de Bahman Ghobadi
- "Los Viajes Del Viento", Ciro Guerra
- "Le Père de Mes Enfants", de Mia Hansen-Løve
- "Skazka Pro Temnotu", de Nikolay Khomeriki
- "Kuki Ningyo", de Hirokazu Kore-Eda
- "Kynodontas", de Yorgos Lanthimos
- "Tzar", de Pavel Louguine
- "Indepencia", de Raya Martin
- "Politist, Adjectiv", de Corneliu Porumboiu
- "Nang Mai", de Pen-Ek Ratanaruang
- "Morrer Como um Homem", de João Pedro Rodrigues
- "Eyes Wide Open", de Haim Tabakman
- "Samson And Delilah", de Warwick Thornton
- "The Silent Army", de Jean Van de Velde
Fora de competição
- "Agora", de Alejandro Amenabar.
- "The imaginarium of Dr.Parnassus", de Terry Gilliam.
- "L'armée du crime", de Robert Guédiguian.
Sessões de meia-noite
- "A town called panic", de Stéphane Aubier e Vincent Patar
- "Drag me to hell", de Sam Raimi
- "Ne te retourne pas", de Marina de Van
Sessões especiais
- "My Neighbor, my killer", de Anne Aghion
- "Manila", de Adolfo Alix Jr. e Raia Martin
- "Min ye", de Soulymane Cisse
- "L'epine dans lhe coeur", de Michel Gondry
- "Petition", de Zhao Liang
- "Kalat hayam", de Keren Yedaya
Cinema inspira casamento
O casal Keithi Green e Kristine England casaram-se caracterizados de 'Shrek' e 'Fiona'. Como se não fosse o bastante, todos os convidados também tiveram que se fantasiar. Imaginem o padrinho 'burro falante' e o madrinha 'biscoito'. Bizarro.
fonte: globo.com
Com essa foto dá pra vender o quê?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Com essa foto a Euro RSCG, México, vendeu...

Tylenol. Conceito: Há algumas perguntas que dão essas dores de cabeça.
Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
Ninguém aguenta ouvir o disco da Xuxa o dia todo.
Compre agora mesmo: Tirei a peruca do SS.
O mais novo e estrondoso sucesso cantado pela menina Maysa.
Criação do Luciano Bitencourt. Boa, Luciano!
A queda
O filme narra os últimos dias de Hitler, confinado em um quarto de segurança máxima. Abaixo as cenas que não entraram na edição final. É de impressionar!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Filosofia de segunda
O que importa pra você?
- Bom dia. O que foi?
- Ontem você não foi assistir a minha apresentação!
- Mil desculpas, saí tarde da empresa.
- Por quê?
- Você sabe. Fui promovido.
- Mas antes disso você também saía de casa cedinho e só voltava à noite.
- Claro. Tinha que mostrar serviço justamente pra ser promovido.
- Trabalhando muito a gente fica rico?
- Se trabalhar duro por toda a vida e for moderado, sim.
- Moderado?
- É. Não exagerar, entende?
- Mais ou menos.
- Tem que se controlar.
- E por que quase toda noite você briga com a mamãe?
- ...passa a manteiga, por favor. Sobre o que foi sua apresentação?
- Tá aqui o panfleto!
- “... o fio condutor da peça é a comparação entre um boi um homem e como, às vezes eles invertem o papel da natureza...” Interessante, hein!
- Me leva hoje na escola.
- Não posso. Tenho uma reunião em 20 minutos.
- Ah!
- Não faz essa carinha. Trabalho duro pra te dar do bom e do melhor. Você é a coisa mais importante da minha vida!
- Papai, posso fazer mais uma pergunta?
- Claro, filhão.
- O que quer dizer importante?

























