Amigo inseparável
Setenta e cinco, com corpinho de noventa. Confesso que nunca conheci uma pessoa tão metódica quanto o Seu Pereira. É sagrado: as seis está de pé, um café bem forte, duas ou três páginas do jornal e lá está ele cochilando na cadeira de plástico do alpendre.
Na sala, ai de quem tirar um badulaque sequer do lugar. Conserva na estante, com muito orgulho, as fotos dos tempos da guerra, quando liderou a frente de batalha brasileira.
O velho é muito apegado ao seu companheiro Lençoval. Um lenço antigo, uma raridade. Presente do pai no leito de morte. Lindo, o Lençoval: marrom, com listras beges e roxas na diagonal.
Todo dia, antes de sentar-se para o almoço, tira o dito cujo do bolso e coloca sobre a mesa, não muito longe, amparado pelo olhar protetor. Um espirro durante a refeição, lá está o amigo. Tosse não programada, entra novamente em cena o fiel companheiro. Ao final da refeição, costumeiramente, o bigode do velho cede ao lenço o último grão de arroz que se prendia aos poucos fios brancos.
Inesquecível uma tarde dessas, quando convidei Seu Pereira para um café em minha casa. Assim que chegou, sentou-se e eis que a tragédia veio à tona: o Lençoval escorregou da sua mão e caiu ao lado da minha cadeira. Era óbvio que, com todos aqueles anos nas costas, não seria capaz de resgatar o companheiro. Mas, até então, fingi que não tinha visto, torcendo para que...
- Meu filho, por favor, pega o lenço pra mim!
Não tive saída. Salvei o indefeso pedaço de pano marrom das prováveis mordidas do Rex.
Foi nesse mesmo dia que ele me contou sobre a despedida mais dolorosa da sua vida. Recém-casado, teve que embarcar para a guerra e deixar a esposa. O que o confortava era saber que teria a companhia do seu amigo durante o combate.
- Minha esposa, no cais, ficava cada vez menor. Eu do navio, alternava o Lençoval entre sacudidas de adeus, lágrimas e assuadas de nariz. Nesse dia fiz a promessa de que, se voltasse a vê-la, nunca mais lavaria meu amigo de pano.
Nem ouvi o final da história. Corri para o banheiro e coloquei para fora todo o meu almoço.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Conto mais
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Teoria de Quinta
A morte anunciada inspira
Posso apostar minha vida. Se você soubesse que vai morrer em breve não ficaria se lamentando. Não o tempo todo. Depois do susto, você começaria a absorver os momentos derradeiros com muito mais intensidade. E faria mais coisas que tem vontade. E faria a sua vida ser mais digna de ser lembrada. E faria valer a pena.
Outro dia sonhei exatamente com isso: eu tinha pouco mais de uma semana de vida. Passado o choque, tratei de fazer um monte de coisas que eu queria fazer, porém vivia adiando. Comecei a dar mais valor ao ‘ser’ do que ao ‘ter’. Comecei a ser mais feliz.
Foi só um sonho, mas foi bem real.
Além da falta de coragem, o que faz a nossa existência ser mera existência é a sensação de que "temos todo o tempo do mundo" e assim acabamos por desperdiçar horas, dias, meses, anos. O filme Jogos Mortais, se baseia nesse argumento.
Saber que a morte é iminente é inspirador. Como bem canta Paulinho Moska, em sua música: “O último dia.”
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Corria pr'um shopping center
Ou para uma academia?
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?
Meu amor
O que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Me diz o que você faria
Me diz o que você faria...
Mais anúncios com letras desenhadas
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Pelos Sí, a Pelo No!
Navegando pela web, conheci uma criação um tanto quanto ousada.
Os “Ursos” (comunidade de homossexuais que não se importam com a forma física, gostam de manter seus pelos no peito e cultivam barbas e bigodes), vêm ganhando cada vez mais espaço no mundo.
Pensando nisso, e acompanhando a tendência mundial de tirar os ursos dos guetos e deixá-los mais populares, o fotógrafo venezuelano Juan Antinoo lançou recentemente o calendário “Pelos Sí, a Pelo No” (Pêlos Sim, Sem Camisinha Não), com a intenção de alertar sobre a prevenção, cuidados e o uso de preservativo nas relações sexuais, buscando uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem com HIV/Aids e grupos que vivem em situações de maior vulnerabilidade.
Utilizando como referência obras clássicas, Antinoo nos mostra a paixão, através de imagens irônicas, sem nenhum tipo de complexos, na tentativa de mostrar ao mundo que, mediante o uso de preservativo e com o tratamento adequado, a Aids é uma doença com a qual se pode levar uma vida digna.
Sou heterossexual, porém defendo quaisquer iniciativas que melhorem o relacionamento humano.
Muito bom o trabalho.
Com essa foto dá pra vender o quê?

Quais as associações possíveis que a imagem desse leão com olho roxo inspira? Dá para vender qual produto, serviço, marca?
Mostre sua criatividade, mande seu post com uma sugestão. Até domingo, a gente publica o anúncio original. Até lá. Abraços!
Letras desenhadas inspiram
O anúncio da Fischer para Teleton, com o texto desenhado e diagramado no formato de uma perna (post abaixo), me fez lembrar de outras duas campanhas que utilizam o mesmo recurso gráfico. É, letras desenhadas inspiram.
Curtinhas
"A amizade é como um bom café. Uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor".
Kant
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Fischer para Teleton: atinge o target ou só divulga a própria agência?
E no fim, caímos na hipocrisia de sempre. Um mercado que se diz tão diferenciado e dinâmico, mas que não abandona o velho vício de colocar o ego na frente do resultado.
Acho que a profissionalização e evolução do nosso mercado passa por questões como essa. E talvez, também por isso, estejamos tão longe de consolidar um mercado mais forte, respeitado e ético."
Pois é, Eduardo. Não acho que é birra sua não. Concordo com você. No site http://www.revistapublicidad.com/ há a explicação da campanha:
"Funcionários de áreas diversas da Fischer, solidários à causa, ajudaram a produzir os materiais da campanha, feita em caráter voluntário. Alguns posaram para as fotos dos anúncios, outros ajudaram a confeccionar e a pintar bonecos gigantes de papelão que aparecem nas mesmas peças.
"Nos anúncios, funcionários da agência posam junto a bonecos de papelão que simbolizam crianças deficientes. Em cada peça um deles completa a parte do corpo que falta no desenho. 'Você é o que faz mais falta na vida de milhares de crianças', diz o título.
Há também outros 2 anúncios que contam histórias de personagens que precisam de atendimento em texto diagramado no formato de uma perna e de um braço."
E então? A campanha cumpre seu objetivo ou foi feita só para promover a agência?
Dia mundial da animação
Em 28 de Outubro de 1892, o Francês Émile Reynaud cria o primeiro desenho (praxynoscópio), com um sistema de animação.
Este processo, segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, através de computação gráfica ou por fotografias (quadro a quadro), começou a ser estudado por volta de 1870, pelo fotógrafo Eadweard J. Muybridge.
No Brasil, começou a ser desenvolvido a partir de 1950, mas somente em 1960 passou a ter presença regular na publicidade e surgiram os primeiros profissionais da área.
Com o avanço da tecnologia e o investimento na capacitação profissional, a animação vem ganhando cada vez mais espaço, tanto em filmes e desenhos, quanto na propaganda, chegando muito perto da realidade.
Abaixo 2 exemplos deste fabuloso processo:
Pra quem estiver interessado,
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Filosofia de segunda
Educação: formação ou formatação?
Matheus Arcaro
É senso comum: a educação é o alicerce do homem. Tanto é que esse tema foi explorado exaustivamente no recente processo eleitoral.
Mas, como uma das propostas da filosofia é questionar os paradigmas, os dogmas, ponho duas questões: Será que é mesmo? E, se for, a escola está de fato formando cidadãos?
Para discutirmos isso precisamos analisar as teorias dos currículos escolares. O que é isso? É a escolha do que vai ser passado ao aluno. A questão central de uma teoria do currículo é determinar qual conhecimento deve ser ensinado.
Só aí já cabe uma grande reflexão: o material de ensino é sempre parte de uma seleção. Selecionar é uma operação de poder: ensinando isso e não aquilo, teremos um tipo X ou Y de ser humano. Sob esta perspectiva, o homem seria como uma prova de múltiplas escolhas. Livre para escolher, mas dentro de alternativas pré-determinadas.
Das teorias tradicionais de currículo, podemos destacar a de Bobbit. Sua proposta surge em 1918, no ápice da industrialização americana.
Para ele, a escola deveria funcionar como uma fábrica, pois ambas atuam como “um processo de moldagem”. O sistema educacional deve ser capaz de especificar precisamente que resultados pretende obter, quais os métodos para atingir esses resultados e como mensurar isso.
Os objetivos desse sistema são baseados nas habilidades necessárias para exercer com eficiência as ocupações profissionais da vida adulta.
Enfatizando o tecnicismo, sobra pouco para a criatividade.
As teorias críticas aparecem para inverter os fundamentos das teorias tradicionais. Elas desconfiavam do status quo, responsabilizando-o pelas injustiças sociais.
Um dos seus grandes expoentes é Althusser, que conecta educação e ideologia. Ideologia, para ele, são as crenças que nos levam a aceitar as estruturas sociais existentes como boas e desejáveis. A disseminação dessa ideologia é feita pelos aparelhos do estado: polícia, religião, família, mídia, e, principalmente, a escola, que atinge praticamente toda a população por um período longo de tempo.
Mas, como a escola transmite essa ideologia?
No trecho de um livro didático, fica evidente:
“Pedro adora jogar bola depois da escola. Seu pai não pode buscá-lo, pois trabalha duro para sustentar a família. Claudinha, sua irmã, vai ao balé três vezes por semana. A mãe cuida de todos. Maria limpa tudo. Ela já faz parte da família. É uma preta feliz”
Que beleza! Os filhos praticam as atividades condizentes aos seus sexos: o menino joga bola e a menina faz balé. A mulher, rainha do lar, é submissa ao homem mantenedor e se conforma com isso. E o pior: a empregada sente-se feliz pelo fato de ser tratada com dignidade por uma família de brancos, como se fosse o máximo alcançável por uma criada negra.
Para os autores Bowles e Gintis, a escola é o espelho das relações sociais do local de trabalho capitalista. Formata o aluno pelo próprio modelo de funcionamento: obediência às ordens, pontualidade, assiduidade, etc.
Para Bordieu e Passeron, a cultura da classe dominante é tomada como molde de ensino e, para que ela se mantenha como “a cultura” é necessário que pareça não arbitrária. Ai, ocorre uma dupla violência: a imposição da cultura de um lado, e a ocultação da imposição, de outro.
Outro trecho de livro didático evidencia isso:
“O operário mostra suas mãos cheias de calos: durante toda a terra tocaram a terra, os fogos, os metais. Estão cheias de riquezas, estão negras, cansadas e pesadas; Diz o senhor: Que beleza! Assim são as mãos dos santos.”
É sutil a maneira como os valores são impostos. Mas, analisando esse excerto, podemos extrair, dentre outras coisas: a hierarquia senhor-escravo, o elogio às conseqüências do trabalho para a manutenção dessa hierarquia, a comparação das mãos do trabalhador a um ícone da igreja católica, etc.
Ao contrário do pensamento vigente hoje em dia, Aristóteles hierarquizava os saberes da seguinte forma: primeiro as ciências teoréticas, que cuidavam do estudo das causas primeiras. Depois as ciências comportamentais, que compreendiam a política e a ética. Por fim, as ciências produtivas, mecânicas. Por isso, afirmava o pensador, que o cidadão não podia trabalhar, pois para quem trabalhava não sobrava tempo à reflexão. O trabalho equivalia, portanto, a condenar-se a uma existência mecânica.
Aristóteles prezava o conhecimento pelo conhecimento. O fundamental para ele era cultivar a essência do homem: a sua racionalidade.
Mas, no sistema no qual estamos inseridos, isso é inconcebível. Não há porque conhecer o que não me vai ser “útil”.
Isso explica a predominância do modelo tecnocrático de Bobbit até hoje.
E, talvez explique também porque os cursos de administração estão sempre lotados e os de filosofia sofrem para formar uma turma.
domingo, 26 de outubro de 2008
Com essa foto a Ogilvy de Mumbai vendeu...

Sargam.
Conceito: "After meal mouth fresheners."
Agora as três melhores idéias, na nossa opinião, foram:
Escola Panamericas de Artes.
Quem pensa diferente faz diferente.
Criação do Oswaldão. Boa, Oswaldão.
Um apartamento de frente para o mar tem mais vantagens do que você imagina.
Royal Resort. Obviamente, últimas unidades.
Criação do Jão. É isso aí, Jão.
Dr. Braulio Terapeuta.
Para casais que dormem juntos. Somente.
Criação do Chuck Norris Junior. Valeu, Chuck.
Valeu, quarta-feira tem outra imagem.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Conto mais
Todo mundo faz
Parece até provocação. Basta sair de casa e aquela vontade marota o deixa com a pulga atrás da orelha. Será que dá tempo? Será que eu volto? Será que passa?
Alguns minutos e vem a constatação: não tem jeito. Precisa de um banheiro, de um senhor banheiro. Afinal, pensa consigo, o “número dois” merece um lugar especial.
Procura daqui. Procura dali. As pernas já não obedecem. É hora de frear, mas a direita acelera. O suor escorre rosto abaixo.
Por um milagre, acha uma vaga para estacionar. A mão trêmula faz sinal do lado de fora do vidro.
Mal entra no bar, e grita:
- Banheiro?
O chinês que o atende não fala quase nada de português, mas se aproveitando do desespero do pobre coitado impõe:
- Cinco “real”.
Contrariado paga a exorbitante quantia e, tropeçando em seus próprios passos, chega à porta. Constrangido, olha de um lado pro outro, certificando-se inutilmente de que ninguém o observa.
É um rei, prestes a ser coroado. A majestade rumo ao trono.
Com pressa para ser empossado, corre até o vaso, fecha a porta e o alívio vai aos poucos tomando o lugar da agitação.
Sem muito que fazer, lembra-se de uma conversa que teve dias atrás com uns amigos: por que tanto acanhamento numa atividade inerente a todo ser humano?
Todo? É estranho pensar, mas até mesmo a rainha da Inglaterra, com toda sua pompa, tem que fazer. Quer algo mais inconcebível do que a Sandy sentada ali? Moça educada, cheia de “não me reles, não me toques”.
Seus pensamentos são bruscamente interrompidos pelo barulho da torneira aberta. Solta aquela tossidela para encobrir a possível flatulência.
Volta a pensar.
É verdade. Uma coisa tão normal e eu com toda essa vergonha?
Já é hora de mudar isso, começar uma nova visão, desprovida de qualquer preconceito.
Seguro, pronto para quebrar esse paradigma, levanta.
Mas antes de sair, cola o ouvido na porta para certificar-se de que o sujeito que estava ali, já havia saído.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Teoria de Quinta
A atitude é mais importante do que o talento
Em quase 10 anos dando aula, conheci muito mais alunos talentosos do que com atitude. Não que o talento esteja brotando por aí em qualquer beira de estrada, o problema é a escassez, a falta de gente com vontade de fazer.
O desinteresse, a preguiça, o “deixo a vida me levar, vida leva eu” parecem pautar o dia-a-dia de cada vez mais pessoas. Não é à-toa, portanto, que quem tem um pouquinho mais de disposição e energia frequentemente esteja alcançando maior sucesso. As empresas preferem quem põe a mão na massa.
É um desperdício gente com talento desprovida de iniciativa. Porque o talento, por si só, é estéril. Já a atitude, mesmo carente de engenhosidade, faz o mundo girar.
Não. Não estou aqui fazendo a apologia dos cabeças-de-bagre empreendedores. Na verdade, romanticamente, minha intenção é despertar nos inteligentes criativos a faísca que os coloque em movimento. Não é tarefa fácil. Mas vou seguir tentando, fazendo em vez de ficar só pensando, pensando...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Com essa foto dá pra vender o quê?

Quais as associações possíveis que a imagem dessa cama inspira? Dá para vender qual produto, serviço, marca? Mostre sua criatividade, mande seu post com uma sugestão. Até domingo, a gente publica o anúncio original. Até lá. Abraços!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Li-verdade
De repente ela passa e o perfume penetra em meu pulmão.
Maravilhosa!
Mas, num instante o espanto: um abraço. Logo um beijo.
E tudo antes belo agora dilacera.
Um negro? Pergunto-me.
Talvez numa atitude racista. Mas não sou racista!
Começo a observar tudo.
Mas que roupas são essas?
Será que é africano?
Deve ser filho de Ogum, gostar de Olodum, cultuar Iemanjá.
Ah! Deixa pra lá.
Afinal negro é guerreiro, esse deve ser afro-brasileiro.
Deve sambar e batucar.
Mas o que ela viu? Indago-me.
Será a capoeira, a ginga, o berimbau?
Será a cor, o suor ou o visual?
É tudo um pré-conceito.
Escravo! Claro.
Mas não ele. Eu!
Segundos de pensamento milimetrado.
Fico abismado. É natural.
A cultura é plural.
O Brasil é o país da miscigenação.
Ele e eu, irmãos.
Escravo! Eu repito.
Ela nem estava tão cheirosa assim.
Quer saber, ela nem passou por mim.
Melhor assim.
Não quero mais ser escravo.
Vou arrancar meu nariz.
Vou ser feliz.
Pra que oxigênio?
Quero veneno!
Seis dicas para se dar bem, de Alex Bogusky

Em entrevista para o imediaconnection, Alex Bogusky, da Crispin Porter+Bogusky, deu 6 dicas para quem quer se dar bem no mercado publicitário.
Que sirva de inspiração:
1. Venda a solução e não os anúncios
2. Fomente a criatividade
3. Siga seu nariz e não o dinheiro
4. Sempre diga a verdade
5. Olhe à frente mas não tão longe
6. Faça o que você gosta e não o que quer
Fonte: http://www.lafora.com.br/
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Filosofia de segunda
Vingança ou educação?
Não sai da mídia. Evidentemente, o seqüestro que resultou no trauma físico e psicológico da menina Nayara e na morte de sua amiga Eloá, chocou a todos.
Mas, emoções à parte, o que proponho aqui é uma análise sob outro ponto de vista: mais racional e menos sensacionalista.
A sociedade, assim como no caso do menino João Hélio e no da Isabela Nardoni, clama por punição. Mas, ao fazer isso, exige que tipo de justiça?
Amarrar o bandido no paredão e fuzilar a sua cabeça? Isso! Segundo a maioria do “respeitável público” (sim, porque esse caso virou um número circense ou uma minissérie), esse tiro devia ter sido disparado nas inúmeras oportunidades em que o meliante apareceu na janela.
Se de fato isso ocorresse, poderíamos nos considerar saciados?
Em sua obra “Crepúsculos dos Ídolos” Nitzsche afirma que todo aquele que exige justiça com ar de indignação é alguém que só percebe a própria dor e sofrimento como algo trazido “de fora” por outro. Esse indivíduo é incapaz de notar que o seu sofrimento vem do seu próprio instinto de vida enfraquecido e da sua incapacidade de criar algo afirmativo. Recrimina-se por não poder criar; cultiva o sentimento de raiva em relação àquele que cria e reage contra tudo diferente de si. Afirma a própria indignação, negando sua condição ressentida.
Para o filósofo, esse modo de pensar é fruto de uma educação niveladora e imbecilizante que ensina os indivíduos a serem meros “animais de rebanho”, desprovidos de singularidade. Numa palavra: fracos. Quem é fraco, precisa de apoio: no caso de um culpado.
A fraqueza está no anseio de vingança, pois alguém sempre tem que ser culpado pelo meu sofrer.
A discussão aqui sequer resvala numa apologia à impunidade.
O fato é que a vingança nada mais é do que um modo apequenado de ação.
O que deveria pautar o tema é a necessidade de analisar as causas produtoras de tamanha crueldade.
Por que não exigimos algo diferente como a educação preventiva e a renovação do conceito de cidadania?
Por que raramente vemos uma grande mobilização social (sem fins eleitoreiros) exigindo o cumprimento dos serviços públicos básicos?
Precisamos criar valores para além desse modo ressentido no qual nos atolamos, pois os ressentidos preferem a vingança e a punição ao invés de investir suas forças em educar. E não podemos nos esquecer que punir serve muito mais para amarrar do que para formar o homem.
domingo, 19 de outubro de 2008
Com essa imagem foi feito um anúncio para...

Burger King.
Conceito: "Real Big Burgers."
Agora as duas melhores idéias, na nossa opinião, foram:
Terça Insana. Você vai rir muito.
Criação do Faustão Ho-Ho-Ho. Boa, Fausto!
Use no acabamento. E em obras mal-acabadas.
Adesivos profissionais Henkel.
Criação do Pete Wentz. Valeu, Pete!
Valeu, quarta-feira tem outra imagem.
sábado, 18 de outubro de 2008
Mais um
Todo mundo sempre fica na expectativa dos comerciais de Sony Bravia, ícone de excelência criativa e de superprodução.
Esta semana começou a ser veiculado na Nova Zelândia o novo filme da marca, denominado "Domino City", criado pela Agência Bates 141, de Cingapura.
Apesar da produção ter ficado bacana, eu achei inferior aos comerciais anteriores, criados pela Agência Fallon, de Londres.
"Balls"
"Paint"
"Play-doh"


















