segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mini histórias de amor - I


 – Amor, você vai me amar a vida inteira?
– Claro. Por toda a minha vida.
– Jura?
­– Ô!
– Então diz: eu juro!
–  Eu juro!
– Não! Não assim. Diz com todas as letras: “eu juro te amar a minha vida inteira, aconteça o que acontecer.”
– Não sei que diferença isso faz, mas lá vai: eu juro te amar a minha vida inteira, aconteça o que acontecer.
– Mesmo se eu sofrer um derrame e ficar paralisada do lado direito?
– Mesmo.
– E do lado esquerdo?
– Também.
– E se eu te trair? Você vai me amar mesmo assim, amor? A vida inteira?
– Ah, aí não, né!
– Não!?! Eu sabia, você não me ama mesmo!

O amor segundo os filósofos


Que o amor é inexplicável, todos em idade adulta já desconfiam. Mas para tentar compreender um bocadinho esse sentimento deveras arrebatador e indecifrável, recorro a alguns filósofos, pessoas que nasceram para pensar a respeito das coisas difíceis da nossa vida.

Pesquisando, descobri que existe um livro chamado “O amor segundo os filósofos”, do professor Maurizio Schoepflin. Pois é, o livro aborda a visão de nada mais na menos do que 19 filósofos sobre o que é o amor. Confira a de alguns e responda: para você, qual definição faz mais sentido?

Na concepção do filósofo Ateniense Platão (o amor ao bem e à beleza) o amor liberta o ser humano e o leva à verdade. Assim, o amor platônico lança uma ponte entre o universo sensível e o universo puramente inteligível, entre o corpóreo e o espiritual, entre o relativo e o Absoluto.

Já o filósofo egípcio Plotino (O amor é desejo inesgotável), diz que o amor purifica e eleva o ser humano. Produz efeitos catárticos de importância fundamental, sem os quais o caminho da conversão e do retorno fica fechado para a alma.

No pensamento de Santo Agostinho (o amor é tudo) o amor é o nexo que une as Pessoas divinas. Somente o amor é capaz de explicar a vida da alma e a sua possibilidade de se elevar ao conhecimento unitivo de Deus.

Segundo Boaventura de Bagnoregio (o amor é a verdadeira sabedoria), a força que dá ao ser humano a capacidade de elevar-se a Deus é o amor. Muitos mais que o esforço intelectual, é o amor que torna possível uma verdadeira aproximação a Deus.

O amor constitui a essência central da própria vida de Deus. Quando amamos, afirma Tomás de Aquino (amar a Deus para amar o próximo), amamos a Deus.

Na filosofia de Baruch Spinoza (o amor é intelectual e gera alegria) o amor é o pleno conhecimento da verdade que faz o ser humano totalmente feliz.

Para Jean-Jacques Rousseau, (o amor não admite corações) o amor é filho da natureza e da liberdade. Para ele, o ser humano nasce bom e se perverte por causa da vida social e do desenvolvimento cultural.

Para o filósofo alemão Friedrich Schleiermacher (o sentido sagrado do amor) o amor une o finito ao infinito. O amor, interpretado segundo uma perspectiva religiosa e sacralizante, torna-se o centro da gravidade que atrai e unifica não só a própria religião e arte, mas também a educação e a moralidade. 

O pensamento de Arthur Schopenhauer (o amor desejo e o amor compaixão) é marcado por um profundo pessimismo, baseado da convicção de que o único motor de toda a realidade é uma vontade cega, absurda e irracional de viver que impulsiona todo o universo e cada ser vivo a desejar algo que, tãol ogo é obtido, torna-se motivo de insatisfação. Assim o amor é poderoso e sabe enganar o ser humano, consegue iludi-lo, prometendo-lhe felicidade que jamais poderá se realizar.

Fonte: http://blogdogutemberg.blogspot.com/2007/06/o-amor-segundo-19-filsofos-1.html

Semana do Amor


Sábado que vem é Dia dos Namorados. Por isso, resolvi dedicar esta semana a tão nobre e inexplicável sentimento. De hoje até sábado, postarei definições, músicas, comerciais, livros, observações e mini histórias sobre o amor.

Será uma overdose amorosa. Será que sobreviveremos a tanto mel em nossos corações? Quem viver verá.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os 10 fundamentos da Nova Ordem Digital continuam valendo?

No segundo semestre de 2007, a Meio e Mensagem publicou, na extinta revista Meio Digital (http://www.meioemensagem.com.br/revista_meio_digital/), os 10 fundamentos da Nova Ordem Digital. Fuçando em meus arquivos por esses dias, eu achei esse texto e depois de relê-lo algumas vezes, acredito que ainda está bem atual. Concorda? Ou na sua opinião algum fundamento já caiu por terra, evoluiu ou não vingou? Veja os 10 fundamentos abaixo:


1. Multi-Conectividade:

O Absoluto Digital

Antes: Plataformas Isoladas

Agora: Multiplataformas, Multiconectadas

Integração de um com todos, todos com um, e muitos entre si em ambientes sem fio;

- Cenário multi-plataforma.

- Comunicação precisa atingir consumidor que não para, e que escolhe como, onde e quando quer consumir conteúdo.


2. Virtual é Real:

A Vida sem Espelho

Antes: Realidade Analógica e Realidade Virtual

Agora: Integração Real e Virtual

- Fronteiras não existem mais.

- O meio é transparente para os mais jovens.

- Marketing não pode mais se resumir ao ambiente das coisas físicas. É preciso romper a barreira entre o concreto e o intangível.


3. Crowd Matters

O Poder da Inteligência Coletiva

Antes: Poucos Dominam o Conhecimento

Agora: Inteligência Resulta da Colaboração

- Wikis: todos e qualquer um contribuindo para um banco de dados que reúne o saber universal.

- Empresas podem contar com a colaboração de seus consumidores no desenvolvimento de produtos.


4. Menos é Mais:

A Supremacia do Pouco

Antes: Poucos Hits Vendendo Muito

Agora: Muitos Produtos Explorando Nichos

- Marketing precisa “acertar na mosca” no target.

- Acuracidade e precisão são pressupostos de sobrevivência.

- Ganham força Bancos de Dados sofisticados, detalhados e atualizados.


5. No Bullshit:

A Era das Grandes Verdades

Antes: Falsidades Mercadológicas

Agora: Transparência Radical

- Troca de informações atingiu estágio tal que não é mais possível esconder nada do público.

- Idoneidade, seriedade e comprometimento são bens valorizados na nova sociedade digital.


6. Sociedade da Atenção:

A Ditadura da Relevância

Antes: Falsidades Mercadológicas

Agora: Transparência Radical

- Audiência está no comando, com tudo conspirando para desviar sua atenção.

- Poder de armazenar informação cresceu demais.

- Relevância é a única força capaz de congelar o tempo.


7. A Nova Fraternidade Universal:

O Paradigma das Nano-Redes

Antes: Audiência Cativa e em Silêncio

Agora: Audiência Participativa, Integrada

- O íntimo das pessoas está mais para mercado persa do que para teatro clássico.

- Troca de ensinamentos, experiências e adorações.

- Comunicação precisa aprender a persuadir comunidades, viralizar mensagens.


8. O Seu Agora é Meu:

O Império da Desintermediação

Antes: Fronteiras Bem Definidas

Agora: Barreiras Caem e Negócios se Integram

- Fronteiras que estruturaram o mundo estão desaparecendo.

- Sem barreiras de entrada, indústrias convergem e players se degladiam.


9. A Web é Beta:

Nada Estará Pronto

Antes: Negócios com Começo, Meio e Fim

Agora: Aprendizado Permanente

- Tudo está sempre em fase de teste e implantação.

- Incerteza é elemento integrante do cenário atual.

- É preciso aprender a observar, entender e agir rápido.

- Arriscar passou a ser regra do jogo.


10. ROI Digital:

Maximização em Tempo Real

Antes: Metade do Investimento Jogado Fora

Agora: Desperdício Tende a Zero

- Tecnologia entrega informação em tempo real, permite mensurar qualquer iniciativa em busca de alta precisão de performance.

- Lançamento de ação é só o início do trabalho, que precisará de ajustes com ela em curso.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dica de site


http://resultson.com.br/

O Rony me passou o link e resolvi compartilhar. Muitas coisas bacanas, vale o clique.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viral da Nike: recordista de visualizações

A Nike não é patrocinadora da Copa, mas através de ótimos virais garante sua visibilidade. Escreva seu futuro, diz esse.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Escrever para que?

Raulzito, lendo seu texto, lembrei-me de um poema que fiz no final do ano passado:

PASSAGENS

I-

Se fosse capaz, não escreveria.
A luta contra o papel é desleal,
De um prazer repugnante.

Os advérbios sangram pela ferida da razão,
Os substantivos fogem às luzes da cidade.
Resta-me adjetivar meus sentimentos,
Torná-los intimamente públicos.

Secreção neural!

Palavras,
Donzelas, se não conquistadas,
São metastaseadas ao Mundo Inteligível.

Há quem não as use,
Sequer as sente,
Quem as violente.
Talvez por isso se façam desdenhosas,
Pois quem é esbofeteado não esquece.

Volto a dormir...
A página mais branca que a minha pele,
Mais preta que meus pensamentos!


II-

Escrevo com uma caneta sem tinta.

A transposição é quase cirúrgica:
Das idéias ao papel,
O caminho é pseudomental,
Sublingual,
Entremeado por infindas vicissitudes.

Escrevo com uma caneta sem tinta.

Como o marceneiro sem martelo
E o filósofo sem presunção,
Não sou!

Camufladas sob meus preconceitos,
Abrigadas da versofágica Racionalidade,
Palavras, palavras...

Escrevo com uma caneta sem tinta.
Por favor, dê-me um lápis!


III-

Se o que sinto não pode ser escrito,
Por que insisto?

Instinto?
Vício!

Com a espada sobre o pescoço,
Incansavelmente escrevo,
Inalcançavelmente escrevo!

De costas para a gramática,
Para a sintaxe, os morfemas e a ortografia,
Escrevo sem métrica ou rima.

O que importa
Se o pronome é oblíquo ou reto,
Se os versos são heróicos ou sáficos,
Quando se escreve asfixiado pela vida?

Escrevo...
Porque sou analfabeto,
Porque sou tu, nós, eles.
Porque sinto medo!

Escrevo...
Com sangue diluído às lagrimas;
Com as chagas da utopia;
Com o coração que ainda pulsa fora do peito!