sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aproximando pessoas

Comercial que compõe a campanha institucional da Eletrobraz, criada pela agência Abelha Rainha

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vida de professor - I

Nome do mesmo aluno em dois trabalhos diferentes. Pode?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Anúncios de fio dental




Glide.
Agência: Saatchi & Saatchi (NY). Ouro em Cannes 2007.

Qualquer coisinha presa no seu dente chama uma atenção danada.
Use fio dental Cepacol.
Agência: Publicis Brasil



Cepacol. Entre seus dentes há um monte de comida que você não pode ver.
Agência: Publicis Brasil.



Fio dental Johnson & Johnson Reach. Para alcançar os lugares mais difíceis.
Agência: McCann Erickson




Fio Dental Colgate. Não deixa escapar nada.
Agência: Y&R.




Oral B. Comidas, nem adianta se esconder.
Agência: Publicis Brasil. Bronze em Cannes 2009.




Agência: RGA (PE)






Even. O pior pesadelo da comida.
Agência: RGA (PE)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Opa!

Após merecido descanso, de volta a labuta.

Hoje, li em um jornal local uma matéria onde o Papa opinava sobre a união homosexual e o meio ambiente. Em um dos trechos o pontífice disse: "O homem não pode ter a liberdade plena, pois é a imagem de Deus, sua criação".

Como já dizia a música "o Papa é pop e o pop não poupa ninguém".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ovo ou a galinha?

Acredito ser anterior a campanha da Almap para a Pepsi. Mas...




Para inspirar sua segunda-feira

Augusto dos Anjos (1884-1914) foi ignorado pela crítica de seu tempo. Se alguma exceção se abriu, foi para reputá-lo como autor de versos aberrantes. Nas décadas seguintes acabou reconhecido como um dos mais originais poetas brasileiros.

Abaixo, dois poemas do grande precursor da moderna poesia brasileira:

Versos íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

A ideia
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Filosofia de segunda

Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica?
Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro) - O Guardador de Rebanhos

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bacaninhas

Navegando pelo site do CCSP revi esses 2 anúncios e resolvi compartilhá-los.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Desaprendamos

Carta apresentada aos demais sócios da Abelha Rainha na reunião de planejamento 2010

2009 foi um ano de aprendizado.
Apesar dos percalços, o caminho fora bem percorrido.
Aprendemos a trabalhar juntos.
Aprendemos a conquistar clientes.
Aprendemos, em suma, a ser uma agência de comunicação.

Sob esse ponto de vista, não resta dúvida que aprender é o que faz crescer o bolo da existência. Mas tudo, sem exceção, tem no mínimo dois lados. E para sermos justos, as possibilidades devem ser analisadas.
Aprender, de fato, é essencial. Mas ouso dizer que desaprender é muito mais importante. E infinitamente mais difícil. Esvaziar o copo para novamente enchê-lo com água cristalina: eis a constante tarefa do homem de comunicação.

Com a maior naturalidade, aceitamos e reproduzimos jargões do tipo “É varejo!” ou “Mas isso não tem cara de Natal!” ou ainda “É promocional, tem que aparecer mais o produto!”.
Como se Natal, vermelho e “Jingle Bells” tivessem nascido juntos; como se não fosse possível vender um produto sem mostrá-lo, apenas aguçando a imaginação do consumidor.
Alguns desses preceitos estão de tal forma arraigados que parecem impressos em nossa alma. E o pior é que, na maioria das vezes, não nos damos conta do nosso próprio condicionamento.
Imagino uma mesa de madeira, daquelas usadas para testes motores, com três buracos: um quadrado, um circular e outro triangular. A propaganda ruim coloca o círculo no buraco quadrado ou vice-versa. A boa propaganda coloca as peças nos seus devidos buracos. Umas agências têm as peças mais bonitinhas. Outras têm a mesa mais arrumadinha. Mas todas estão presas ao mesmo jogo. Poderiam objetar-me: mas esse é o jogo da própria propaganda, ora bolas. E eu nego perguntando: Por que essa mesa? Por que estas peças? Por que, enfim, esse jogo e não outro qualquer? Se o homem tivesse sido criado com três olhos, estranho seria aquele que nascesse com dois.
Em comunicação, as possibilidades são infindas. Não podemos ficar presos, restritos às fórmulas ou formatos pré-estabelecidos. Como, por exemplo, anunciaríamos um produto se não existisse jornal, rádio ou televisão?
Ainda mais preocupante é utilizarmos mensagens pré-concebidas. “Já deu certo assim. Já fizemos ou já vimos fazerem antes. Por que então mudar?”
Fato, é que devemos vislumbrar a comunicação em seu sentido lato, não somente como propaganda, mas como comunicação humana, como processo pelo qual idéias e sentimentos se transmitem de indivíduo para indivíduo, tornando possível a interação social.

Obviamente temos que considerar o senso comum. Afinal, não fazemos arte e sim propaganda. Temos responsabilidades para com os nossos clientes. Temos que entregar o almejado resultado. Mas, colocando na balança, será que estamos extraindo o supra-sumo da nossa criatividade? Será que não estamos nos deixando levar pelo sistema? Estamos entregando a grande idéia? Mais que isso: estamos nos esforçando o suficiente para alcançá-la?

Perguntas, perguntas e mais perguntas. Sinceramente eu não sei responder a maioria delas. Sei, no entanto, que este ano, a Abelha Rainha conquistou respeito e notoriedade. É tida como uma boa agência de publicidade. Mas, o Quentin Tarantino é um bom diretor. O Petkovic é um bom jogador. O Lenine é um bom compositor. E o que dizer deles quando comparados a Charles Chaplin, Maradona e Vinícius de Moraes?

Sermos bons não é o bastante. A Abelha Rainha nasceu para virar de cabeça para baixo a história da comunicação. E para que isso comece a se delinear já em 2010, desejo muito “desaprendizado” para nós.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Aquecimento global?

Está rolando a Convenção do Clima em Compenhague na Dinamarca. Quase todos a estão rotulando de "a mais importante para o futuro da humanidade". Mas, tudo, sem exceção tem dois lados. Segundo o meteorologista brasileiro Luis Carlos Molion há uma histeria sobre o aquecimento global. Ele garante que, ao contrário de aquecer, o planeta iniciou uma nova fase de esfriamento. Para o especialista em mudanças climáticas, a Conferência é antes de tudo político-econômica.

Abaixo uma entrevista de Molion de 2008:

Mitos

A canção “Um raio de sol”, do grupo catalão “Los diablos”, que fez sucesso nos anos 70, agora inspira dois mexicanos, numa espécie de “quebradita”.



E você, já fez algum flashmob?

Curtinha

A diferença entre um escritor e um redator publicitário é que o primeiro tem que saber escrever.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Virou moda

Parece que a onda das redes sociais invadiu de vez o mundo musical.
Se aquela canção postada pelo Raulzão há 11 dias é o melhor hit do ano, seria essa a melhor da década?

Recado eletrônico

Vi no PEGN: Site inglês acaba de lançar o substituto dos famosos "recadinhos em pedaço de papel fixados com imã na porta de geladeira". Trata-se do Digital Video Memo. Capaz de gravar 30 segundos de mensagem em vídeo, o aparelho possui uma tela de 4 cm e custa em torno de R$ 120,00.

Hoje substituem o imã, amanhã a geladeira, depois a esposa e enfim você.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Filosofia de Segunda

Qualquer semelhança não é mera coincidência

“Houve na história uma ‘Idade do Ferro’, que foi precedida de outras superiores (Ouro, Prata, Bronze). Nesta época, a humanidade estava em decadência moral; os homens viviam em lutas e litígios constantes, e a todo o momento provocavam desgraças e injustiças. Zeus, irritado com tanta depravação, resolveu dizimar o gênero humano. Para isso, provocou um dilúvio colossal de forma a que nenhum ser humano sobrevivesse.
Porém, entre os homens, existia um que não merecia tal castigo: Deucalião (e sua esposa Pirra). Ele era um homem justo; ela, uma devota fiel dos deuses. Quando o pai de Deucalião, Prometeu, devido à sua natureza divina, soube da intenção de Zeus, aconselhou-o a construir uma grande embarcação sólida, capaz de resistir à força das águas do Dilúvio.
Deucalião e Pirra ficaram nove dias e nove noites encerrados no grande barco. No décimo dia desembarcam no monte Parnaso. De todas as montanhas, apenas o Parnaso ultrapassa as águas. Ali, Deucalião e sua esposa encontram refúgio. Vendo que não havia outro vivente além desse casal, e lembrando-se de sua vida inofensiva e conduta piedosa, Zeus ordenou aos ventos do norte que afastassem as nuvens e mostrassem o céu à terra e a terra ao céu. Quando as águas desceram, Deucalião e Pirra perguntaram ao oráculo de Delfos como poderiam reconstituir a humanidade. O oráculo disse-lhes: “Atirem os ossos de sua mãe.” Os dois jogaram, então, para de atrás de si pedras, que representam os ossos da mãe Terra. Das pedras lançadas por Deucalião nasceram homens; das pedras lançadas por Pirra nasceram mulheres”

Histórias de Dilúvio encontravam-se presentes em quase todas as civilizações mesopotâmicas (e até nas civilizações pré-colombianas na América). Não é de se espantar a semelhança com a história de Dilúvio Bíblico. A influência judaico-cristã é infinitamente maior sobre nós do que a Grega. Por isso a maioria, seja por desconhecimento, seja por “fé”, dá primazia a Noé. Não é meu intento desacreditar a Bíblia. Apenas faço emergir a necessidade de analisarmos com mais critério o que lemos e tomamos como verdadeiro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Santo Jornalismo.

"Papa Bento XVI condena casos de abusos contra crianças na Irlanda"



Está na capa do UOL de hoje. E como esta, milhares de outras notícas imbecilizantes rodam a Internet e os veículos impressos. (E um jornal de circulação nacional tem a audácia de usar como argumento de venda o conhecimento!)

O cara é o elo do homem com Deus (segundo o catolicismo). Só faltava ele aplaudir publicamente o estupro. Se bem que a coerência não é o forte da Vossa Santidade: a pobreza assolando o mundo e ele usando sapatos de milhares de dólares.

Rifo meio fusca!

Deve ser um ação publicitária. Se não for, é mais louco ainda:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bebida & direção

Vi no brainstorm9.

A agência Grey Melbourne, da Austrália, criou uma série de comerciais para a TAC (Transport Accident Commission), visando a conscientização envolvendo bebida e direção. Agora, fizeram um compacto ao som de R.E.M.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Twittada

No portal G1, hoje, foi publicado uma matéria falando sobre 10 medidas para combater a corrupção. Dentre as medidas, a principal, segundo a reportagem, é acabar com o caixa dois.
Leia a matéria na íntegra aqui.

Fica a pergunta: não estaria a corrupção enraizada em nossas origens?

Adendo: um dia desses ouvi um padre agradecendo aos fiéis a colaboração financeira que seria utilizada para comprar um sistema de som para a igreja, no valor de R$ 32 mil. Após a pronúncia, os devotos bateram palmas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desobvialize

A Brastemp adotou um novo posicionamento. Um posicionamento que promete resultar em produtos mais inteligentes.


Apesar do nome ser bacana, me pareceu algo do tipo "já vi isso antes".

#Copenhague

Pra entender um pouquinho mais as mudanças climáticas do planeta, aqui está o link de uma excelente reportagem de Sonia Bridi, veiculada no Fantástico de ontem.

Amigos da HP

Matt Robinson e Tom Wigglesworth, da Universidade de Kingston, de Londres, ganharam o prêmio D&AD Student Award deste ano, com o vídeo abaixo.

Isso é que eu chamo de uma boa impressão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A melhor música do ano

Descobri essa música sensacional, Pesquisa de Amor de Ana Elisa e Mariana, ontem em uma rádio aqui de Ribeirão. Normalmente (por questões de gosto particular) eu nem passaria perto dessa estação, mas como de vez em quando eu me arrisco a ouvir uns troços diferentes, eu me deparei com essa preciosidade.

O refrão é maravilhoso, uma verdadeira pérola da poesia romântica contemporânea cibernética:

Me joga no Google, me chama de pesquisa, me diz que eu sou tudo que você procurava.

Puxa, isso é muito bom. Sério! Além de criativo, é muito bem -humorado. Viva o sertanejo universitário. Sem maldade!

O Governador do DF e seus panetones!

Anúncio de oportunidade da W/


Twitter na vida real

O que seria das pessoas se elas produzissem no cotidiano apenas mensagens de 140 caracteres?



A criação é da colombiana Bogota With Love.

Almodóvar nas telonas

Estreia hoje, nas principais salas de cinema do País, a produção mais recente de Pedro Almodóvar, Abraços partidos.
O longa é protagonizado por Penélope Cruz.


O filme foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes esse ano.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Amizade e diversão

Dentre várias ações que estão começando a ser desenvolvidas para a nova campanha da coca-cola, destaco o novo comercial, veiculado na Austrália.

A criação é da Ogilvy, de Sydney, com produção da 8 Commercials.

Como criar uma campanha de Natal para o espetacular e surpreendente varejo


Simples, simples, simples. Pegue a palavra Natal, adicione um adjetivo e pronto: está criado um belo, fantástico e super tema para uma campanha de Natal que fará muito sucesso e trará muitas vendas para a empresa.

Abaixo seguem inspirações, de A a Z. Algumas combinações são óbvias, desgastadas, mas outras, puxa, tem um quê de criatividade. Confira.

Ah, a ordem dos fatores, em alguns casos, altera o produto.

A
Amado Natal
Antológico Natal
Auspicioso Natal

B
Bacanérrimo Natal
Belezura de Natal
Bom Natal

C
Cabuloso Natal
Caprichoso Natal
Completo Natal

D
Delicioso Natal
Demais Natal
Divino Natal

E
Especial Natal
Empolgante Natal
Enfático Natal

F
Fabuloso Natal
Feliz Natal
Fulgurante Natal

G
Geométrico Natal
Gracioso Natal
Grande Natal

H
Hermoso Natal
Histórico Natal
Honrado Natal

I
Impetuoso Natal
Incrível Natal
Infalível Natal

J
Jeitoso Natal
Jóia Natal
Jubiloso Natal

L
Legal Natal
Lindo Natal
Luminoso Natal

M
Mágico Natal
Maravilhoso Natal
Memorável Natal

N
Natural Natal
Nonsense Natal
Novo Natal

O
Ó Natal
Organizado Natal
Ornamentado Natal

P
Portentoso Natal
Polêmico Natal
Puro Natal

Q
Que Natal!
Querido Natal
Quixotesco Natal

R
Reciclável Natal
Respeitoso Natal
Retumbante Natal

S
Sensacional Natal
Super Natal
Surrealista Natal

T
Travesso Natal
Tesão de Natal
Tamanho Família Natal

U
Urdido Natal
Ululante Natal
Uhtererê é Natal

V
Valioso Natal
Valoroso Natal
Venerável Natal

X
Xibante Natal
Xiquexique Natal
Xodó de Natal

Z
Zeloso Natal
Zen Natal
Zombeteiro Natal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Twittada

Em tempos de conteúdo colaborativo, o Google, cedendo as pressões da News Corp, anuncia que irá permitir que editores limitem o acesso gratuito às notícias publicadas no portal.

Será essa a melhor solução?
Vejamos como exemplo o caso das músicas/gravadoras.

Feliz Natal?

Uma dica bacana pra quem tá afim de enviar um cartão ou um email mkt de Natal ou de Ano Novo. No Yablog, Fábio Yabu desenvolveu cartões e disponibilozou para download, mas ao invés do tradicional “Feliz Natal e Próspero Ano Novo“, trabalhou em temas mais concretos, para que 2010 seja um ano realmente mais legal para todos.



Vale a pena conferir.

Mas, como eu convido?

Ricardo Amado, o consultor sentimental do Savana, dá todas as dicas pra você que quer convidar aquela pessoa especial para ir ao motel. Pode ser amigo (a), desconhecido(a), namorado (a) e mais.

Abaixo, 4 dos 12 vídeos. Para ver mais, acesse http://www.vamosaosavana.com.br/









Até quando as imagens vão ganhar?


Li no CCSP e não pude deixar de postar: "A carioca Staff emplacou um anúncio na edição de novembro/dezembro da Archive. A peça traz o conceito 'Até quando as imagens vão ganhar?' e divulga a oficina de redação da ESPM/RJ."

Para quem é redator e professor de redação publicitária como eu, serve de alerta, motivação, inspiração.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Baterias automotivas? Dá pra ser criativo.



Comercial criado pela agência Firehouse, de Dallas.

Século XXI?

Recentemente, em nome da moral e dos bons costumes, tiraram do ar um comercial da Havainas no qual uma senhora dizia a palavra "sexo" para a neta.

Na última semana entrou no ar a campanha "vamos ao savana" da Abelha Rainha. E adivinhem?!O comercial foi censurado pela Rede Globo antes mesmo de verem o filme.
"Motel, a partir desse mês, só depois das 22 horas.

Fiz questão de comparar o comercial com o trecho da novela "Duas Caras" . O que é mais "imoral"?







E mais: no portal da EPTV (retransmissora da Globo), a peça abaixo foi censurada por ser considerada "forte" demais. O que quer dizer essa palavra, pergunto eu.



Definitivamente, estamos a mercê do Império da Hipocrisia.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Massa!

A empresa americana Moody Pets lançou uma bola com bigode para deixar as brincadeiras dos cachorros mais divertidas (pra nós).


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Twittada

Qual sua atitude diante do aquecimento global?

Ligar o ar condicionado?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Burtonland no MoMA

Essa é pros brazucas que estão aproveitando a valorização do Real pra dar “aquela” viajada.
Um dos diretores mais inovadores da história do cinema, Tim Burton, conhecido pelo romantismo, melancolia e solidão de seus filmes, também é talentoso nos desenhos, pinturas e esculturas. Suas obras estão em exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York.













Vale a pena conferir.

MoMA
11 West 53 Street

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Gosta de ler?

Olá jovens.
Desculpem a ausência.
Esta semana postarei um resumo das demais palestras que assisti no Intercon.
Enquanto isso, aqui vai uma dica muito bacana para quem, ao mesmo tempo, gosta de ler e é antenado.
Trata-se da rede social "O livreiro", uma espécie de orkut do mundo dos livros, onde podemos criar ou participar de comunidades e debates sobre autores favoritos, comentar, conhecer pessoas com os mesmos gostos literários e, inclusive, comprar livros on line.

Se interessou? Clique aqui e confira.

Abraços.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quer ser um bom publicitário? Não faça publicidade.

Esse título fala “publicitês”, diria grande parte dos diretores de criação. Tem ironia e um duplo sentido que, apesar de duplo sentido, enseja uma séria questão axiológica. Se meu filho (embora ainda não o tenha) chegasse de supetão e dissesse “pai, quero ser publicitário!” o que eu faria? Primeiro, usaria de todos os subterfúgios para arrancar essa idéia maluca de sua cabeça. Se o moleque batesse o pé, aconselhá-lo-ia a não cursar Publicidade, Propaganda, Marketing e afins. A faculdade, ao mesmo tempo em que suscita um deslumbramento, condiciona o universitário a pensar publicitariamente, dentro de um modelo pré-concebido. Eis o primeiro sentido de não fazer publicidade que o título sugere. Mas, não fazer publicidade, significa, principalmente, não praticar essa publicidade bunda mole, viciosamente circular, que é mera reprodução. Uma publicidade que usa o que já deu certo como meta e não como parâmetro para fazer diferente.

A maioria dos publicitários de hoje entende um tanto de publicidade, mas não entende de comunicação. A começar, não conhecem os mecanismos do conhecimento humano, as possibilidades que a sua estrutura cognitiva propiciam. Mais que isso: não conhecem o funcionamento da vontade, da faculdade de desejar, que é a mola propulsora do consumo; aquela faísca que desperta a empatia por esta ou aquela marca e cria a necessidade de compra.
Não conhecem, ainda, os meandros do sistema que fomentam, o sistema para o qual trabalham 10 ou 12 horas de cada santo dia seu. Por que é assim e não assado? Quais os caminhos históricos percorridos que fazem do mundo o que ele é hoje? Qual a origem do capitalismo? Grande parte não conhece sequer a origem da propaganda. Não sabe que se faz propaganda (propagare em latim) desde a Idade Média pela Igreja Católica com o intuito de difundir a fé cristã e que bem antes disso (mesmo sem a utilização do termo), os escritos de Lívio, já eram obras-primas da propaganda estatal pró-Roma.

Aí, quando questionados, quando colocados contra a parede, as reações dos profissionais são as mais diversas, dependendo da área de atuação.

Uns vêm com milhares de gráficos, tabelas, slides e querem mostrar que a publicidade tem um “quê” de exatidão. Querem provar por A mais B que a propaganda pode ser ciência. Mas, esses profissionais, que andam com a calculadora na bolsa e o esquadro debaixo do braço, apresentam, por exemplo, perfis sociais que mais parecem referir-se a pastas de um almoxarifado do que a pessoas. “É preciso fazer essa mídia e aquele canal para atingir o público-alvo (target para os mais empolados) - homem, 25-50, classe B”. São receitistas. Para a doença X, o remédio Y funciona. Por quê? Porque sempre funcionou, ora bolas.

Do outro lado, os ávidos por novidade. Engajamento, envolvimento, convergência, conteúdo colaborativo, redes sociais. Eis alguns termos já desgastados para esses caras (sem contar as milhares de siglas que nem eles mesmos sabem os reais significados).
“Nessa campanha, vamos usar o Twitter, You Tube, criar um perfil no Orkut e outro no Facebook...”
“Ótimo, mas o quê, efetivamente, vamos colocar nesses meios?”
“Isso depois a gente vê.”
Não sabem distinguir o novo da novidade. O novo é aquilo que chega e implanta uma modificação positiva e consistente. A novidade é efêmera. É modismo. É passageira. Ilustro com o “Second Life” que era a grande revolução para muitas marcas. E quem, hoje em dia, cogita-o como ferramenta de comunicação?
Muitos usam a novidade como válvula de escape, como máscara para a falta de conteúdo. E mais: vivem mais o virtual do que o real. Têm mais amigos no Orkut do que na vida. Conversam com o colega de trabalho por MSN. Resultado: não têm um pingo de sensibilidade, de tato. Fazem uma publicidade que nada tem de humana.

Especificamente em criação, conheço vários “redatores” que não sabem escrever. Não conhecem a linguagem, não leram as obras mais essenciais para a formação cultural de qualquer cidadão. Sequer têm o hábito da leitura. “Diretor de arte” que não conhece minimamente História da Arte, do Design, Cinema e Fotografia é o que não falta.

Mais do que erudição, falta a esses profissionais, Espírito Artístico (no sentido lato, expresso na filosofia do romantismo alemão do século XIX). Tanto quem cria, quanto quem contempla tem que ser tocado artisticamente. Trago um pequeno trecho de João Francisco Duarte Júnior que nos auxilia a esse respeito: “A arte tem o poder de, quando contemplada, estimular o contato frente a frente com nossos próprios sentimentos.”

Então, veja menos propaganda. Estude psicologia, filosofia, literatura, arte. Escute música clássica, MPB e Jazz. Vá a museus e teatros. Mas nunca, nunca mesmo, deixe de freqüentar o sambão da periferia e o forró do subúrbio. Converse com o povo. Tire uma tarde para bater aquele papo com o aposentado na praça ou com o sorveteiro da esquina.

Com isso, você poderá aprender o essencial à boa propaganda: contar histórias. Apesar de ser uma celebração desde que a humanidade se percebeu como tal, pouquíssimos sabem fazer bem. Homero, na Grécia Arcaica, com as suas grandes epopéias, refletia o espírito do povo; era difícil, embora transmitidas oralmente, um grego que não conhecesse as sagas de Aquiles e Ulisses. Outro exemplo ímpar é o efeito catártico que as tragédias gregas engendravam nos cidadãos. É de arrepiar imaginar 35 mil pessoas reunidas na “arena” para contemplar em êxtase uma história que ia além do entretenimento, era a própria visão de mundo, a representação artística da existência humana. Exemplos tupiniquins não faltam pra compor a nossa banca. Monteiro Lobato, Machado de Assis, Drummond e, porque não, Portinari são exemplos de exímios contadores de histórias escritas e imagéticas.

Acredito que a grande revolução da propaganda não é tecnológica ou digital. O dia em que a propaganda começar a contar histórias envolventes de verdade, esse dia vai ser revolucionário. E, a partir desse dia, poderemos falar em Comunicação.

domingo, 15 de novembro de 2009

Intercon 2009 (3)

Interessante a palestra de Fabiano Meneghetti que contou a sua trajetória de designer e programador e, principalmente, a do seu blog Abduzeedo, que já é um grande sucesso entre os publicitários e aqueles que gostam de design. Muito massa o blog do cara. Muita coisa inspiradora. Para quem não conhece, http://abduzeedo.com.br/

Outro bate papo bacana foi com Leonardo Dias, CEO da TaxiLabs que contou um pouco do advergame Transformers II, produzido no Brasil e aprovado por nada mais, nada menos que Steven Spilberg.
Case completo e outros mais (como o do T-Racer da Fiat) no site http://www.taxilabs.com.br/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Intercom 2009 (2)


Raphael Vasconcellos, da Agência Click, fechou o ciclo de palestras da manhã de sábado. Apresentou o famoso case da Fiat, o T-Racer, que já ganhou vários prêmios (quem não conhece vale a pena assisti-lo abaixo).





Mas, o mais impressionante na minha opinião, foi o case "Unique Types" para a AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente.
O cerne do projeto é simples: instigar designers gráficos, artistas digitais e tipógrafos a criar fontes inspiradas nas crianças que sofrem com algum problema físico. As fontes serão registradas sob licenças da Creative Commons e podem ser usadas por outras agências em suas campanhas.


A ideia nasceu bem menor: um dos diretores de arte quis fazer um banner animado no qual parte das letras que compunha um nome próprio desaparecia mostrando que "não fazia falta" para o entendimento do todo. Vale a pena ver o vídeo abaixo:



Intercon 2009



No último sábado, eu, o Raul e o Matheus fomos ao Intercon, em São Paulo.
Realizado pela iMasters, o evento, em sua sexta edição, reuniu 30 palestrantes em 3 ambientes (Business; Tecnologia; Criação e Inovação) e contou com a participação de diversas pessoas.
Como foco principal o meio digital e suas ferramentas de inovação, onde cada palestrante abordou características singulares, dentro da experimentação e tecnologia, para o sucesso da comunicação.
A partir de hoje, compartilharemos trechos que julgamos importantes.

Começo com a palestra de Marcelo Coutinho (Ibope Inteligência), no Ambiente Businnes, que fez um paralelo das ações praticadas hoje no meio digital pelas empresas com a teoria da Catedral e o Bazar e finalizou com uma verdade não vista por muitos:
“Os consumidores entendem quando as empresas erram. Não entendem quando as empresas mentem.”

domingo, 8 de novembro de 2009

Conversa no ponto de ônibus...

- Para que você faz Filosofia? A imensa maioria das pessoas vive sem isso!
- Sobrevive!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Curtinha

Não existe História. O que há são interpretações históricas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hein?

Num futuro, não muito distante, pessoas de nacionalidades diferentes falarão entre si, cada um no próprio idioma e todos se entenderão.

Duvida? clique aqui e veja.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Filosofia de segunda

MARCUSE: A REPRESSÃO DO SÉCULO XX.

O século XX e seus fenômenos históricos tais como o fracasso do socialismo real e as duas grandes guerras, impuseram difíceis questões aos pensadores, em especial, aos marxistas. A principal: deve-se abandonar o projeto comunista ou preservar o potencial crítico da teoria de Marx?

Nesse contexto de incertezas, funda-se, em 1923, a Escola de Frankfurt. Com inspiração inicial marxista, incorporou diversas contribuições filosóficas, sociológicas e psicanalíticas para construir sua teoria crítica. Das questões atinentes ao seu tempo, uma em especial inquietava a esses filósofos: por que não se cumpriu a expectativa iluminista de emancipação da humanidade pela razão?

Hebert Marcuse (1898-1979) foi figura central de Frankfurt. O cerne de sua principal obra “Eros e Civilização” é também uma pergunta: seria possível uma sociedade não-repressiva?
Para responder a isso, Marcuse recorreu a dois autores de peso: fez a intersecção dos conceitos freudianos com aspectos da teoria marxista, a saber, interpretou filosoficamente “A Civilização e seus Descontentes” de Freud e a confrontou com a sociedade capitalista contemporânea.

Vamos a ela: o homem é constituído, basicamente, por dois instintos primários: Eros e Thânatos. Eros é a energia libidinal, o princípio de prazer. Thânatos é a inclinação à destrutividade, pulsão de domínio, de morte. Apesar de opostos, ambos têm procedência comum: o desejo de eliminação da tensão; a vontade de retroagir ao estado inorgânico, anterior à vida.

O aparelho mental humano (estrutura psíquica) é dividido em: ID, EGO e o SUPEREGO. O ID corresponde àquilo que é mais primário no ser humano; domínio do inconsciente, das pulsões, das gratificações. EGO é o mediador entre o ID e o mundo exterior; a percepção da diferença entre o EU e o mundo. Por fim, o SUPEREGO é a interiorização da repressão inicialmente personificada na figura paterna. É responsável pela renúncia de alguns desejos.

Cabe- nos, então, mostrar como Freud faz a “passagem” do Pai ao Superego (assumida de um ponto de vista simbólico). No princípio das civilizações, o comando era exercido por um Pai Primordial. Este detinha o monopólio das mulheres do grupo e impunha o trabalho aos filhos. Os filhos nutriam um sentimento ambivalente pelo pai: ora afeto, já que a sua presença promovia unidade e segurança ao grupo, ora revolta, pela imposição das restrições. Aqueles que ameaçassem a soberania despótica eram excluídos. Em dada passagem, os filhos exilados se rebelam, assassinam o pai e o devoram. O poder, então, é assumido pelo clã de irmãos. Entretanto, o pai é divinizado e interioriza-se o tabu. Surge o sentimento de culpa. Eis o superego; eis a repressão.

Marcuse parte da repressão freudiana para fazer o apontamento de seu conceito de mais-repressão da sociedade contemporânea. Como o próprio nome indica, mais-repressão é a repressão adicional, que excede o necessário à civilização e é ensejada pela dominação de alguns homens sobre outros. Nas sociedades primitivas era preciso a repressão devido à carência tecnológica. Como observa Freud, se não houvesse repressão, a vida não seria possível, já que os homens, entregues ao princípio de prazer, matariam uns aos outros. Mas o que Freud não observou, segundo Marcuse, é a repressão social (mais-repressão). Na sociedade contemporânea capitalista, na qual a abundância tecnológica dispensa a repressão originária, emerge a mais- repressão, fundada no trabalho alienado. A dominação não é mais do pai primordial, mas sim impessoal e objetiva concretizada no Principio de Desempenho (que passa a ser o Princípio de Realidade). Os homens são concebidos por suas funções econômicas. As posições sociais são definidas pelo desempenho. As preocupações contemporâneas (como por exemplo, reconhecimento social) nada têm a ver com o Ser do homem.

O controle, a repressão, desloca-se do campo instintual para o controle da consciência e é de tal força que o indivíduo e o todo são a mesma coisa. O superego é automatizado com a substituição das relações clássicas com os pais pelas agências extra-familiares de socialização, como os meios de comunicação de massa. Substitui-se o patrão pela dominação impessoal. Mesmo quem “manda”, obedece às regras do sistema.

Controle há também sobre o tempo liberado (não existe tempo livre) com a imposição do Principio de Desempenho mesmo nos momentos de lazer. Não há a possibilidade de o individuo entregar-se a si próprio ou retirar-se para um mundo diferente. O repertório de escolhas é superficial, restrito a opções de consumo. A liberação da sexualidade (visto como avanço por alguns) é somente aparente, circunscrita ao universo do consumo. À velhice cabe a mesma análise: é “redescoberta” em suas possibilidades mercadológicas.
Enfim, a civilização contemporânea é a consumação plena do trabalho alienado e da negação humana. Tudo é mercadoria, inclusive o homem e suas relações.

Diante de um quadro tão desolador, como fica a pergunta que norteia a obra de Marcuse? E então, é possível uma sociedade não-repressiva?

Ele diz que sim.

Recapitulando: para Freud, a ausência de repressão é uma impossibilidade para a vida social, pois implicaria na desorganização da produção econômica e na renúncia à cultura, já que os homens viveriam numa busca desenfreada pelo prazer, destruindo uns aos outros.

Marcuse, no entanto, observa que a repressão instintiva é exógena, ou seja, é exterior ao homem. Assim, modificados os moldes (a realidade empírica), é possível suprimir a repressão.

Mas, como mudar tais moldes?

Reconciliando o Princípio de Prazer com o Principio de Realidade, na erotização das relações sociais, morais e na erotização da razão. A tecnologia avançada propicia a redução do tempo destinado ao trabalho. Obviamente, haveria uma queda nas opções (não se poderia escolher entre 40 modelos de carros, por exemplo). Mas a ampliação das gratificações psíquicas seria inestimável. Instinto sensual transformado em Eros de uma civilização não repressiva.

E quanto ao instinto de morte?
Seria neutralizado visto que se origina de uma vida desagradável. Com a preponderância do Princípio de Prazer ao Princípio de Realidade, a pulsão de morte seria suprimida.

“Eros e Civilização” data de 1955. O próprio Marcuse, em obras posteriores, não se mostra tão otimista. Se vivesse no século XXI, creio que sequer escreveria.