terça-feira, 1 de junho de 2010

Dica de site


http://resultson.com.br/

O Rony me passou o link e resolvi compartilhar. Muitas coisas bacanas, vale o clique.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viral da Nike: recordista de visualizações

A Nike não é patrocinadora da Copa, mas através de ótimos virais garante sua visibilidade. Escreva seu futuro, diz esse.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Escrever para que?

Raulzito, lendo seu texto, lembrei-me de um poema que fiz no final do ano passado:

PASSAGENS

I-

Se fosse capaz, não escreveria.
A luta contra o papel é desleal,
De um prazer repugnante.

Os advérbios sangram pela ferida da razão,
Os substantivos fogem às luzes da cidade.
Resta-me adjetivar meus sentimentos,
Torná-los intimamente públicos.

Secreção neural!

Palavras,
Donzelas, se não conquistadas,
São metastaseadas ao Mundo Inteligível.

Há quem não as use,
Sequer as sente,
Quem as violente.
Talvez por isso se façam desdenhosas,
Pois quem é esbofeteado não esquece.

Volto a dormir...
A página mais branca que a minha pele,
Mais preta que meus pensamentos!


II-

Escrevo com uma caneta sem tinta.

A transposição é quase cirúrgica:
Das idéias ao papel,
O caminho é pseudomental,
Sublingual,
Entremeado por infindas vicissitudes.

Escrevo com uma caneta sem tinta.

Como o marceneiro sem martelo
E o filósofo sem presunção,
Não sou!

Camufladas sob meus preconceitos,
Abrigadas da versofágica Racionalidade,
Palavras, palavras...

Escrevo com uma caneta sem tinta.
Por favor, dê-me um lápis!


III-

Se o que sinto não pode ser escrito,
Por que insisto?

Instinto?
Vício!

Com a espada sobre o pescoço,
Incansavelmente escrevo,
Inalcançavelmente escrevo!

De costas para a gramática,
Para a sintaxe, os morfemas e a ortografia,
Escrevo sem métrica ou rima.

O que importa
Se o pronome é oblíquo ou reto,
Se os versos são heróicos ou sáficos,
Quando se escreve asfixiado pela vida?

Escrevo...
Porque sou analfabeto,
Porque sou tu, nós, eles.
Porque sinto medo!

Escrevo...
Com sangue diluído às lagrimas;
Com as chagas da utopia;
Com o coração que ainda pulsa fora do peito!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Filosofia de segunda

A invenção da verdade denunciada por Nietzsche


Verdade! A musa a ser conquistada pela Ciência, pela Filosofia e, porque não por nós, pessoas comuns que no dia a dia tomamos-na como parâmetro para as nossas decisões, para rumar o nosso pensamento.

Mas, a verdade é real? É engendrada? Como ela nasce, afinal?

Questões como estas impulsionaram o jovem Nietzsche em sua pesquisa que culminou no breve, porém rico ensaio intitulado “Sobre a mentira e a verdade no sentido extra-moral”.

Antes, contudo, de analisarmos esse problema cabe uma breve contextualização de sua filosofia: Nietzsche é um pensador de combates. Suas obras são grandes máquinas de guerra prontas a destruírem o edifício lógico-moral, sustentado pelo platonismo e sua vertente ordinária, o cristianismo. Sua obra é escrita com “sangue e máximas”, marcadamente assistemática. A primeira grande “contradoutrina” de Nietzsche surge na pretensão de se opor à “metafísica racional” e instaurar a “metafísica do artista” que concebe a Arte como a atividade libertadora do homem; apenas a arte possibilita uma experiência da vida em sua plenitude. A Arte é o outro lado, um solo “extra”, “para além” da tradição filosófica e suas facetas lógicas e morais. Afirma Nietzsche: “A arte é a única força superior contraposta a toda vontade de negação da vida”.
Com estas curtas pinceladas, podemos partir para o problema da verdade.
Nietzsche começa afirmando que o intelecto humano é totalmente sem finalidade e gratuito perante o todo, frente à natureza. “Se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos que ela sente em si o centro voante deste mundo”. Acreditamos que, por nosso intelecto, somos seres superiores. Mas ele é apenas um meio de conservação do homem, ser mais fraco, menos robusto, ao qual que está vedada a luta pela existência com chifres ou presas. O indivíduo, para conservar-se, para existir socialmente, precisa usar o intelecto. Precisa de um acordo de paz para que a “guerra de todos contra todos” desapareça de seu mundo. Esse pacto é o primeiro passo para o impulso à verdade, que nada mais é do que um tratado de paz. Concebendo a verdade como possibilitadora da vida social, Nietzsche chega a um primeiro contraste entre verdade e mentira: o mentiroso usa as designações válidas, as palavras para fazer aparecer o não-efetivo como efetivo; ele diz, por exemplo: ‘sou rico’, quando para seu estado seria precisamente ‘pobre’ a designação correta.

O que caracteriza ainda mais a verdade como uma criação puramente humana são as conseqüências advindas tanto da verdade como da mentira. O que o homem odeia é ser prejudicado tanto por uma, quanto por outra. Se o resultado da mentira é benéfico, então a verdade, em oposição, não é desejada e, até mesmo, repelida.

Central no texto “sobre a mentira e a verdade no sentido extra-moral” é a contraposição entre Metáfora e Conceito. Conceito, segundo a tradição, é o que define a substância. É ele que possibilita a descrição, a classificação e a previsão dos objetos cognoscíveis. O conceito, de modo geral, é a essência necessária, pela qual não pode ser de modo diferente. Para Nietzsche, a metáfora é a imagem do próprio mundo. Conceituar é congelar; é reduzir as muitas possibilidades a um único significado. Por um ato arbitrário de persuasão, ou seja, pela linguagem, introduz-se uma das muitas possibilidades da “metaforicidade” do mundo. Por trás disso, está a vontade de conservação, ordenação e pacificação, que não são naturais do mundo.

“Todo conceito nasce da igualação do não igual. Uma folha nunca é igual outra folha e, no entanto, o conceito de folha abandona arbitrariamente essas diferenças, essas individualidades e desperta a representação da folha, uma espécie de folha primordial, segundo a qual todas as folhas são tecidas.
Dividimos as coisas por gêneros, designamos a árvore como feminina e o vegetal como masculino. Que transposições arbitrárias! Que preferências unilaterais ora por esta, ora por aquela propriedade do objeto.”

A verdade nada mais é do que um batalhão de metáforas, metonímias, antropomorfismos que, após um longo uso, parecem sólidas, canônicas, obrigatórias. As verdades são ilusões, são conceitos que se esqueceram da sua origem metafórica.
O homem, falando a verdade, mente da maneira designada, inconscientemente e segundo hábitos seculares. Justamente por esse esquecimento, chega ao sentimento de verdade.
Quem está contaminado pela frieza dos conceitos, dificilmente acreditará que até o conceito aparentemente mais verdadeiro, como ósseo, por exemplo, não passa de um resíduo metafórico.
Eis a imagem: a verdade é como alguém que encontra um tesouro atrás de um arbusto. Tesouro este que ele mesmo escondeu. Defino o camelo como animal mamífero e, depois de inspecionar um camelo declaro: Vejam, um animal mamífero! Informação antropomórfica sem um único resquício de verdade!

Criticando a verdade, Nietzsche nos mostra a decadência de uma sociedade cientificista. Esta confiança ignorante nos preceitos e valores científicos constitui-se na negação do que o homem possui de mais humano. E, por negar sua humanidade, Nietzsche diagnostica o homem moderno como doente, propondo a arte como um medicamento capaz de levar a cura.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Anúncios com bebês


Eles são lindos, fofos, "cute-cute". Por isso, a propaganda não cansa de explorá-los. São usados em diversos produtos: dos destinados às mães aos mais inusitados, para vender pilhas, por exemplo.




Gosto.

Gosto muito desse anúncio. Simples e verdadeiro.

Básico.
Idem.

Fraco.


Os bebês com bigode são engraçados e causam impacto.



Dois anúncios 'fofos.'



Boa ideia.




Os títulos são até legais, mas as fotos e a direção de arte, xiiiiii...

ok.
???

Esse aqui eu pergunto: é bom ou é um anúncio de mau gosto?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O que 30 escritores famosos diriam no twitter

Recebi por e-mail hoje. Não cito a fonte porque não sei. Mas é massa!

Shakespeare: Existem uns scripts podres no reino do Twitter.
Homero: Canta, oh, musa, a fúria de Aquiles. Mas seja breve, por favor.
Joyce: Ulysses (via @homero) http://migre.me/I7D
Kafka: O Twitter me faz sentir como um inseto repugnante
Dostoiévski: Se o Twitter existe, então tudo é possível
Mário Quintana: Eles passarão. Você, passarinho
Jorge Luis Borges: O Twitter é um jardim de caminhos que se bifurcam.
Melville: Chama-me de Ismael_Moby123
Carlos Drummond de Andrade: Tinha um tweet no meio do caminho. No meio do caminho tinha um tweet.
Mário de Andrade: Ai, que preguiça do Twitter.
Machado de Assis: @verme Ao primeiro que roeu minhas tripas dedico este tweet.
Nietzsche: O Twitter está morto.
Décio Pignatari: Beba Twitter. Babe Twitter.
Antoine de Saint-Exupery: Você é responsável por aquele a quem retribuiu o follow.
Paulo Coelho: O Twitter conspira a seu favor.
Vinicius de Moraes: Que seja infinito enquanto sucinto.
Clarice Lispector: Não se preocupe em entender. Twittar ultrapassa qualquer entendimento. Nabokov: follow lolita Orwell: O @grandeirmao começou a me seguir.
Virginia Woolf: @MrsDalloway compre vc as flores.
Daniel Defoe: RT @crusoe Vou chamá-lo de @sextafeira ou @sexta_feira. Não sei ainda. Fernando Pessoa: #followfriday @albertocaeiro @alvarodecampos @ricardoreis @bernardosoares
Chuck Palahniuk: A primeira regra do Clube do Twitter é: ninguém fala sobre o Clube do Twitter.
Sófocles: @edipo Pior cego é o filho que não quer ver.
Freud: follow sofocles follow edipo
Jung: unfollow Freud
Alexandre Dumas: Um twitter por todos e todos twitters por um
Pablo Neruda: Confesso que twittei.
Stevenson: RT @DrJekill o @mrhyde acaba de chegar. tenho que ir
Tolkien: Um tweet para todos governar…

Frases para inspirar

Poucos homens pensam, embora todos queiram ter opiniões. (Berkeley)

A escola não deveria ensinar pensamentos. Deveria ensinar a pensar. (Kant)

Há pessoas que temem utopias. Eu temo a falta delas. (Prigogine)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Precisamos de métricas mais confiáveis, ah, precisamos

Desde a época em que eu era aluno (e olha lá, lá se vão mais de 20 anos!), a propaganda vivia sendo fragilizada por conta da falta de garantia de retorno do investimento do cliente. Falta de garantia? Sim, claro, quem poderia com absoluta certeza precisar a quantidade de pessoas atingidas por determinada peça? E mesmo se pudesse saber com exatidão o número de gente impactada como saber que essa gente tomaria uma atitude favorável de compra?

Bem, as coisas evoluíram muito em 20 anos. Surgiram novas ferramentas de mídia, mais investimento em pesquisa e assim a propaganda ficou mais objetiva e científica: "estamos atingindo 12 milhões, setecentos e vinte e seis mil pessoas com 400 GRP e frequência média de 3,3 exposições, o que nos dá segurança de dizer que 412 pessoas irão para a sua loja e farão uma compra média de R$ 192,30. Bom, né?"

Bom seria se fosse verdade. Acontece que as coisas não evoluíram a tal ponto. Pelo contrário, o panorama de caos e falta de certeza sobre retorno ficou maior com a chegada de novas mídias, redes sociais e o escambau. Todos (anunciantes, veículos, publicitários) estão imensamente preocupados com essa mídia mais complicada e fragmentada.

Como atingir meu público-alvo? Como atingir meu público-alvo? Esse mantra ecoa por todo o lugar. Junto com outro, tão repetitivo quanto: Precisamos de métricas mais confiáveis, precisamos, ah, precisamos. De métricas mais confiáveis, entende?

Enquanto isso cada vez menos gente assiste TV.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Filosofia de segunda

EDUCAÇÃO: A EMERGÊNCIA DE UM NOVO PARADIGMA

Muitos pensadores afirmam que estamos vivendo um período paradoxal de transição: já conseguimos, em certo sentido, conceber a realidade como algo complexo e que, portanto, requer um pensamento abrangente, entretanto, essa complexidade ainda não foi incorporada em grande parte da ciência, na sociedade e na educação.
Remontemos a origem desse modelo racional fragmentador e dominador que ainda cerceia o homem:
Várias correntes formam a base do pensamento ocidental moderno, dentre elas a Revolução Científica, o Iluminismo e a Revolução Industrial. Em meados do século XVI, a visão de um mundo orgânico, vivo e espiritual, presente na medievalidade, começou a ser substituída pela noção de mundo-máquina. O homem foi colocado como senhor do universo e, pela ciência, poderia e deveria dominar a natureza. Francis Bacon, com seu método de investigação científica que procurava descrever a natureza matematicamente e Galileu Galilei, pai do experimentalismo científico que substituiu a argumentação lógica da dialética formal pela observação dos fatos em si, são grandes expoentes da formação do pensamento moderno. Contudo, duas figuras merecem mais atenção: René Descartes e Isaac Newton. Descartes, patrono do racionalismo, cindiu o homem em corpo e mente e instaurou a superioridade da mente sobre o físico; o culto ao intelecto em detrimento à sensibilidade que vem gerando profundas patologias sociais. Newton, por sua vez, concebeu o universo como um sistema mecânico que funciona de acordo com leis físicas e matemáticas imutáveis. Esse determinismo universal deu origem à idéia de que, para compreender o real, seria preciso dominar e transformar o mundo pela técnica. Técnica esta que serviu de base para a Revolução Industrial, que aumentou desmesuradamente o poder do homem sobre a natureza e automatizou o trabalho humano.
A Ciência Clássica amarrou-nos aos sentidos; mutilou-nos, dividindo-nos em duas substâncias distintas; cegou-nos para o todo ao priorizar as partes; desprezou a qualidade ao enaltecer a quantidade; ignorou as interações entre os indivíduos, entre a ciência e a sociedade, entre a técnica e a ética. O homem alienou-se da natureza.
Obviamente, seria leviandade negar que o desenvolvimento da ciência trouxe e traz grandes benefícios para a humanidade. Entretanto, não podemos deixar de sublinhar o outro lado: ele provocou uma significativa perda em termos de sensibilidade, estética e valores.
Na área educacional, especificamente, as influências do pensamento cartesiano-newtoniano ainda são significativamente negativas. Continua-se gerando padrões de comportamento preestabelecidos, com base num sistema que não suscita questionamento e reflexão. Pelo contrário, faz aceitar a autoridade e ter como metas a certeza e a verdade absoluta. Continuamos limitando nossas crianças ao espaço reduzido de suas carteiras, silenciando suas falas, reduzindo sua criatividade e sociabilidade. Oferecemos folhas quadriculadas para que os seus desenhos saiam mais “certos” e aplicamos provas de múltiplas escolhas. Em vez de processos interativos para a construção do conhecimento, continuamos exigindo memorização, repetição e cópia. Castramos a espontaneidade e o ímpeto criativo. A escola é submetida a controles rígidos, um sistema hierárquico que castra e domestica. Uma escola que divide o conhecimento em assuntos, especialidades, fragmentando o todo. Os currículos são rígidos, baseados na eficiência e calibrados pela mensuração que continua separando ganhadores e perdedores. O professor é o detentor do saber, o transmissor de informação e o aluno uma tábua rasa. O conteúdo e o produto são mais importantes que o processo de construção do conhecimento. A avaliação privilegia a capacidade de memorização do que foi “empurrado goela abaixo” ao invés do processo criativo. O diploma é o símbolo de coroamento de um ciclo de estudos; o símbolo do “final da linha”, do objetivo alcançado.
Mesmo a tecnologia informacional na educação dissemina a fragmentação. Os computadores e os materiais áudio-visuais continuam sendo máquinas de ensinar, transmitindo conteúdo sem um processo reflexivo.
Como escapar desse modelo?
Precisamos fugir do modelo cartesiano-newtoniano, fragmentado, descontextualizado, que concebe o ser humano como máquina. Precisamos romper com o paradigma moderno, iniciar um processo de mudança conceitual, um repensar.
Um primeiro e grande passo foi dado pela assimilação da Teoria da Evolução de Darwin. Uma nova lente para enxergar o universo que passou a ser descrito como um sistema em permanente mudança. Outros conceitos como do da termodinâmica e da entropia, que desconstroem a rigidez da física newtoniana, também são relevantes nesse cenário de transição. Mas foi com teoria quântica e, principalmente com Einstein (com a teoria da relatividade) que o paradigma da ciência moderna começou a desmoronar. Para se ter uma idéia da mudança, a própria existência da matéria não é mais dada como certa, apenas apresenta uma tendência probabilística de existir. Heisenberg descobriu que o simples fato de se observar as partículas já interfere nelas. Observando um evento o observador “perturba” a situação. Assim, podemos dizer que não conhecemos do real senão o que nele introduzimos e que a distinção entre sujeito e objeto é muito mais complexa do que se imaginava.
A partir do século XX, o universo passa a não mais ser concebido como um relógio. Há irracionalidade; há caos. Em vez de algo estático, temos um sistema plenamente ativo. Essa leitura introduz uma criatividade constante na natureza; leva-nos a aprender a respeitar outras culturas, outros questionamentos.
Tais concepções deram origem a um critério chamado “pensamento em processo”, ou seja, tudo é fluxo, tudo está em constante mutação, inclusive o pensar que não pode ser concebido como absoluto, definitivo. Daí deriva-se a noção de “conhecimento em rede”: de uma base estruturada em blocos fixos, constituída de leis fundamentais, passamos para o conhecimento no qual tudo está interligado. No velho paradigma acreditava-se que as descrições científicas eram objetivas, independentes do observador humano; na mecânica quântica, o ato de observação altera a natureza do objeto. No velho paradigma, a ciência poderia alcançar a certeza absoluta; agora, a pesquisa cientifica está assentada sob formas de teorias transitórias calcadas em probabilidades, um modo de olhar para o mundo e não uma forma de conhecê-lo na realidade. Além do mais, a ordem não é mais um imperativo. Para que haja criatividade é preciso haver perturbações, turbulências que estimulem uma reação do organismo em relação ao meio ambiente.
Mas como estabelecer uma relação entre essas noções e a reflexão educacional? Como esses novos fundamentos poderão trazer mudanças significativas para a educação vigente?
Transferir para a área social-educacional os princípios decorrentes do novo paradigma científico é extremamente difícil. Questões políticas e metodológicas estão envolvidas. Assim, coexistem propostas pedagógicas que reconhecem a educação como um sistema aberto e concebem o ser humano em sua multidimensionalidade, e propostas antigas que ainda concebem a educação de uma forma fechada, estanque, destinada a uma população amorfa.
À luz do novo paradigma, uma nova postura de planejamento em educação terá de envolver uma percepção global da realidade a ser transformada. Embora nos discursos governamentais e administrativos essa necessidade esteja embutida, na prática isso está longe de ser realidade. Essa nova leitura pressupõe um novo estilo de diagnóstico, procedimentos metodológicos que permitam apreender o real em suas múltiplas dimensões.
Do ponto de vista das relações pedagógicas, a epistemologia construtivista apresenta um modelo que, além de resgatar a importância dos pólos da relação, conquista uma dinâmica própria no processo de conhecimento. Podemos vislumbrar isso na obra de Paulo Freire, de Gramsci, de Vygotsky, etc. Grande importância tem a epistemologia genética de Piaget ao reconhecer que o desenvolvimento cognitivo é um processo dialético-probabilísito resultante da interação entre o organismo e o meio, em que tudo está em construção e reconstrução. E ainda que o conhecimento não se origina na percepção, mas na ação dos sujeitos, resulta da interação entre sujeito e objeto.
O pensamento sistêmico, o conceito de auto-organização, as estruturas dissipativas e o conhecimento compreendido como processo, trazem em seu bojo implicações significativas para a educação, enxergando-a como um sistema aberto, no qual existam diálogos, interações, transformações. Sob esse enfoque, o currículo é algo que está em constante processo de negociação e renegociação entre alunos, professores e instâncias administrativas. É um currículo em ação. O professor aceita o indeterminado, as incertezas e aprende a conviver com isso, a usar o imprevisto como ferramenta de ensino.
A educação deve colaborar para catalisar em cada aprendiz a busca de sua própria natureza, a descoberta de sua identidade una para que, conhecendo a si mesmo, os alunos possam desenvolver a capacidade de reflexão e consciência. Para transformar o mundo é preciso, primeiramente, compreender a si mesmo. Para isso, deve criar ambientes de aprendizagem nos quais as atenções estejam voltadas para o resgate do ser humano, ambientes que favoreçam a mobilização dos recursos internos dos indivíduos. Essa nova visão de mundo implica uma necessária mudança de valores, que vai da competição para a cooperação, da quantidade para a qualidade, do consumismo para a conservação. Ambientes que extrapolem as questões pedagógicas. Criando esses novos ambientes educacionais estaremos construindo futuros ambientes sociais e culturais que prezem pela evolução humana.

Referência bibliográfica: " MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aproximando pessoas

Comercial que compõe a campanha institucional da Eletrobraz, criada pela agência Abelha Rainha

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vida de professor - I

Nome do mesmo aluno em dois trabalhos diferentes. Pode?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Anúncios de fio dental




Glide.
Agência: Saatchi & Saatchi (NY). Ouro em Cannes 2007.

Qualquer coisinha presa no seu dente chama uma atenção danada.
Use fio dental Cepacol.
Agência: Publicis Brasil



Cepacol. Entre seus dentes há um monte de comida que você não pode ver.
Agência: Publicis Brasil.



Fio dental Johnson & Johnson Reach. Para alcançar os lugares mais difíceis.
Agência: McCann Erickson




Fio Dental Colgate. Não deixa escapar nada.
Agência: Y&R.




Oral B. Comidas, nem adianta se esconder.
Agência: Publicis Brasil. Bronze em Cannes 2009.




Agência: RGA (PE)






Even. O pior pesadelo da comida.
Agência: RGA (PE)