Criação de Bob Ferraz e Marcelo Melo da Fischer Portugal para incentivar as empresas a apostarem na criatividade.
Clap, clap, clap.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Boas ideias inspiram
pra vender, vale tudo! (?)
Quem nunca ouviu apelos do tipo: "o melhor preço do mercado", "oferta como essa você nunca viu" ou "o gerente enlouqueceu"?
Mas as pessoas estão cansadas desse tipo de mensagem. Além de serem um pé no saco, não são nem um pouco críveis. Com essa inquietação a Abelha Rainha usou justamente o clichê do varejo pra, além de vender, questionar os métodos usados por ele.
Abaixo, o comercial da campanha:
No blog POR UM VAREJO AUTÊNTICO, além do comercial, tem matérias sobre o tema, um manifesto e os "10 mandamentos do varejo". Vale a pena o clique: http://www.porumvarejoautentico.com.br/
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Updating file...
Começou ontem em São Paulo a 10ª FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica.
O maior festival de arte e tecnologia do Brasil e da América Latina e um dos maiores acontecimentos nesta área, mostra uma grande diversidade de pesquisas e de produções nacionais e internacionais. Este ano, participam cerca de 300 artistas - entre grupos, coletivos e trabalhos individuais - de mais de 30 nacionalidades, com produções em várias áreas da cultura digital.
Destaque para as instalações que reúnem experimentações de arte sonora, arte visual e interação. Em Capacitive Body, sistema de luz modular reage aos sons do meio ambiente. As vibrações de ruídos externos resultam em flashes de luz que se espalham pela sala.
Abaixo, a instalação na Alemanha:
Outra obra que chama a atenção é a holandesa Touch Me. O público pode interagir simplesmente pressionando uma parte de seu corpo ou qualquer objeto contra uma superfície especial de vidro gelada, dando origem a inusitadas cenas. A figura poderá ser vista posteriormente e algumas serão selecionadas para fazer parte permanente da instalação.
Para saber mais é só acessar o site do Festival: http://www.file.org.br/
Com essa foto dá pra vender o quê?
terça-feira, 28 de julho de 2009
Espelho
Toda terça-feira postarei aqui trechos de alguns dos meus autores preferidos que, no mínimo, fazem os nossos neurônios trabalharem um pouco mais.
Seria petensão demais, diria até heresia, tentar sintetizar o pensamento de grandes escritores em duas ou três linhas. A minha intenção é apenas fomentar a nossa vontade de lê-los.
Começamos com o ilustre senhor chamado Fernando Pessoa. Os excertos abaixo são de seu "livro do desassossego" que peguei para reler essa semana:
" O perfeito não se manifesta. O santo chora, e é humano. Deus está calado. Por isso podemos amar o santo mas não podemos amar a Deus."
" Toda a vida humana é um movimento na penumbra. Vivemos, num lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que nos supomos ser."
" Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, alias, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vômito para aliviar a vontade de vomitar."
Com essa foto o conceito usado foi...

Proteja a janela de seu carro com Ultra Safety Shields. Assina Autobahn.
Agora as duas melhores ideias, na nossa opinião, foram:
Às vezes é necessário uma forcinha para reagir.
Viagra.
Criação do Rafael Nascimento. Que viagem, hein, Rafael?
Com Super Bonder jogando a favor, em pedaços só o adversário.
Criação do alexfotografo. Valeu, alex, percebeu bem as rachaduras no taco.
Valeu a todos que participaram!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Patrocínio mais eficaz
O Burger King anunciou dia 21 passado o patrocínio ao Getafe, time espahol da primeira divisão.
De qualquer modo, a ação do Burger King não perde seus méritos.
Mais um caso de coincidência?
Esta semana, zapeando na TV, me deparei com o comercial do Peugeot 307 HB.
Com o conceito “Os outros são só outros”, criado pela Loducca, o filme me despertou aquela sensação de “já vi isso antes”. Não satisfeito fui pesquisar e descobri que o VT foi criado pela Euro RSCG da Argentina, no ano passado, com um conceito diferente “Outro ponto de vista”.
Ontem, mais uma vez na telinha, fui surpreendido pelo comercial do New Civic 2009. O conceito “Perto dele os outros desaparecem” foi criado pela Fischer América.
Como é possível? Mesmas referências ou chupança total?
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Qual é o valor do conhecimento? Não gosto do comercial de varejo
O comercial institucional é ótimo. Mas desse aí de cima (ei varejo) eu não gosto. Não gosto do apelo "Hoje a assinatura do Estadão não tem preço fixo, você assina e paga no primeiro mês o quanto você acha que vale aprimorar o seu conhecimento."
Não gosto porque me soa como engodo, um artifício barato para se promover. Afinal, essa oferta só vale se a assinatura for feita por 6 meses, ou seja, nos 5 meses restantes o preço é normal.
Ora, na minha opinião de consumidor e publicitário seria muito mais bonito e sincero dizer que "o primeiro mês de assinatura é grátis e depois você paga o justo para aprimorar o seu conhecimento."
Se seria mais eficaz? Prefiro acreditar que sim. Não gosto da ideia de ter que usar artimanhas retóricas para vender mais.
Brasil X Suécia
Um colega meu foi estudar na Suécia. Logo fez amizade com um professor que morava perto de sua casa e começou a ir de carona com este velho senhor. O professor sempre chegava cedo ao trabalho. Bem cedo. Mas sempre estacionava o carro longe da entrada, cerca de um quarteirão.
Aquilo causava estranheza ao meu amigo. Um belo dia, ele não se conteve:
-Professor, por que, com tantas vagas, o senhor sempre estaciona distante da entrada?
O velho respondeu:
- É meu dever deixar as vagas mais próximas às pessoas que chegam depois de mim que, teoricamente, estarão atrasadas.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Curtinhas
Ah....como eu adoro as revistas de celebridade!
O antro da futilidade e do lugar comum. E isso as torna imbatíveis em outro segmento literário: o humor.
Hoje, mais de uma hora e meia na sala de espera do médico. Mais de uma hora e meia de deleite.
Eis um clássico: bate bola com artistas. Perguntas curtas com respostas curtas. Esse estava na última página da "Contigo":
Nome: Alvaro Garneiro
Profissão: apresentador de TV
Maior defeito: não saber dizer não
Característica mais importante de um homem: honestidade
O que faz você feliz: meus amigos e minha família
Uma grande tragédia: perder as pessoas que amo
Como gostaria de morrer: dormindo
Em que ocasiões mente: em sonhos
Vaidade: escovar os dentes
A primeiro vez no sexo foi: Não me lembro. Só sei que foi inesquecível
Põe ou não põe o Golias no chinelo?
O dia em que decidi pedir demissão
Aconteceu há um ano e foi um grande alívio. Acordei em uma segunda-feira e me sentei desolado na beirada da cama, sem a mínima vontade de sair para trabalhar. Devo ter ficado uns dez minutos ali. Matutando. Fiz uma breve retrospectiva da minha carreira. Vislumbrei como eu estaria em um futuro próximo. Na verdade, eu estava em busca de motivação para tomar banho, me arrumar, pegar o carro e sentar em frente ao computador com uma campanha para criar.
O único motivo que encontrei foi financeiro. Não havia mais nada. É, não foi difícil decidir que eu tinha que sair do meu emprego.
A EtcoOgilvy, empresa em que eu trabalhava, é a maior agência de publicidade do interior do Brasil. Por ter a conta do Magazine Luiza seu faturamento é alto. Eu tinha 12 anos de casa, um salário bacana, uma posição estável, um cargo de liderança, mas não estava feliz. A agência estava esquisita. Eu estava esquisito. Faltava tesão. Faltava autonomia. Faltava perspectiva. Faltava entrosamento. Estávamos trabalhando de forma desordenada e massacrante. Muitas horas extras, nenhuma recompensa, reconhecimento zero.
Eu me sentia um estranho no ninho e resolvi que era hora de mudar. Não, não pedi demissão naquele dia. Talvez fosse o mais correto a fazer. No entanto, naquela época tinha uma campanha a ser criada: a inauguração do Magazine Luiza na cidade de São Paulo. 50 lojas seriam abertas em um único dia. Algo grandioso. Aquilo poderia me trazer a motivação de volta (nem que fosse por um tempo). Seria bom participar e então sair em grande estilo. Pensando nisso, estabeleci que após a campanha eu pediria demissão. O problema é que eu teria que esperar alguns meses.
Foi complicado, tive que ter paciência e me segurar em vários momentos, mas valeu a pena. O comercial da campanha que eu ajudei a criar foi finalista do Profissionais do Ano da Rede Globo e ganhou Ouro no Prêmio Voto Popular da Revista About.
Participar da criação dessa campanha foi o que me incentivou a ficar na agência por 6 meses do dia em que decidi pedir demissão. Sem isso, eu não conseguiria. Não teria por que lutar. Também não seria justo. Nem comigo e nem com a empresa. Estar pela metade em um lugar não é bom para ninguém.
Na semana que vem, eu conto tudo sobre o dia em que pedi demissão.
O dia em que...
22 de julho de 2009. Hoje é o dia em que começo a escrever sobre pequenas histórias da minha vida. Histórias que, na minha visão, merecem ser contadas. Sei lá, de tão pessoais e corriqueiras podem servir de inspiração para alguém. São breves crônicas profissionais, situações engraçadas ou emocionantes pelas quais passei, dias que ficaram na minha memória.
A quem interessar possa, boa leitura.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Com essa foto dá pra vender o quê?

Quais associações criativas essa imagem inspira? Manda aí.
Semana que vem nós publicamos o anúncio original.
Twittada
Deu em alguns jornais esta semana: "Diversos containers vindos da Inglaterra estavam carregados de lixo. Governo brasileiro diz que vai devolver tudo".
Bem que podiam colocar o Sarney e mais alguns lixos na devolução.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Filosofia de segunda
Filosofia X Verdade
Na maioria das vezes que ouvimos falar de Filosofia, de uma forma ou de outra, a associamos a busca pela Verdade, com V maiúsculo. A obcecada caça ao Ser, à essência última das coisas.O instrumento para alcançar essa suposta realidade só poderia ser a razão. Através desta, cria-se uma teoria e nasce um problema filosófico (filosofema). Entretanto, vale ressalta que geralmente um filosofema é gestado pelo próprio filósofo que o tenta desvendar.
Olhando para trás, então, a filosofia do último século propôs-se a um auto-questionamento, colocando em xeque a própria filosofia. Mais que isso: a filosofia começou a investigar a legitimidade dos filosofemas, investigar se existem, de fato, problemas genuínos.
Um grande exemplo é o inglês Gilbert Ryle (1900-1976). Ryle foi um grande crítico do dualismo cartesiano (divisão e relação corpo-mente) e afirmava que a história da filosofia poderia ser um grande mal entendido.
No entanto, a filosofia contemporânea, ao questionar os problemas e, principalmente, o dogmatismo da “tradição filosófica” é tão dogmática quanto ela, pois também almeja uma resposta conclusiva; também tenta imprimir um conhecimento definitivo do seu objeto.
Nesse conflituoso cenário emerge a importância do ceticismo.
Atualmente, o termo cético é usado vulgarmente para expressar aquele que não acredita em nada. Em termos filosófcos, relaciona se o ceticismo à impossibilidade de conhecimento.
Mas o ceticismo pirrônico, oriundo na Grécia Antiga, jamais postulou tais teorias.
Os céticos combatiam as doutrinas filosóficas que pretendiam estabelecer a verdade, a essência das coisas. Combatiam toda manifestação dogmática. Então, se o ceticismo afirmasse a impossibilidade do conhecimento, estaria sendo tão dogmático quanto à “tradição”, pois ao afirmar ou negar, faz-se um juízo, logo há um dogma.
Segundo Sexto Empírico (século II), num debate, em teorias antagônicas ou conflitantes, não podemos legitimar nem um lado nem outro. O cético é aquele que examina racionalmente, investiga constantemente os conceitos, sem a pretensão de chegar a uma conclusão. Posto um argumento, há a possibilidade de outro antagônico com a mesma força persuasiva. O próprio cético perante um argumento mais fraco pode e deve (aos moldes dogmáticos) construir argumentos opostos para que ambos sejam eqüipotentes, portanto indecidíveis.
A indecidibilidade perante os raciocínios leva o cético suspender seu juízo. Com isso, ele garante a tranqüilidade da alma (ataraxia), já que a busca pela verdade é perturbadora. Ciente da impossibilidade da verdade, ao contrário do que possa parecer, o cético não “cruza os braços”. Ele é um investigador constante com seu conteúdo de pesquisa sempre renovado.
O que se evidencia necessário, pois, é a substituição do Logos pelas impressões do mundo fenomênico, sensível (para os céticos o Logos é um grande enganador; Sexto Empírico chega a comparar algumas filosofias a discursos míticos, oníricos). Fazendo uso de uma linguagem comum, ordinária, é possível discutir questões, discordar ou concordar. Então, são levantadas hipóteses, sem a pretensão de uma resposta verdadeira ou falsa. No máximo, o que existe são respostas mais ou menos apropriadas.
sábado, 18 de julho de 2009
Doce Deleite
Ontem assisti à peça "Doce Deleite" no Theatro Pedro II.
E, cá para nós, o espetáculo faz jus ao título.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Com essa foto a Saatchi & Saatchi da China vendeu...

Ariel. Conceito: Não se assuste.
Rafael Nascimento foi nessa linha:
OMO White - deixa suas roupas brancas e cheirosas.
Você trabalha, a Omo limpa.
Agora as três melhores idéias, na nossa opinião, foram:
Não estrague a lua de mel. Deixe tudo bem limpo antes de casar.
Sanna's - sabonete íntimo feminino.
Criação do Douglas Padilha. Parabéns, Douglas!
Estrela Nova, buffets para eventos e casamentos. Com a gente você nunca vai ficar na mão.
Criação da Fernanda. Valeu, Fernanda!
Há formas melhores de economizar. Fininvest.
Criação da Nielle. Boa, Nielle!
Obrigado a todos que participaram. Bom fim de semana!







