terça-feira, 7 de outubro de 2008

O que as crianças vêem, elas fazem.

Aproveitando o ensejo da semana das crianças, me lembrei de um VT, veiculado na Austrália, criado para a ONG NAPCAN, com o intuito de despertar nos pais a importância de dar bons exemplos aos pequeninos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As 4 etapas do discurso na propaganda

O texto abaixo do Matheus, A construção do discurso, me fez lembrar das 4 etapas do discurso aristotélico na propaganda. Recentemente, foi tema de algumas aulas minhas.

No anúncio acima, que já publiquei no http://www.ehduca.blogspot.com/ (meu antigo blog), as partes descritas pelo Matheus são fáceis de serem identificadas:

1. Introdução (é o título)

2. Argumentação (justifica o título, envolve o leitor)

3. Provas (dá as credenciais do produto, explica seus atributos)

4. Peroração ou epílogo (fecha o raciocínio, chama para a ação)

Confira:

Título: "Uma pessoa que não entende nada se seguro me convenceu a fazer um Itauvida."

Texto: As agências Itaú e o seu corretor de seguros têm todos os argumentos do mundo para convencer você a fazer um Itauvida. Ou melhor, todos menos o mais importante: aquele argumento que chora quando tem fome, que adora um colo quentinho e volta e meia faz pipi na cama.

A gente até pode explicar que fazer um Itauvida dá menos trabalho que trocar uma fralda. Porque dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta), você escolhe a forma de pagamento, mensal ou anual e o débito é automático para os correntistas do Itaú, com todos os valores do seguro atualizados pela TRD. O Itaúvida dá tanta tranqüilidade como um pai cantando Boi da Cara Preta. Porque as garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo, além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. E para esclarecer dúvidas, o SOS Itaú é uma babá de plantão dia e noite. Precisou de ajuda, é só ligar para ele.

A única coisa que nem as agências Itaú nem o seu corretor conseguem, por mais que se esforcem, é receber você com aquele sorriso do seu filho sempre que você chega em casa. E, cá entre nós, você conhece um argumento mais convincente do que esse para fazer um Itaúvida?

Esse anúncio é de 83. Redação: Nizan Guanaes/Renato Konrath. Direção de arte: Tomás Lorente.

Filosofia de segunda

A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO

Com o surgimento da polis na Grécia clássica, todas as decisões passaram a ser tomadas em processos abertos, em debates na ágora (praça). A retórica (capacidade de descobrir o que é adequado a cada caso com o fim de persuadir ao ouvinte) e o estudo do discurso passam a ser fundamentais, pois a palavra agora era a própria vida social e política do grego.
Vários pensadores têm obras acerca do tema, mas nos deteremos basicamente em Aristóteles.

A construção de um discurso argumentativo, suscetível a propiciar alguma adesão por parte do auditório tem várias fases, cada uma com os seus requisitos.

1ª. Parte: Invenção

Em função do auditório e do assunto a debater procura-se escolher o tipo de discurso, argumentos e estrutura argumentativa mais adequada.

2ª. Parte: Disposição
É a fase mais importante. É a hora de organizar internamente o discurso, dando-se particular atenção à disposição dos argumentos de forma a conduzir o auditório à aceitação de uma dada conclusão.
O modelo clássico apresenta quatro momentos fundamentais:

a) Introdução
Apresentação da tese e sua contextualização. Este momento é decisivo para captar a adesão do auditório. O orador deve partir coisas que não suscitem polêmica, como fatos, verdades, presunções ou até valores, de modo a gerar um primeiro acordo com o auditório, predispondo-o a aceitar as suas conclusões.

b) Argumentação
Apresentação dos argumentos que sustentam a tese. Antecipando possíveis críticas são também apresentados alguns contra-argumentos e feita a sua refutação.
A ordem dos argumentos depende muito do auditório. Três alternativas possíveis:
- Ordem crescente. "O Inconveniente da ordem crescente é que, começando por argumentos fracos, ela indisponha o auditório, tire brilho à imagem do orador, esmoreça o seu prestígio e a atenção que lhe é dada", Chain Perelman (Império Retórico)
- Ordem decrescente. "A ordem decrescente, terminando o discurso com os argumentos mais fracos, deixa ao auditório uma má impressão, muitas vezes a única coisa que eles se lembram", Chain Perelman (Império Retórico)
- Ordem mista Os argumentos mais fortes são colocados no princípio e no fim, sendo os restantes colocados no meio do discurso.

c) Provas
Associadas aos fatos. Deve-se mostrar a sua proveniência. Podem-se tirar exemplos do passado, ressaltando aquilo que deu certo ou não, mas sempre com o intuito de levar o ouvinte a ações ou aceitações futuras. A força das provas de persuasão fornecida pelo discurso perpassa três vertentes:
1- O caráter moral do orador: quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão de o orador ser digno de fé.
2- A disposição dos ouvintes: quando estes são levados a sentir emoção, pois os juízos que emitimos variam de acordo com o que sentimos.
3- O discurso propriamente dito: quando mostramos a verdade, a partir do que é persuasivo em cada caso.

d) Peroração ou epílogo
É a união dos pontos principais das três fases anteriores. Síntese dos resultados atingidos que justificam a tese inicial.

3ª. Parte: Elocução
Redação do discurso. Existem três estilos
- Baixo e simples
- Médio ou agradável
- Elevado ou nobre

Analisando superficialmente, diríamos que o estilo “elevado” é o mais persuasivo. Mas não podemos perder de vista a quem o discurso é endereçado. Portanto, para cada caso um tipo de estilo é mais adequado.

4º. Parte: Ação
Pronunciação do discurso, onde a atenção é posta na atuação do orador, a forma como é necessário empregar a voz de acordo com cada emoção (volume, harmonia e ritmo), gestos, postura, de modo a criar uma empatia e receptividade no auditório para as suas teses.

A política suja

Na maioria, se não em todas as escolas, como acontece em toda eleição, este era o receptivo cenário para o eleitor na manhã deste domingo.





Acabada a fase das lorotas, o lixo espalhado no chão é uma última tentativa de pegar pelo cangote o eleitor indeciso ou, o que é mais provável, aquele que sequer sabe quantos números deve digitar para votar em vereador.

Um dos santinhos que mais me chamou a atenção continha dentre "n" promessas, o projeto cidade limpa. Esta é uma entre as tantas ironias que retratam bem o atual espírito da nossa política.

sábado, 4 de outubro de 2008

Com essa foto foi criado um anúncio...


...para a BMW.

Conceito: "Não é fácil ser único." Assina: Saiba como ser único: www.bmw.com/1series

Agora os três melhores, na nossa opinião, foram:

GPS. O melhor para se localizar.
Criação de um anônimo. Parabéns!

"A mim, não me basto mas, quando estou na multidão, sinto-me mais só do que no interior de uma caverna escura". Problemas de socialização?
Doutor Pacheco psicanalista.
Faz você descobrir você.
Criação do Ricardo Teixeira. Valeu, presidente!

Semana de arte abstrata.
MASP.
Criação do Igão. Boa, Igão!

Valeu e até a próxima.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mas será o Benedito?


Já não bastasse as asneiras políticas dos últimos dias, esta semana fomos ‘abençoados’ pelo divino.

A catedral de Ribeirão Preto – SP implantou o fiel de carteirinha, ou melhor, de cartão de crédito.

No intuito de ‘facilitar’ o dízimo, o Padre responsável pela igreja ira até abençoar a máquina do cartão.

É gente boa, Visa e Mastercard agora são instrumentos de Deus.

Aleluia, amém.

Conto mais

Toda sexta, vamos publicar um conto, uma poesia, uma crônica, enfim, um texto bacana para entreter o nosso fim de semana. Se você gosta de escrever, envie seus textos pra nós (oqueinspira@oqueinspira.com). Os mais bacanas, nós publicamos.
O primeiro é de minha autoria e trabalha um pouquinho com o fluxo de consciência de uma personagem que perdeu a pessoa amada.


O reencontro

A diferença em relação à minha lembrança era brutal. As paredes, enegrecidas pelo tempo, emprestavam ao boteco um “que” medieval. Do piso de madeira à parede principal, a trepadeira, soberana, alastrava suas folhas secas. No balcão, Augusto lia o jornal, provavelmente da semana passada, com o charuto pendido no canto da boca. Quatro mesas, com quatro cadeiras cada uma completavam o cenário.
O cardápio sobre a mesa empoeirada era desnecessário, sabia muito bem o que você pediria se estivesse aqui comigo.
- Augusto, marguerita, por favor!
Da bolsa, retirei o papel tingido pelo tempo. Uma lágrima escorreu e, furiosa, espatifou-se sobre a carta que você escrevera após nossa primeira discussão.
Despejei o pó esbranquiçado na bebida. A luz rala penetrava pela única janela e, refletida nas pedras de gelo do copo, deixava o ambiente ainda mais soturno.

Doze meses. Trezentos e sessenta e cinco dias. Oito mil setecentas e sessenta horas sem você. Um ano contado carregando aquela maldita imagem. Ai Sofia! Sua feição não entregava o sofrimento dos meses anteriores. Talvez porque você não quisesse que eu soubesse mesmo eu já sabendo e, quando chegou a hora, fez força para esconder atrás de um sorriso a terrível dor que te causava a desgraçada doença.
Duas da manhã em ponto. Exatamente a hora que, ao lado de você não presente, estava eu, somente eu. Imóvel, junto àquele caixote marrom que emoldurava o que sobrou de você. Tinha certeza que, daquele minuto em diante, estaria à deriva no mar revolto.
Ai, companheira! Dez anos que mais pareceram cem! Sofia, Sofia. A lembrança dos teus beijos ainda estremece meus alicerces, descompassa meu coração.

Com uma colher, remexi o preguiçoso pó no fundo do copo.

A primeira noite! Meus lábios já estavam anestesiados antes mesmo de você descolar os seus. As pernas, num ato de rebeldia, não obedeciam ao cérebro. Sentia, ao mesmo tempo, a coluna gelada e o peito fervendo. Homem algum conseguiria aquilo.
Mas não demora nosso reencontro, amor. Sem ninguém a espiar de canto de olho; a cochichar enquanto nos beijamos. Está chegando o dia de sentir novamente em suas têmporas, o coração pulsando as sílabas do meu nome. Não, não somos almas gêmeas. Gêmeos não se amam tão intensamente. Somos a mesma alma.
Criador! Por que te chamam assim? Sua função é criar, não destruir! Que Deus é você que rouba ao invés de doar?
O quarto estava escuro, porém romântico. Ela, com a camisola florida, veio ao meu encontro trazendo duas taças de champanhe e um par de olhos, meio ingênuos, meio maliciosos. Beijou meu pescoço nervoso e, descendo até metade das costas, arrancou-me um suspiro que jamais imaginei caber em mim. Acabava de descobrir o amor.
Às vezes, acho que foi bom. Ou no mínimo, didático. O que era desconfiança, agora é certeza: essa verdade absoluta que nos empurram goela abaixo desde criança não é tão verdadeira assim. Divindade e razão não poderiam coexistir. Divindade é o estado de espírito que algumas pessoas atingem, sem relação com deuses ou crenças. Atingem, justamente por não estarem presas a uma razão infundada.
Essa razão, presente na grande maioria dos homens, não permite que vejam que são menos racionais do que sua limitada racionalidade pode conceber. Homens e mulheres que vivem, mediocremente, até caírem no abismo da morte. Como você era diferente deles, Sofia. Trazia consigo divindade e razão, impossíveis aos outros mortais. Agora, estou mais vazia do que o propósito de vida dessas insignificantes criaturas.

Augusto pigarreou. Foi o suficiente para que eu voltasse.
A pouca luz agora ofuscava minha visão. Uma golada, cinco minutos e estaria eu novamente em seus braços paradisíacos.
Vencida a última página do jornal, Augusto fitou-me por incômodos segundos.
A distração que uma fila de formigas causou-me foi rompida pelo estrondo. A fumaça saia pelo cano preto e lustroso. Augusto aproximou-se lentamente, ajoelhou-se ao meu lado. Com a mão desocupada sobre o meu peito ensangüentado e lágrimas nos olhos, revelou:
- Sempre amei Sofia.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Teoria de Quinta

Charles Bukowski. É dele a melhor definição de estilo


Charles Bukowski é um dos meus poetas favoritos. O texto dele é cortante, cru, direto. Nasceu na Alemanha e mudou-se ainda criança para os EUA. Boêmio e bêbado, era conhecido como Velho Safado. No início do livro Crônicas de Um amor Louco, ele define ‘estilo’. É a melhor definição que já li sobre o tema:

“Chega de papo furado e vamos direto ao que chamam de ‘arte’.
Estilo. Estilo é a resposta de tudo.
É um jeito especial de fazer uma tolice ou algo perigoso.
Antes fazer uma tolice com estilo do que algo perigoso sem estilo.
Fazer algo perigoso com estilo é o que eu chamo de arte.
Uma tourada pode ser arte.
O boxe pode ser arte.
Amar pode ser arte.
Abrir uma lata de sardinha pode ser arte.
Poucos têm estilo.
Poucos mantêm o estilo.
Já vi cães com mais estilo que os homens.
Apesar de que poucos cães têm estilo.
Gatos têm muito mais estilo.
Quando Hemingway estourou seus miolos teve estilo.
Há pessoas que dão estilo.
Joana D´arc tinha estilo.
João Batista, Jesus, Sócrates, César, Garcia Lorca.
Conheci homens na prisão com estilo.
Conheci mais homens na prisão com estilo do que fora.
Estilo faz a diferença.
O jeito de se fazer, o jeito de ser feito.
Seis garças tranqüilas à beira de um lago…
Ou você, saindo nu do banheiro, sem me ver.”

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O origami inspira


Foram apresentadas esta semana, durante a Semana de Moda de Paris, as peças que compõem a coleção primavera-verão 2009 da Issey Miyake, formadas por dobraduras em tecido, inspiradas no origami. As peças foram criadas pelo estilista japonês Dai Fujiwara.

Esta arte japonesa (origami) surgiu no Período Edo (1603 a 1867) e durante séculos foi transmitida verbalmente de geração em geração até tornar-se parte da herança cultural dos japoneses, mas, somente a partir de 1950, através do talentoso Akira Yoshizawa, se tornou conhecida. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros.

Após vários anos esta arte se difundiu por vários países, sendo cada vez mais aperfeiçoada e inspirando cada vez mais pessoas.

Quem nunca fez barquinho, aviãozinho, chapeuzinho ou sapinho dobrando papel?

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com a foto dessa multidão? Palpite aí. Mande um post com sua sugestão. Até sábado, nós publicamos o anúncio original. Valeu!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

minúsculos contos do nosso dia-a-dia

A mulher da sua vida

Um dia você acorda e descobre que ela não é a mulher da sua vida, que o encanto acabou, que tudo não passou de um lamentável engano, que apesar dos bons momentos passados juntos, foram apenas bons momentos, nada além disso, nenhum futuro à vista. Descobre que o tempo acaba com qualquer relação e que a rotina é um saco. Olhando para ela dormindo, corpo nu estirado na cama, descobre imperfeições antes não notadas, uma gordurinha ali, uma celulitizinha acolá, e que os peitos dela não são tão firmes, nem o cabelo tão sedoso. E descobre que de manhã, cabeça fresca, as coisas são mais claras do que de noite, 5 doses de uísque depois. E suspira.
E descobre que a relação acabou mesmo. E que agora é contar para ela. E é só descobrir como. E nesse dilema, ouve o celular tocar e uma voz do outro lado, histérica:
— Onde você está? Você tem mulher, sabia?? Onde passou a noite??? Com quem???? Seu desgraçado...
E depois de desligar conclui, sorriso nos lábios, que a mulher da sua vida deve existir sim, você só não sabe onde mas, tudo bem, um dia você acha. Afinal, o gostoso de tudo isso é que a procura continua.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Apita o árbitro



Esta noite foi inaugurado em São Paulo, com a presença de ‘lendas do esporte’, o Museu do Futebol, montado sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu.

Somando modernidade e nostalgia, o museu é interativo e proporciona aos visitantes uma viagem inesquecível que conta a história do esporte mais popular do país.

Com funcionamento apenas nos dias em que não houver jogos no estádio, o Museu, com 6.900 m², abriga tanto a história do futebol brasileiro como a evolução do país em outros aspectos.

Dentro do museu há ainda auditório, sala de exposições, bar, loja de souvenirs, além de jogos interativos.

Os responsáveis pela museografia foram a diretora de cinema e cenógrafa Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara.

Apesar do alto investimento (R$ 32,5 milhões), a iniciativa da prefeitura paulistana e do governo do estado, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tenta preservar uma jóia pouco valorizada por nós, brasileiros: memória.

Armani faz celular inspirado nas luzes de Tóquio

Em plena era iPhone, o estilista italiano Giorgio Armani se inspira nas luzes de neon de Tóquio e projeta o novo modelo da Samsung, o Night Effect, com foco no público jovem, apaixonado por música.

Com menos de 12 mm de espessura, o aparelho é equipado com leds nas laterais que produzem iluminação nos tons vermelho, verde ou azul toda vez que o usuário recebe ou realiza chamadas, possui câmera de 3 megapixels, funciona como tocador de música e suporta os formatos de vídeo MPEG4, H.263, H.264 e WMV. Um dos destaques do produto é sua tela colorida de 2,2 polegadas do tipo AMOLED, que permite a visualização do conteúdo de qualquer ângulo.

Segundo o próprio Armani, os consumidores de sua marca gostam da vida noturna e saem quando as luzes da cidade iluminam as ruas. "Existe uma energia depois que anoitece que é muito Emporio Armani. Elegância com modernidade, assim como o Night Effect", comenta o criador. O lançamento será em novembro, na Europa. Ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.

Essa mistura (moda + comunicação) é muito interessante, principalmente pra nós, publicitários, que buscamos novas tendências.

Filosofia de segunda

Crueldadades lógicas

1- Inúmeras são as vezes que utilizamos a expressão “se Deus quiser” para algo que desejamos muito ou “Deus quis assim” referindo-nos a um acontecimento passado, recaindo numa espécie de conformismo.
Mas, logicamente, incorremos num erro de raciocínio ao invocar o nome divino.
Quem quer de fato alguma coisa quer por uma necessidade. Quem necessita, é carente de algo. Um ser carente, necessariamente é finito. Então, das duas uma: ou esse Deus para o qual clamamos é mortal como nós ou ele sequer ouve aos nossos apelos.

2- Onipotente é aquele ser que tudo pode. Deus, segundo o que consta, é onipotente. Então, se fosse imputada a Deus a tarefa de criar uma pedra a qual Ele fosse incapaz de levantar, o que Ele faria?

3- Kant, filósofo alemão do século XVIII, renuncia a possibilidade de um conhecimento absoluto. Seríamos incapazes de conhecer as coisas em si, a essência dos objetos e das pessoas.
O máximo que conseguiríamos seria captar através dos sentidos o objeto que nos é apresentado. Portanto, vemos não o objeto em si, mas a representação que nós criamos desse objeto. Seguindo essa linha de raciocínio, quando declaramos amor a outra pessoa, nada mais estamos fazendo do que amando uma imagem que nós criamos daquela pessoa; amando a nós mesmos. No limite, o amor ao outro seria puro egoísmo.

4- Tudo o que adentra a linha temporal está fadado ao fim. Assim, no exato instante da concepção do seu filho, você condena-o à morte.

Pisque menos


Mais dois anúncios da campanha da Fallon de Singapura para a P2, solução para lentes de contato. Quem usa lente (eu uso) sabe bem do que se trata.

sábado, 27 de setembro de 2008

Com essa foto a Fallon de Singapura vendeu...


Solução para lentes de contato P2.

Título: Pisque menos. Assina: P2. Mais conforto para os olhos.

Agora de todas idéias postadas, a melhor (na nossa opinião) foi:
Casa da Sela.
O conforto vem a galope.
Criação do Cowboy do Asfalto. Valeu, Cowboy!

Valeu, galera!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Assunto do dia

iPhone 3G finalmente chega ao Brasil


Começou, a partir da 0h desta sexta-feira, a venda do iPhone 3G no Brasil. Desde o primeiro minuto da madrugada, a Vivo fez uma ação de lançamento em lojas localizadas em 11 Estados brasileiros para recepcionar os primeiros clientes - alguns famosos. Em Florianópolis, o primeiro comprador foi o tenista Gustavo Kuerten; em Porto Alegre, o meio-campista uruguaio Orteman (do Grêmio) e o atacante Nilmar (do Internacional) estavam entre os cerca de 40 interessados que foram à megastore da Vivo.
Eleito o melhor aparelho eletrônico do ano na Inglaterra, o queridinho da Apple combina celular, player de mídia e internet banda larga e o modelo mais simples sai na faixa de R$1.000,00. Baraaato hein?

Blog da hora

Pra quem gosta de suspense, adrenalina e muito sangue, indico o blog Terra Morta. No estilo Resident Evil, o blog já é sucesso na rede. Vale a pena conferir.

Celulite. Assumir ou combater?

Para um mesmo problema, dois comportamentos diferentes.






Aqui no Brasil a Revista Nova contou com o apoio de celebridades como Fernanda Souza e Grazi Massafera e lançou a campanha "Eu tenho celulite". Objetivo é "libertar a mulher que se frustra e tem vergonha do corpo ao ver as famosas perfeitas nas páginas das revistas".
Já a TBWA/Alemanha criou esse painel para Nivea: "Adeus celulite!"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escute seu corpo

Em janeiro deste ano, desbravando a Europa, fiquei fascinado com o Peugeot 207, que até então nem se cogitava por aqui. Meses depois, finalmente ele chegou, para alegria de “muitos”.

A campanha publicitária de lançamento no Brasil deixou muita gente boquiaberta, explorando nossos sentidos e emoções de maneira inovadora e inusitada. Criada pela agência Loducca e produzida pela Hungry Man, o filme nos mostra a cadência dos bateristas dando vida aos batimentos cardíacos, o trabalho ritmado das artérias representadas pelos ciclistas, o sentido da visão através dos grandes globos oculares, a reação do cérebro aos estímulos causados pela presença do 207 e a captação de imagens da coluna vertebral.


Confesso que no início, apesar de ter gostado do VT, eu não havia entendido todas estas performances, porém, após pesquisar a respeito, simpatizei ainda mais com a criação da Loducca, que por sinal está sendo veiculada em toda a América Latina. Agora, após o burburinho de lançamento, começou a ser veiculado o desdobramento: um VT com a gaaata da Flávia Alessandra. Pra mim, apesar da beleza global da moça e dos traços marcantes do carro, a Peugeot/Loducca pisaram na bola, voltando para a mesmice do varejo.


Pra finalizar, a inspiração européia, ao som de “The Marcels – Heartaches”.