quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mais anúncios da campanha para Telefônica


Comparação incomparável


Fato: amor de mãe é incomparável.
Agora, fazer uso de uma comparação para comunicar isso é de uma genialidade monstra.
Bônus: reticências no título.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Com essa foto a Young & Rubicam, Argentina, vendeu...


Telefônica. Conceito: As tarifas mais baixas de chamada para o Japão e Escócia.

Agora as duas ideias mais criativas, na nossa opinião, foram:

De exótico já basta você. Use o básico. Hering.
Criação da Barbara. Boa, Barbara.

Nova Linha Niely Gold. Transforma.
Criação do Maurício. Valeu, Maurício.

Amanhã tem outra imagem. Até lá.

Twittada

Destaque de hoje no portal globo.com "Presidente Lula sobrevoa área alagada no Piauí".

Esse acontecimento serviu para levantarmos uma discussão: cadê a mobilização nacional em prol das vítimas nordestinas? Será que se fosse no sul (como santa catarina) já estaríamos sensibilizados?

Curtinhas

"Às vezes, o ter que fazer é mais desgastante do que o fazer"

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Filosofia de segunda

Filosofia e ciência

Do seu surgimento no século V a.C., com Tales, na Grécia, até o século XVI, a filosofia teve o ambicioso caráter de explorar as possibilidades do conhecimento. Todas as possibilidades do homem.
Ciências como física, química, biologia, história, política, ética, oratória, persuasão, etc., eram temas estritamente filosóficos. Um exemplo elucidativo é Aristóteles, cujo sistema abrangeu desde a análise da anatomia dos insetos, passando pelo estudo dos corpos celestes e culminando na Metafísica, que trata de conceitos complexos do SER.
Assim como se deu no surgimento da filosofia - passagem das narrações míticas para o especular racional - o cenário no século XVI começou a se transformar com a necessidade de um novo método de estudo.
Com descobertas importantes como a luneta, por exemplo, a física aristotélica não se sustentava mais em confronto com a experiência. Muitas teses, petrificadas por toda a antiguidade e medievalidade, são solapadas pela especulação moderna.
Nascia a Revolução Científica. Galileu e Descartes são nomes importantes desse período.
O projeto agora era o de domínio do homem sobre a natureza. E para se chegar a uma ciência capaz de dominar a natureza, era preciso seguir procedimentos diferentes dos teorizados na lógica aristotélica. Agora o saber tem que ser útil, um saber para poder.

Em certa passagem, Galileu cita textualmente: necessitamos de “novos preceitos de arquitetura para construir o edifício do saber.”
A ciência dos antigos, puramente contemplativa é estéril. É necessária uma nova ciência, orientada para a prática.
Com esses preceitos, Galileu concentrava-se apenas no que antes chamaríamos de ‘filosofia da natureza’, sem pretensões metafísicas. Para ele, os dados quantitativos são mais relevantes do que os qualitativos. Vislumbrava a possibilidade da plena inteligibilidade da natureza mediante a linguagem matemática. Surge o “cientista”.
Eis a origem da racionalidade técnica que, mais tarde, suscitaria sérios problemas para a humanidade, como a exploração desenfreada dos elementos naturais, e o “utilitarismo” intelectual que, em certo sentido, contribui para o atrofiamento do pensar.

Filosofia e ciência estão separadas desde então. E a cisão é cada vez mais eminente. Primeiro, as ciências “exatas” e "biológicas" se desgarraram da mãe. Mais tarde, no século XIX, com o surgimento das ciências “humanas” áreas como psicologia, ciências sociais, ciências políticas e antropologia se desmembraram. A própria filosofia se fragmentou. Filosofia da linguagem, filosofia da mente e filosofia da ciência são exemplos claros.

Seja como for, a filosofia (como um todo) ainda tem muita relevância e um campo vasto de atuação. Ela é o ponto de partida de qualquer ciência, já que se ocupa da generalidade. Uma tese filosófica tem que ser universal; aplicável ao todo. A ciência, ao contrário, se preocupa com o particular. Cria áreas do conhecimento que tratam determinados problemas de modo mais especializado. É o recorte das teses gerais da filosofia, pois trabalha com os casos que fogem da generalidade, confrontando-os com a experiência.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vitopaper


Pois é gente boa, a Vitopel (maior produtora de embalagens flexíveis da América Latina) em parceria com a Universidade Federal de São Carlos anuncia para a próxima segunda-feira (04/5) o lançamento do papel sintético.
Produzido a partir de plásticos reciclados, o processo (sustentável) conta com tecnologia 100% nacional e apresenta excelente qualidade.
A novidade estará presente em segmentos como livros didáticos, envelopes, folders entre outros, além de gerar empregos através das cooperativas de catadores de lixo.

Clap, clap, clap.

O planeta agradece.

Teoria de quinta

Música de quinta

Disse Khalil Gibran: "Como a poesia, a música retrata os estados da alma e as ondulações do coração, e concretiza os pensamentos invisíveis, e descreve o que há de mais belo nos desejos e sensações do corpo”.
Poesia e música compartilham um elemento essencial: a rima. Esta pode se dar de várias maneiras:

Externa:
“Lembranças, que lembrais meu bem passado
Para que sinta mais o mal presente
Deixai-me se quereis viver contente
Não me deixeis morrer neste estado”
(Camões)

Alternada:
“Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco”
(Álvares de Azevedo)

Intercalada:
“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco”
(Augusto dos Anjos)

Emparelhada:
“Aos que me dão lugar no bonde
e que conheço não sei de onde,
aos que me dizem terno adeus
sem que lhes saiba os nomes seus”
(Carlos Drummond de Andrade)

Encadeada:
“Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz”

Misturada:
“A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene...
Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais”
(Cecília Meireles)

A rima é rica quando acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes, por exemplo, entre “vagos” e “lagos”.
Infelizmente, o pensamento de Khalil Gibran não é contemplado na maioria das composições contemporâneas. O que mais ouvimos nas rádios são rimas dignas de esmola.
Tendo em vista esse défcit intelectual, Gustavo Martins, editor, roqueiro e jornalista elaborou uma pesquisa da incidência dos maiores lugares-comuns nas músicas mais tocadas entre 2001 e 2005, e os clichês mais usados nelas.
O pesquisador contabilizou 3.073 rimas que estiveram presentes nas 100 músicas mais tocadas, e chegou aos 11 pares de palavras mais batidas. “Assim” e “Mim” apareceram em primeiro lugar: a cada 50 rimas, uma teria esse encontro. Depois, seguem-se “Coração” e “Paixão” (“Coração”/ “Solidão” vem em 6º lugar, com 18 incidências; em 11º lugar, “Coração”/ “Mão”). “Mas o mais patente vício combinatório parece ser o das palavras sorriso/paraíso. Todas as ocorrências da palavra ‘paraíso’ foram rimadas dessa forma, sempre com ‘sorriso’ como termo A e ‘paraíso’ como termo B”, diz.
As rimas de natureza sentimental ocuparam 87% das canções analisadas, com mais incidência no gênero “pop”, contando com a contribuição de gênios como Latino, Kelly Key, Wanessa Camargo e o grupo Revelação.
As rimas com verbos no infinitivo e no gerúndio também foram muito recorrentes.

Mas, afinal de contas, por quê?
Preguiça ou incapacidade intelectual do compositor?
Falta de vergonha na cara?
Vício?
Exigência mediana do ouvinte?

Postos os possíveis motivos e, fazendo uso da liberdade poética, seríamos induzidos a elaborar uma interpretação mais adequada para a expressão “poluição sonora”.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Com essa foto dá pra vender o quê?


Quais associações criativas essa imagem inspira? Mande sua sugestão. Segunda-feira nós publicamos o anúncio original.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais anúncios da campanha para Rotter & Krauss


Curtinhas

"A diferença entre um animal e o homem é que um vive e o outro sabe que vive"

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Com essa foto a Leche Lowe, Chile, vendeu...


Aparelhos auditivos Rotter & Krauss. Conceito: "Ouça mais uma vez."

Agora as duas melhores ideias, na nossa opinião, foram:

A vida passa muito rápido. Leia mais.
Quem lê não perde tempo. Companhia das Letras.
Criação da Fernanda. Boa, Fernanda!

É assim que quem você ama está se sentindo.
21 de setembro. Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer.
Criação do Sérgio Gaspar. Valeu, Sérgio!

Filosofia de segunda

Mas, o que é isso?

Ás vezes, discutindo determinado assunto, nos surpreendemos ao fazermos a nós mesmos a pergunta: mas o que, de fato, é isso? Sobre o que estamos conversando há horas?
Perguntas como essas inquietavam Platão cinco séculos antes de Cristo. Atentando-se a isso, ele viu a necessidade da DEFINIÇÃO. Temos em Platão a primeira tentativa de sistematizar uma Teoria do Conhecimento.

Sempre que perguntamos “o que é” estamos em busca da definição daquele algo.
Surge, então, a necessidade da definição de definição. Eis: tornar claras as propriedades essenciais do conceito (representação intelectual); falar o que a coisa é, evitando que esta seja confundida com outra.
Pela atividade filosófica, pela reflexão, é possível passar-se do plano conceitual à definição.

Em seu diálogo intitulado Menon, Platão (através do personagem Sócrates), indaga o jovem que dá nome à obra sobre o que seria a virtude. Primeiramente, Menon dá exemplos, classifica atos virtuosos.
A classificação pressupõe uma clareza anterior dos conceitos, pressupõe conhecimento. Quem classifica já sabe o que é; o que deve ser explicado está contido na explicação.
Insatisfeito, Platão faz a pergunta novamente e Menon responde: virtude é “administrar justamente”. Ele não classifica, mas também não define. A justiça é uma virtude e não a virtude. A definição tem que alcançar a generalidade. Essa é particular, não serve.
Em seguida Menon define: virtude é o desejo de coisas belas e a capacidade de alcançá-las. Agora, o jovem comete um erro ainda maior: multiplica o número de entidades. Sob esse aspecto, para sabermos o que é a virtude, precisaríamos saber o que é a vontade, o belo, a possibilidade de alcançar isso, etc. Ele utiliza termos que ainda não definiu.

No diálogo Teeteto, Platão, depois de um árduo percurso, define conhecimento.
Conhecimento é opinião verdadeira justificada. Ora, todo saber nasce de uma crença, que pode ser verdadeira ou falsa. Com o crivo da razão, descarta-se a opinião falsa. Mas isso não basta. É preciso fundamentar essa opinião verdadeira com uma explicação racional. Chega- se a opinião verdadeira justificada, a definição clássica de conhecimento que perdura até os dias de hoje.
No entanto, o próprio autor, ao final do texto, nos alerta quanto à insuficiência dessa definição, já que para justificar algo racionalmente, necessariamente devemos conhecer o que está sendo definido. Só justifica quem possui conhecimento. Logo, o conhecimento não pode estar presente na definição. Cria-se assim um raciocínio circular (ou tautológico) do qual não se pode sair.

Mais tarde, em sua obra Carta VII, Platão apresenta as etapas para o conhecimento:
1- Nomear: dar nome as coisas que são sentidas.
2- Definir: uso das palavras para tornar claras as propriedades do conceito.
3- Imagem: representação da coisa em si (conhecimento icônico).
A “mistura” desses 3 itens entre si eleva o homem ao quarto nível, o conhecimento propriamente dito. Este, por sua vez, ao grau máximo, o Ser.

Como explicar o Erro?
O erro dar-se-ia quando o contato entre os 3 elementos não for apropriado. Se o “atrito” entre nome, definição e imagem não for adequado, a faísca do conhecimento não se acende.

Bem, obviamente cada filósofo traz à tona suas definições dentro do seu contexto e tendo em vista o abalizamento de seu sistema filosófico. Como exemplo, duas definições de justiça:
1- Cada um dedicando-se àquilo que é prescrito por sua natureza;
2- Dar a cada um aquilo que é de direito.
Dá no mesmo termos duas definições ou nenhuma, já que ainda fica a pergunta: o que é justiça, então?

Longe de querer esgotar o assunto, espero que essas inquietações filosóficas, no mínimo, façam vocês refletirem sobre o que conversam, sobre o que escrevem e sobre os termos empregados para isso. Espero ainda que essas reflexões acendam a faísca da filosofia e vontade de responder a perguntas cruciais tais como: o que é a beleza, o que é o bem e, principalmente, o que é a vida.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sexta poltrona

Sem notícias de Deus

O céu está vazio, o inferno, cheio. Cada alma é disputada com unhas e dentes pelos dois espectros. Quando parece que uma contusão no cérebro vai encerrar a vida do boxeador mexicano Manny (Demián Bichir), duas agentes sobrenaturais são enviadas para tentar conquistar sua alma: uma é um anjo de um céu que se parece exatamente com o melhor de Paris e onde todos falam francês (Victoria Abril). A outra é uma garçonete do inferno (Penélope Cruz), enviada para seduzi-lo a passar o resto da eternidade numa prisão pintada de vermelho, onde todos falam inglês.

A trama, muito bem escrita, coloca os defeitos tanto do "mal" quanto do "bem".
Enquadramentos e ângulos muito bem planejados possibilitam uma visão profuda dos sentimentos das personagens. O filme espanhol, dirigido e escrito por Agustín Díaz Yanes, recebeu 11 indicações ao prêmio Goya, dentre elas, melhor filme e melhor roteiro original.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

E por falar em filme

Em agosto estreia nas telinhas tupiniquins "O Contador de Histórias", com Maria de Medeiros e direção de Luiz Villaça. O filme conta a história real do brasileiro Roberto Carlos Ramos, educador e considerado o maior contador de histórias do mundo.
Confira o trailer abaixo:

Brazuca neles


Novo longa-metragem do cineasta brasileiro Heitor Dhalia (À deriva), foi selecionado na série "Un certain regard", que faz parte da seleção oficial da 62ª edição do Festival de Cannes.
O evento acontece de 13 a 24 de maio na riviera francesa.
No total, 53 filmes de 23 países estão na seleção, sendo 20 em competição pela Palma de Ouro, outros 20 na seção "Un certain regard" e os demais fora de competição.

Fala sério, tá no papo.

A lista completa dos filmes você vê abaixo:

Palma de ouro
- "Los abraços rotos", de Pedro Almodóvar
- "Fish Tank", de Andrea Arnold
- "Um prophète", de Jacques Audiard
- "Vincere", de Marco Bellocchio
- "Bright Star", de Jane Campion
- "Map of the sounds of Tokyo", de Isabel Coixet
- "A l'origine", de Xavier Giannoli
- "Das Weisse Band", de Michael Haneke
- "Taking Woodstock", de Ang Lee
- "Looking for Eric", de Ken Loach
- "Chun feng chen zui de ye wan", de Lou Ye
- "Kinatay", de Brillante Mendoza
- "Enter the void", de Gaspar Noe
- "Bak-Jwi", de Park Chan-wook
- "Lhes herbes folles", de Alain Resnais
- "The time that remains", de Elia Suleiman
- "Inglourious basterds", de Quentin Tarantino
- "Vengeance", de Johnnie To
- "Visage", de Tsai Ming-liang
- "Antichrist", de Lars Von Trier

Um certo olhar
- "Mother", de Bong Joon Ho
- "Irene", de Alain Cavalier
- "Precious", de Lee Daniels
- "Demain Des L'Aube", Denis Dercourt
- "À Deriva", de Heitor Dhalia
- "Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh", de Bahman Ghobadi
- "Los Viajes Del Viento", Ciro Guerra
- "Le Père de Mes Enfants", de Mia Hansen-Løve
- "Skazka Pro Temnotu", de Nikolay Khomeriki
- "Kuki Ningyo", de Hirokazu Kore-Eda
- "Kynodontas", de Yorgos Lanthimos
- "Tzar", de Pavel Louguine
- "Indepencia", de Raya Martin
- "Politist, Adjectiv", de Corneliu Porumboiu
- "Nang Mai", de Pen-Ek Ratanaruang
- "Morrer Como um Homem", de João Pedro Rodrigues
- "Eyes Wide Open", de Haim Tabakman
- "Samson And Delilah", de Warwick Thornton
- "The Silent Army", de Jean Van de Velde

Fora de competição
- "Agora", de Alejandro Amenabar.
- "The imaginarium of Dr.Parnassus", de Terry Gilliam.
- "L'armée du crime", de Robert Guédiguian.

Sessões de meia-noite
- "A town called panic", de Stéphane Aubier e Vincent Patar
- "Drag me to hell", de Sam Raimi
- "Ne te retourne pas", de Marina de Van

Sessões especiais
- "My Neighbor, my killer", de Anne Aghion
- "Manila", de Adolfo Alix Jr. e Raia Martin
- "Min ye", de Soulymane Cisse
- "L'epine dans lhe coeur", de Michel Gondry
- "Petition", de Zhao Liang
- "Kalat hayam", de Keren Yedaya

Cinema inspira casamento

O casal Keithi Green e Kristine England casaram-se caracterizados de 'Shrek' e 'Fiona'. Como se não fosse o bastante, todos os convidados também tiveram que se fantasiar. Imaginem o padrinho 'burro falante' e o madrinha 'biscoito'. Bizarro.

fonte: globo.com

Com essa foto dá pra vender o quê?


Quais associações criativas essa imagem inspira? O que é possível vender com ela? Mande uma ideia ou duas, quem sabe três. Segunda-feira, nós publicamos o anúncio original. Até lá.

Mais anúncios da campanha para Tylenol


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Com essa foto a Euro RSCG, México, vendeu...


Tylenol. Conceito: Há algumas perguntas que dão essas dores de cabeça.

Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
Ninguém aguenta ouvir o disco da Xuxa o dia todo.
Compre agora mesmo: Tirei a peruca do SS.
O mais novo e estrondoso sucesso cantado pela menina Maysa.
Criação do Luciano Bitencourt. Boa, Luciano!

A queda

O filme narra os últimos dias de Hitler, confinado em um quarto de segurança máxima. Abaixo as cenas que não entraram na edição final. É de impressionar!



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Filosofia de segunda

O que importa pra você?

- Bom dia. O que foi?
- Ontem você não foi assistir a minha apresentação!
- Mil desculpas, saí tarde da empresa.
- Por quê?
- Você sabe. Fui promovido.
- Mas antes disso você também saía de casa cedinho e só voltava à noite.
- Claro. Tinha que mostrar serviço justamente pra ser promovido.
- Trabalhando muito a gente fica rico?
- Se trabalhar duro por toda a vida e for moderado, sim.
- Moderado?
- É. Não exagerar, entende?
- Mais ou menos.
- Tem que se controlar.
- E por que quase toda noite você briga com a mamãe?
- ...passa a manteiga, por favor. Sobre o que foi sua apresentação?
- Tá aqui o panfleto!
- “... o fio condutor da peça é a comparação entre um boi um homem e como, às vezes eles invertem o papel da natureza...” Interessante, hein!
- Me leva hoje na escola.
- Não posso. Tenho uma reunião em 20 minutos.
- Ah!
- Não faz essa carinha. Trabalho duro pra te dar do bom e do melhor. Você é a coisa mais importante da minha vida!
- Papai, posso fazer mais uma pergunta?
- Claro, filhão.
- O que quer dizer importante?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sexta poltrona

Vicy Cristina Barcelona narra as aventuras de duas amigas que viajam para Barcelona.Vicky (Rebecca Hall) é centrada, prática. Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, meio-artista.

Na cidade catalã, no verão, as duas visitam os cartões postais da cidade, vagueiam pelas ruas ensolaradas e numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que teve um divórcio conturbado da mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), linda - e maluca.

O encontro entre as garotas e Juan Antonio parece dizer ao público: "bem, agora sim elas chegaram a Barcelona". Agora, sim, o filme começa. E é o que de fato acontece. Surgem então as observações espirituosas, o humor e as idiossincrasias tão caras ao diretor. Enquanto um personagem se questiona se o amor autêntico é o que dá sentido à vida, outro pergunta com afetação a um casal de amigos se eles têm idéia de quanto custa um tapete oriental.

Como diria um especialista em metafísica transcendental que não acredita na conquista da Lua, o mundo pode ser dividido justamente assim. Entre os que querem saber o que dá sentido à vida e os que se importam verdadeiramente com o valor de mercado de uma bela tapeçaria.

Se valeu a pena a cidade de Barcelona ter investido dinheiro no projeto de Woody Allen? Indiscutivelmente. Vicky Cristina Barcelona é um dos filmes de verão mais charmosos dos últimos anos. E prova que não é preciso muita elucubração intelectual para absorver a cidade, sua estética, seu espírito. A beleza dela - assim, sem filtros, com todos os temperamentos catalães que tem a extravasar - está à distância de um toque.

Comportamento humano

Conversa I

Ouvi nessa manhã, de dentro de uma casa amarela. A mãe para o filho de 5 anos:
- Por que você prefere brincar com o vizinho de 2 anos do que com seu irmão de 3?
Resposta do menino, de sopetão:
- Ah, mãe por que ele é meu irmão, ué!

Conversa II

Ouvida nessa tarde, dentro do banco. Uma caixa fala para a outra:
- A Lílian pediu pra gente colaborar com 5 reais para comprar um bolo de aniversário para a Ana.
Resposta:
- Eu não vou colaborar com nenhum centavo. No meu aniversário não teve nada!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Complemento do post "Talento colaborativo".

Bom pessoal, aqui está a grande apresentação da primeira orquestra colaborativa do mundo.



Sensacional.

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com essa imagem? Dê seu palpite, mande seu post. Até segunda, a gente mostra o anúncio original. Até lá!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Talento colaborativo


O YouTube criou em dezembro do ano passado o canal YouTube Symphony Orchestra. Uma ideia genial, com o intuito de promover a música clássica e convidar os músicos amadores e profissionais de todas as idades, locais, e instrumentos a participarem de um concurso mundial.
Os interessados tinham que fazer o upload de dois vídeos: um mostrando suas habilidades técnicas e o outro executando uma nova peça composta pelo compositor chinês Tan Dun feita exclusivamente para este projeto. Os vídeos foram julgados por especialistas das orquestras filarmônicas de Berlim, Nova York e São Francisco.
E hoje, às 2130h (horário de Brasília), os vencedores estarão reunidos no Carnegie Hall de Nova York sob a regência do maestro Michael Tilson Thomas para, enfim, apresentarem a primeira orquestra sinfônica colaborativa do mundo.
Para nosso orgulho, duas brasileiras, a violoncelista Larissa Mattos e a violinista Irina Kodin, foram selecionadas para compor a orquestra. Ao todo, serão mais de 90 músicos de 30 países e territórios, tocando 26 instrumentos diferentes.
Comprovando a eficácia do projeto, desde seu lançamento, o YouTube Symphony Orchestra registrou 13 milhões de acessos, com visitantes de mais de 200 países. E mais de 3 mil vídeos de músicos amadores e profissionais foram cadastrados.

E tem gente que ainda insiste em mídias convencionais.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pequenos planetas



Alexandre Duret-Lutz , um professor da Escola de Engenheiros em Informática de Paris, está desenvolvendo um trabalho artístico muito interessante, utilizando uma técnica fotográfica (projeção estereográfica) que permite captar imagens de 360 por 180 graus de monumentos, ruas ou áreas geográficas e representá-las em imagens planas, semelhantes à planetas.









Clap, clap, clap.
Fonte BBC Brasil.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Com essa foto a Ogilvy and Mather da Argentina vendeu...


Fio Dental Oral B. Conceito: "Não mantenha isso dentro de sua boca por muito tempo."

Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi:
"Política no Brasil. Matéria Especial na Revista Veja."
Criação do Maurício. Parabéns, Maurício!

Quarta-feira tem outra imagem. Até lá!

Filosofia de segunda

O responsável pelo rebanho.

- Balinha, senhor. Só um real.
- Obrigado.
- Tem uma moedinha, então?
- Não.
- Minha mãe tá muito doente. Me ajuda.
- Já falei. Não tenho nada, menino.
- Rolex?
- Não entendi.
- Seu relógio
- Deve ser.
- Essa empresa aí na frente é sua?
- Não. Só estou aqui esperando o táxi.
- Desculpa, mas o senhor é doutor?
- Por que a pergunta?
- Puta calorão e o senhor com essa roupa!
- De certo modo. Sou médico, mas não médico comum, do corpo.
- Como assim?
- Curo as almas, sou pastor.
- Sei! Minha mãe costuma ir nesses encontros com pastor.
- Cultos.
- Isso. Uma vez até fui com ela. Mas não gostei. Muita gritaria. Falando nisso, hoje é o dia que ela tem que levar o dinheiro do Senhor.
- Deus ajuda quem ajuda a Deus, meu filho.
- Esses dias ela me disse que tenho que agradecer todos os dias a Deus por existir.
- Sábia a senhora sua mãe.
- Disse ainda que Deus criou tudo o que existe.
- Assim está nas Escrituras.
- Tudo mesmo? O céu, a Terra, a água, os animais?
- Tudo! Inclusive nós.
- Se Deus criou tudo, então criou também o mal.
- Que isso menino!
- Mas Ele não criou tudo?
- Tudo o que é bom.
- E as coisas ruins, quem criou?
- O Diabo.
- E quem criou o Diabo?
- Ninguém. Ele era um anjo que se rebelou contra o Todo Poderoso e foi deposto.
- A rebeldia é um mal?
- É.
- Se a rebeldia é um mal e foi o Diabo quem criou o mal como ele pôde sentir isso antes de ser Diabo?
- Quanta pergunta, moleque! Entra no carro. Vamos pro Templo orar para que o Senhor te liberte desses pensamentos tenebrosos.
- Não dá, pastor. Se eu não vender essas balas, como Deus vai curar minha mãe?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Jantar divino


Imagine jantar a 50 metros de altura, ao ar livre, içado por um guindaste.
Pois é exatamente isso que vai acontecer em São Paulo no início do segundo semestre desse ano.
Trata-se do “Dinner in the Sky”, evento que já percorreu várias cidades, como Las Vegas, Londres, Bruxelas e Istambul.
22 “sortudos” pagarão a bagatela de R$250 (cada) para degustar a entrada, o prato principal e a sobremesa “bem próximo” ao céu.

Achei a ação sensacional.
Será que eles distribuem o kit enjoo?

Semana Confúcio - a frase

Essa é para quem não aguenta mais trabalhar e só pensa, pensa, pensa no feriadão. Vemnimimsexta-feirasanta. Aprendam com o querido pensador chinês:

"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida."

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com essa imagem? Dê seu palpite, mande seu post. Até segunda, a gente mostra o anúncio original. Até lá!

Semana Confúcio


Nessa semana (Semana Santa, época de reflexão), nada melhor do que ler e reler algumas frases de Confúcio, o grande pensador chinês, que viveu antes de Cristo:

Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.

Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.

O silêncio é um amigo que nunca trai.

Confúcio (em chinês: 孔夫子, pinyin: Kǒngzǐ) (551 a.C. - 479 a.C.) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tze. Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. Sua doutrina, o confucionismo, teve forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Com essa foto a Fallon, Minneapolis, vendeu...


Continental Bank. Algo como: "Tentamos chegar a soluções antes mesmo de você perceber que precisa delas." Assina: "Continental Bank. Antecipa as necessidades do seu negócio."

Apesar do pessoal ter mandado boas ideias, faltou lapidá-las. Quarta-feira tem outra imagem. Até lá.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sexta poltrona

Sede de viver

Girassóis de um laranja vibrante. Campos de trigo amarelos ondulando. Exuberantes árvores com copas brancas. "Os quadros chegam até mim como em um sonho", disse Vincent Van Gogh. Um sonho que freqüentemente despedaçava sua vida como um pesadelo. Kirk Douglas, , nos oferece uma interpretação visceral do famoso artista dividido entre a prodigiosa inspiração do seu gênio e a angustiante escuridão de uma mente atormentada. O obcecado Van Gogh pintou o modo como outros homens respiram, se despojando de família e amizades, incluindo a com o também artista Paul Gauguin (vivido por Anthony Quinn. Dirigido por Vincente Minnelli e saturado pelas belas obras de Van Gogh, o filme de 1956 captura toda a êxtase da arte. E a agonia da vida de um gênio da pintura.

Brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais.

Fonte: www.hsm.com.br

As redes sociais estão atraindo cada vez mais a atenção, diante da audiência crescente de comunidades e fenômenos de conectividade como o Twitter (rede social que mais cresce nos Estados Unidos e que no último ano saltou de 600 mil para 6 milhões de usuários).

No País, o TGI/Ibope já apontou que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Entre outros aspectos, a discussão envolve como as marcas podem se relacionar com o público de comunidades, blogs de uma forma não intrusiva e trazer resultados positivos a partir da criação de estratégias baseadas nas novas mídias.

O tema foi um dos mais abordados no Web Expo Fórum 2009, realizado em São Paulo Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, destacou que as marcas podem extrair valor das redes sociais, mas não através de um formato tradicional de publicidade.
Para o executivo, existem três formas:

• uma delas é monitorar o que se fala sobre as marcas nesses ambientes (que tem um efeito multiplicador);

• a segunda é estabelecer um relacionamento interativo, mas ele observa que a empresa tem de estar preparada para dar uma resposta que reverta uma situação negativa, por exemplo, sempre com clareza e transparência num tom institucional;

• por último, funcionar como prestador de serviço, criando ferramentas tecnológicas com informações sobre previsão de tempo, por exemplo, entre outros gadgets.

Veja mais em:
http://br.hsmglobal.com/notas/43817-extraindo-valor-nas-redes-sociais

Qual é o maior elogio que você já recebeu?


Lula foi chamado de "o cara" por Obama. Ah, o nosso querido e humilde presidente delirou, entrou em êxtase, inflou o peito, levantou o queixo e esfregou os pezinhos de felicidade. Foi o maior elogio, sem dúvida, que recebeu em toda a sua vida.

E você? Qual foi a frase, e quem a proferiu, que mais te deixou feliz e enrubescido? Compartilhe com a gente. Afinal, ser elogiado é sempre muito bom. Lula que o diga!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Semana Nietzsche: Religião tem a ver com fé?

Café Filosófico, Nietzsche. Viviane Mosé explica um pouco o niilismo de Nietzsche.

"Se você quer ar esperar ar puro, precisa não frequentar as igrejas."

Semana Nietzsche - 4 frases

"Há homens que já nascem póstumos."

"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."

"Aquilo que não me destrói, me fortalece."

"Torna-te quem tu és!"

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Semana Nietzsche - trecho 2

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."

Com essa foto dá pra criar o quê?


O que é possível vender com essa imagem? Dê seu palpite, mande seu post. Até segunda, a gente mostra o anúncio original. Até lá!

terça-feira, 31 de março de 2009

Curtinhas

Um texto é como uma mulher. Quanto mais difícil, mais instigante.

Matheus Arcaro

Beijo e sexo são coisas que não existem

Através da indicação de um amigo, conheci o Blog de Gustavo Gitti, que trata sobre relacionamentos lúcidos.
Confira abaixo uma parte do texto interessantíssimo escrito por ele.

Ela na ponta dos pés. Ele avançando o peito. Ela sem entender como ele imobilizou suas duas mãos com apenas um braço. Ele pressionando o abdômen, colando as pernas, travando o pescoço, puxando o cabelo. Ela asfixiada, querendo ao mesmo tempo fugir e ser pega. O que fazem suas bocas, línguas e lábios, isso não importa.

Onde começa o beijo? Quando os lábios se tocam ou quando os pés se levantam? Em que ponto o sexo acaba? Quando ele joga a camisinha no lixo do banheiro ou quando se despedem após o café da manhã? Em qual momento o beijo vira sexo? Eles ficaram ou eles transaram? Se há penetração, é esse o critério? E o sexo oral? É um beijo mais interessante, um melhor uso da boca, ou apenas uma preliminar ao sexo?

Infelizmente não são apenas os adolescentes que pensam sob tais categorizações. Muitos homens encaram suas relações como se fossem moleques aprendendo a beijar. Eles colocam fronteiras e depois, claro, tem dificuldade de ultrapassá-las. Primeiro o beijo, depois tocar o corpo inteiro, depois o sexo. Por imaginar um momento distinto para o beijo, ficam ansiosos (”Qual o melhor momento para avançar?”). Porque supõe que o sexo começa e termina, não sabem o que fazer quando brocham.

O melhor beijo é aquele que não se beija
Às vezes o homem (ou a mulher) quer beijar, mostrar serviço, exibir aquela técnica tailandesa de chupar a língua que leu há anos em um artigo sobre 9 tipos de beijo. Ele quer fazer algo. Antes, porém, ele espera o momento e se move em direção ao beijo. Sua ansiedade o impede de experimentar várias possibilidades. Por exemplo, o que aconteceria se agisse como se o beijo já tivesse acontecido? Ou, se no momento certo para o beijo, não beijasse e seguisse se relacionando noite adentro?

Quem já entendeu que beijo é uma coisa que não existe deixa a energia subir e sempre se surpreende quando o beijo acontece. No primeiro encontro, uma peça de teatro no SESC Avenida Paulista e depois uma longa conversa no Paris 6. No segundo, samba de gafieira, salsa, bolero e forró no Buena Vista Club. A noite inteira colados, suando juntos, às vezes com os lábios a 2 centímetros, mas nenhum beijo. No terceiro encontro, chegam no apartamento dele depois de algumas horas no bar Anhanguera. Quando o beijo acontece, ambos sabem que aquilo que não é um beijo. Ora, beijo seria se tivesse acontecido no segundo encontro. Agora é tarde demais…

O melhor beijo é o que se improvisa quando duas bocas param entreabertas a mílimetros de distância. Beijo respirado. Línguas, lábios e dentes… não. Dos pés aos cabelos, nós beijamos mesmo é com o corpo todo.

O texto na íntegra você confere aqui.

Semana Nietzsche - trecho 1


O post Filosofia de Segunda do Matheus me inspirou a procurar uma resposta à vida. Depois de muito procurar, achei uma ótima frase de Nietzsche:

"Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta..."

Durante essa semana, trarei frases agudas e provocativas do grande filósofo alemão.

Friedrich Nietzsche nasceu numa família luterana, na Alemanha, em 1844 e faleceu em 1900.

Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do gênero humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceitos, por trás das grandes e pequenas
verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos.

Vale o clique


Blog do meu amigo, Matheus Flandoli e de outros planners BTL. Acessem e confiram o post do Matheus sobre o 'Prestonight.'

segunda-feira, 30 de março de 2009

Com essa foto foi criado um anúncio para...


Caddy Van da Volskwagen. Conceito: Você já corre muitos riscos no trabalho. Assina: Caddy Van com airbags e ABS.

Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi: "De um simples anti-ácido a Isordil." Genéricos é com a Ultrafarma!
Criação do Lima Duarte. É isso aí, Lima. Grande global!

Quarta-feira tem outra imagem. Abraços!

Filosofia de segunda

A resposta à sua vida.

Hoje meu texto será mais breve, porém não menos reflexivo.

Pensando em Aristóteles, que concebia o homem como um ser desejante e que almeja a todo instante a felicidade, ocorreu-me trazer os seus conceitos para colocar em xeque o modelo de vida dos nossos dias.

Uma linha de raciocínio é suficiente para exemplificarmos como os valores da nossa época estão distorcidos. Segundo Aristóteles, a meta do homem é a felicidade (em seu sentido profundo). Logo, ela deve ser sempre um fim, nunca um meio. Ninguém diria: eu quero ser feliz para ter muito dinheiro. Diria: quero ter muito dinheiro para ser feliz. Então, desse pressuposto, inicia-se uma covarde surra do Ter sobre o Ser. Para alcançarmos a felicidade, trabalhamos duro a vida toda para ter e ter. Mas o que temos nunca é suficiente e sempre frustrados, sempre querendo mais, a felicidade se afasta de nossas possibilidades até chegarmos ao ponto de acharmos utópico esse estado de espírito.
Eis que no fim da jornada vital, após décadas de labuta, olhamos para trás e perguntamos finalmente a nós mesmos: conseguimos?
Infelizmente, para a grande maioria, a resposta é negativa.
Então reflita. Está valendo a pena? Mesmo que para você a hora da pergunta final esteja distante (como isso é relativo!), comece a pensar na resposta. Aproveite, pois é o percurso que faz a resposta pender ou para o sim ou para o não.
E, ao contrário de um exame ou de uma prova, para essa pergunta, não há recuperação.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Semana Sêneca - trecho 4

Deve-se aprender a viver por toda a vida e, por mais que tu talvez te espantes, a vida toda é um aprender a morrer.

Sexta poltrona

Toda sexta, a partir de hoje, daremos dicas de filmes para que vocês se deleitem no fim de semana. Obviamente, o critério de escolha é, de certo modo, arbitrário, pois leva em consideração somente as nossas experiências. De qualquer forma, o intuito não é listar os melhores filmes e sim, indicar, conforme nosso estado de espírito do dia, um bom filme que, na medida do possível, escapa das amarras hollywoodianas.

O primeiro é um filme do consagrado diretor Martin Scorcese. "A Última Tentação de Cristo" nos propõe uma instigante re-concepção da vida de Cristo à luz não das suas virtudes divinas, mas das suas inconfessáveis fraquezas humanas.

O filme de 1988, baseado no polêmico best-seller homônimo de Nikos Kazantzakis, foi considerado herético pela Igreja Católica, já que enfatiza o conflito entre o messias predestinado por Deus ao sacrifício na cruz e o homem comum e prático que ambiciona constituir família e desfrutar de uma vida serena e tranqüila no mais absoluto anonimato.

Vale a pena.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Semana Sêneca - trecho 3

Vivestes como se fôsseis viver para sempre, nunca vos ocorreu que sois frágeis, não notais quanto tempo já passou; vós o perdeis, como se ele fosse farto e abundante, ao passo que aquele mesmo dia que é dado ao serviço de outro homem ou outra coisa seja o último. Como mortais, vos aterrorizais de tudo, mas desejais tudo como se fôsseis imortais.

Ouvirás muitos dizerem: “Aos cinqüenta anos me refugiarei no ócio, aos sessenta estarei livre dos meus encargos.” E que fiador tens de uma vida tão longa? E quem garantirá que tudo irá conforme planejas?

quarta-feira, 25 de março de 2009

Semana Sêneca - trecho 2

"Pequena é a parte da vida que vivemos. Pois todo o restante não é vida, mas tempo."

Truco!


A Brandworks lançou em fevereiro uma campanha promocional para a Skol.
Trata-se do baralho redondo (como não pensei nisso antes) que você leva de brinde ao comprar 12 latinhas de Skol nas lojas de conveniência dos Postos Shell da cidade de São Paulo.
Pelo que fiquei sabendo a promoção termina esse mês.
Mais uma ação da marca que cada vez mais nos encanta.
Sensacional.

Com essa foto dá pra vender o quê?


Quais associações criativas essa imagem inspira? Mande seu post com uma sugestão. Até segunda, a gente publica o anúncio original. Até lá. Abraços!

terça-feira, 24 de março de 2009

Semana Sêneca - trecho 1


O post Filosofia de Segunda do Matheus me fez lembrar de um livro de Sêneca, que tenho em casa: "Sobre a Brevidade da Vida." É muito bacana.

Durante essa semana, portanto, transcreverei alguns trechos dele. Começo com esse:
"Pode haver algo mais estúpido que o modo de ver de alguns - falo daqueles que deixam de lado a prudência. Ocupam-se para poder viver a vida, gastando-a! Fazem seus planos a longo prazo; no entanto protelar é do maior prejuízo para a vida: arrebata-nos cada dia que se oferece a nós, rouba-nos o presente ao prometer o futuro. O maior impedimento para viver é a expectativa, a qual tende para o amanhã e faz perder o momento presente."

Sêneca foi um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano. Sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragégia na dramaturgia européia renascentista.

Com essa foto a JWT, Paris vendeu...


O'Cedar Cera líquida Conceito: "Protege a madeira."

Agora a melhor ideia, na nossa opinião, foi a da Gláucia. Parabéns, Gláucia!

Pra bater de frente você precisa ter argumentos. VEJA sua melhor opção de revista.www.abril.com.br

Amanhã, tem outra foto. Valeu!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Filosofia de segunda

O medo da morte.

A definição de Aristóteles é clássica: o homem é um animal racional. A proposição traz em si inúmeros desdobramentos, dentre eles: o homem é o único animal que tem consciência de estar vivo. Forçosamente, tem consciência que vai morrer. Convive permanentemente com a companhia dessa dama. E, para muitos, esse fardo é demasiado pesado. Se hierarquizássemos os medos do homem, a morte, com certeza, estaria no cume. Perguntarmos o motivo parece óbvio, mas não é.
O que nos aflige: o fim ou o desconhecido?
Suponhamos, por força de exercício, que, a partir de agora, não haja mais morte. Você, leitor, viverá eternamente. Como se daria isso? Não envelheceríamos? Chegaríamos a um estágio de crescimento e pararíamos? Para que faríamos agora isso ou aquilo se pudéssemos fazer depois, daqui uns dois milhões e oitocentos mil anos?
A calamidade que seria a “ausência” da morte é explorada com maestria pelo escritor José Saramago em “As intermitências da morte”.

Voltando à mortal realidade.
A maioria das pessoas tem medo até de falar sobre o assunto. “Falar de coisa ruim, atrai coisa ruim”. No entanto, não se dão conta que 90% do que assistem nos noticiários da TV é sobre morte. Eis o paradoxo: o tema está banalizado sem sequer ser discutido.

Abordemos, então, com certa profundidade. Suponhamos por um minuto que Deus não exista. Que a morte seja o fim, como pensava, por exemplo, Epicuro que, para alicerçar seu hedonismo, dizia que nada seria tão forte a ponto de perturbar a alma de um homem sábio, nem mesmo a morte, já que esta não existia para o individuo, visto que, quando chegava, o homem já não era. Vida e morte jamais coexistiam. O homem nunca encararia sua própria morte. Portanto não haveria o que temer.
Sem Deus, sem a recompensa da vida eterna, homem teria motivo para agir bem?
A maioria pensa como um dos personagens de Irmãos Karamazov de Dostoievski: “Se não há Deus, tudo é permitido”.
Daí, muitos pensadores reconhecem a necessidade de entidades metafísicas, mesmo que alguns destes admitam que estas sejam criações humanas. São úteis à manutenção da ordem. Para Kant, ao contrário, não há necessidade de divindades para o bem agir. A razão seria o único instrumento necessário para isso. Aliás, sequer haveria possibilidade de afirmações sobre algo fora do binômio tempo-espaço, como Deus, alma, etc.
Bom momento para abordarmos a idéia infantilóide que traçamos de Deus. Se Deus é eterno, obviamente não existe no tempo. Passado, presente e futuro são a mesma coisa para Ele conforme afirmava Agostinho, um dos pilares do cristianismo. Agostinho afirmava ainda que quem interpretasse literalmente a Bíblia não estava apto a discutir assuntos teológicos. Outro ponto: Deus não pode ser matéria como os corpos, já que toda matéria é corruptível. E mais: Deus não pode querer, visto que quem deseja, é carente de algo, portanto incompleto e finito. A expressão “Se Deus quiser” ou “Deus quis assim” não fazem o menor sentido lógico.

Platão se não o primeiro, foi pensador antigo mais original ao abordar a imortalidade da alma. Para muitos estudiosos, o sistema filosófico platônico é sustentado pela morte, já que Platão cindiu o mundo em duas realidades: uma perfeita, o mundo das idéias e outra, imperfeita, o mundo sensível, este que vivemos. Se almejamos o conhecimento, temos que ascender às idéias e, para isso, não podemos ficar presos ao corpo. Daí, a máxima de Nietzsche (1844-1900): “o cristianismo é o platonismo das massas".

Ainda no que tange a religiosidade, a morte do Papa João Paulo II, me fez cair numa armadilha lógica. Acompanhem comigo: o que o cristão mais almeja é alcançar a vida eterna. Em teoria, não há pessoa na Terra que a mereça mais do que o representante máximo da Igreja. Logo, o choro na morte do Papa pode ser interpretado por duas vias: ou falta de fé ou egoísmo, posições que contrariam a doutrina cristã.

Heidegger (1888-1976), filósofo existencialista, dá ênfase ao sentimento de angústia do homem diante da morte. A angústia da morte é algo que altera tão radicalmente o homem que o transforma em existente, o único ser autêntico, o único ser individual, o único ser realmente mortal.

O ponto-chave da filosofia da existência é seu conceito de tempo. A tradição pré-existencialista imaginava o tempo como algo anterior e posterior ao homem, visto que este nasce e morre "no meio do tempo". No existencialismo, considera-se a impossibilidade do homem imaginar um tempo em que ele não esteja presente — tanto no passado como no futuro — para daí deduzir que não faz sentido falar sobre o tempo como algo fora e independente do homem.

A imortalidade, como vimos, não seria a solução para a angústia. Não se a concebermos de maneira literal. Agora, se a enxergamos como o que de você será lembrado, as possibilidades se alargam. Temos exemplos: o herói trágico grego, com sua coragem nas batalhas. O escritor, o filósofo, o músico, o artista com suas obras. Num terreno mais cientifico e ao mesmo tempo acessível a todos, com a nossa descendência, que levará adiante parte de nós.

Diante dessa discussão alguns levantam a questão: mas se é certo o fim, temos mais é que aproveitar a vida. Mas o que significa isso? A resposta para essa pergunta daria outro longo texto. Por hora, fiquemos com o senso comum: aproveitar a vida é desfrutar de tudo o que ela nos pode oferecer. Estes concluem então que o mais sensato é beber, sair, transar, etc. Claro que isso é essencial. O problema é quando a vida resume-se a isso. Voltando à primeira frase: o homem é um animal racional. O único. O que o diferencia dos demais. E, não aproveitar esse diferencial que o capacita para estudar, argumentar e, principalmente refletir, é reduzir o homem a sua animalidade. No limite: homem e gado no mesmo degrau evolutivo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mesmo sabor, zero açúcar.

Estreou esse mês nas telinhas europeias o novo comercial da coca cola zero "The Morning After".
Criado pela agência dinamarquesa Grey Copenhagen, o filme é bem no estilo 007.
O resultado você confere abaixo.

Na verdade este vídeo é continuação da campanha abaixo, lançada em 2006 com o conceito "sua vida como você não esperava".

"Break Up"


"Supermarket"

Teoria de quinta

A educação no Brasil pode ser salva por uma ideia

Ontem no Jornal da Globo assisti a uma reportagem sobre a má qualidade do ensino público. Nada de novo. Infelizmente. Já estamos cansados de nos deparar com notícias sobre a baixa remuneração dos professores, a falta de preparo e motivação do corpo docente, a ausência quase total de estrutura nas escolas. Uma pena. Mas só lamentar não basta.

O que podemos fazer de concreto para mudar essa situação? Seja como professor universitário, seja como cidadão, eu me sinto profundamente impelido a tomar uma atitude que ajude de fato a melhorar a educação do país. Confesso, entretanto, que não sei por onde começar. Estou sem inspiração. Talvez porque o tema seja delicado e difícil demais para mim. Talvez porque eu não mergulhe de cabeça no assunto. Talvez porque...

Bem, será que ser voluntário, amigo da escola é o bastante? Será que montar um blog para fiscalizar os nossos governantes sobre suas ações para desenvolver a educação é o suficiente? Não sei. Na real, penso que teria que ser algo de maior impacto, de maior eficácia. Alguém tem uma ideia? Posso estar sendo romântico, mas acredito, ainda, que a educação no Brasil pode ser salva por uma ideia. Uma grande e transformadora ideia.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Com essa foto dá pra vender o quê?


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terça-feira, 17 de março de 2009

Zona fechada

Foi lançado recentemente o curta-metragem “Closed Zone”.
Criado por Yoni Goodman, o mesmo diretor de “Waltz with Bashir”, ganhador do Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro, o filme, de 90 segundos, fala sobre o bloqueio na fronteira da Faixa de Gaza, que viola a liberdade de ir e vir dos 1.4 milhões de moradores locais.

Lembremos que os moradores da Faixa de Gaza são SERES-HUMANOS que só desejam criar seus filhos, viver suas vidas, realizar seus sonhos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Filosofia de segunda

Criança, a alma do negócio.

Semanas atrás publiquei um artigo "a criatividade em cena" que colocava em discussão o dualismo tela (tv/internet) e criatividade. Despois, veio o teaser da agência Abelha Rainha que colocava em xeque a propaganda, sua credibilidade e suas artimanhas. Hoje, me deparei com um interessantíssimo documentário sobre a influência da propaganda (mais especificamente na televisão) sobre a infância.

Eis a sua sinopse:
"Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?" Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Abaixo, na íntegra, dividido em 5 partes:









segunda-feira, 9 de março de 2009

Filsofia de segunda

Vaticano apóia excomunhão.

Esse título não foi extraído de um livro didático de história medieval.
Aconteceu semana passada, no Brasil, mais especificamente em Pernambuco. O arcebispo de Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou as pessoas envolvidas num aborto: os médicos que realizaram a cirurgia e a mãe da menina, que autorizou. Se o fato se resumisse a isso, a decisão do bispo, ainda que discutível, seria justificável dentro dos preceitos católicos. Mas a menina em questão tinha nove anos de idade, estava grávida de gêmeos e corria sérios riscos de vida. E mais: os filhos que esperava eram oriundos de um estupro cometido pelo padrasto que, aliás, violentava-a desde os seis anos de idade.

O bispo, em várias oportunidades, tentou justificar-se. Numa delas, disse:
“De acordo com as leis de Deus, a Igreja condena todos os pecados. Homicídio é pecado. Roubo, assalto e estupro também são, mas não tão graves como o aborto”.

Cabe a pergunta: quem hierarquizou esses delitos?

O Código de Direito Canônico prevê desde 1983 nove casos para a pena de excomunhão:
1- Profanação das espécies sagradas;
2- Violência física contra o Papa
;
3- Absolvição por um sacerdote
do cúmplice do pecado da carne;
4- Consagração ilícita de um bispo
sem mandato pontifical;
5- Violação direta do segredo da Confissão;
6- Apostasia
;
7- Heresia
;
8- Cisma
;
9- Aborto
.

Peguemos um desses casos para analisarmos. Heresia, por definição, é uma linha de pensamento que não esteja de acordo com a Igreja. Uma doutrina contrária à Verdade revelada por Cristo. É uma falta gravíssima e, portanto, passível de excomunhão. O assassinato, por sua vez, não.
Mas convenhamos. Colocar em xeque um ensinamento da mãe Igreja é infinitamente mais grave do que matar um simples homem. Afinal, morrer, todos vamos. O assassinato é somente um adiantamento da lei natural.

A legislação brasileira autoriza o aborto em vítimas de estupro até a 20ª semana de gravidez, sem autorização judicial. Mas o bispo retruca:
“Nós, ministros da Igreja Católica, temos obrigação de proclamar a lei de Deus. Nesses casos, os fins não justificam os meios, e a lei humana contraria a lei de Deus, contra a morte”.
Ele afirma que as leis de Deus são mais importantes que as leis dos homens, mas está preso a um pedaço de papel que diz que ao aborto cabe a excomunhão, sem analisar o contexto, a situação. Por essas e por outras, a Igreja afasta-se cada vez mais do mundo contemporâneo e corrobora com a diminuição drástica do número de seus fiéis.

Apesar de não acreditar, estou prestes a concluir que dom José é a encarnação de um dos sanguinários inquisidores da Idade Média. Ou, no mínimo, aquele que coagiu Copérnico e o fez “voltar atrás” quanto à sua teoria heliocêntrica. Dom José Cardoso Sobrinho presta um desserviço a humanidade, fazendo perpetuar os dogmas da fé e o pior, obscurantismo da ignorância.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Para o Dia da Mulher


Como parte das comemorações do Dia da Mulher, começa hoje no SESC Ribeirão Preto, às 20h30, a Exposição Divas e Marias, com pinturas do artista Ubirajara Júnior.

O folder de divulgação explica: “As mulheres desta série apontam para um questionamento. Estão isoladas de qualquer contexto “no escuro” o que pode lhes garantir isenção de interferências externas e, portanto, uma identidade definida. O que as diferencia? O que se esconde por trás de cada uma? Que identidade, afinal, nos mostram ou querem nos mostrar? Enfim são mulheres comuns, que encontramos à nossa volta, cada uma um universo, uma história. Cada uma traz em si uma Diva e uma Maria.”

Ubirajara Junior nasceu em 25 de dezembro de 1962 em Belém, PA, mas desde a infância mora em Ribeirão Preto, SP. Bira, como é carinhosamente chamado, é um artista dos mais talentosos e versáteis, domina diversas técnicas como xilogravura, desenho, escultura, pintura e aquarela. Atua como professor e orientador de artes em instituições como Oficina Cultural Sesc, em RP, e, em cidades da região. Tem também participação em inúmeras mostras e exposições coletivas e individuais, acumulando vários prêmios ao longo de sua trajetória. Saiba mais: http://www.galeriamalivillasboas.com.br/site/artistas/eliana-rulli-2

A visitação vai até o dia 29 de março, de terça a sexta, das 13h30 às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. É grátis. É inspiradora. É imperdível.

Para quem não sabe, o SESC Ribeirão fica na Rua Tibiriça, 50.

terça-feira, 3 de março de 2009

10 frases que viraram anúncios. Ou vice-versa

Do livro: "É só propaganda," de Ercílio Trajan.

Entre o mar e a montanha, o melhor é ficar entre o mar e a montanha.
Hotel Montmar - Itanhaém

Sabe o que fazia Einstein, Freud e Thomas Edson serem mais inteligentes que nós? O software deles.
Olivetti

A sociedade pode ser anônima. Você não.
Camisa Wolens

Felizmente, nem tudo termina em pizza.
Esplanada Grill

Você pode mudar sua vida do vinho pra água.
Alcoólicos Anônimos

O tempo só corre a favor dos vinhos.
ItauPrev

Eu odeio oligopólios. E quando souber o que é isso vou odiar mais ainda.
Jornal O Estado de São Paulo

Conversível é um carro que queria ser moto.
Honda

Nossos consumidores constumam enferrujar antes dos nossos calçados.
Timberland

Ele era apaixonado por psicanálise. Mesmo sendo o pai dela.
Freud no Masp

segunda-feira, 2 de março de 2009

Viral de agência

Ontem, enfim, foi revelado quem não acredita em propaganda.
Abaixo o texto publicado na home do site da Abelha Rainha:

Não acreditamos em propaganda. Acreditamos em comunicação real.

Estamos completando um ano de Abelha Rainha com a chegada de um novo sócio. Para celebrar poderíamos fazer um anúncio e pronto. Mas não seria justo com a nossa filosofia.
Então decidimos fazer mais.Criamos o site naoacreditamosempropaganda.com para estabelecer diálogos entre pessoas com opiniões distintas. Nele, os dois lados da moeda: um vídeo argumentando a favor e outro contra a atividade publicitária. Escolhemos esse tema delicado, porque tem tudo a ver com o nosso modo de pensar.
Colocamos em xeque a eficácia da propaganda tradicional e a sua credibilidade. Teve gente que gostou, teve gente que não. No entanto, ninguém ficou indiferente.


Em 18 dias no ar, recebemos 5354 visitas e 318 comentários. Conseguimos provocar uma discussão saudável.
Conseguimos mostrar, um pouco, na prática o que faz a comunicação real: inspira pessoas.Inspiramos reflexões, comentários, atitudes.
Obrigado a todos os que participaram e enriqueceram o debate.
No mais, o que ficou de lição é que as pessoas acreditam sim na força da propaganda. Mas não acreditam totalmente em sua sinceridade. Vale o alerta. Vale fazer cada vez mais campanhas verdadeiras e interativas.

Comunicação real, gente.

Vale o clique: http://www.abelharainha.com/