quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Com essa foto dá pra vender o quê?
Com a foto do Hitler e mais 8 fotos históricas a F/Nazca vendeu...
Se a gente fosse viver nossa vida de novo, a gente viveria tudo igual. Não mudaria nada.
Hitler continuaria existindo. Perseguindo e matando absurdamente milhões de judeus.
A barra de direção de um carro de fórmula 1 continuaria tirando a vida do genial Ayrton Senna.
A fome e a mais pura miséria continuariam transformando povos em quase nada.
Os jovens americanos seguiriam celebrando a paz e a liberação dos costumes em um festival regado a sexo, drogas e rock and roll.
O homem continuaria sendo o maior inimigo do homem.
A aids continuaria surgindo de surpresa e protagonizando milhões de mortes agonizantes.
Grandes gênios da cultura pop permaneceriam morrendo estupidamente de overdose.
Os americanos continuariam se metendo em guerras que não são suas e o mundo vendo pasmado inocentes morrendo.
Não mudaria nada porque o nosso papel na história não é mudar os fatos. É contar a verdade. Sem mudar uma vírgula.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O tempo inspira. Comerciais bons e outros nem tanto
Abaixo dois exemplos de comercias que utilizam o tempo (ou a falta dele) como mote de campanha.
O primeiro é um clássico para a Ikea, loja sueca especializada em vendas de móveis de baixo custo. Sensacional! O segundo é para o lançamento do Chevrolet Captiva. Básico, básico.
O mesmo apelo, duas abordagens completamente diferentes. Eis o resultado:
ESCRITÓRIO, DIA.
Vemos a foto da mãe com os dois filhos. A foto está do lado de um computador, que acaba de ser desligado pelo pai. Ele pega o paletó e se prepara para ir embora. Os colegas do escritório observam-no com inveja. Até que um deles se levanta e começa a aplaudi-lo. Então todo mundo começa a fazer o mesmo. O homem vai passando pelos corredores do escritório, sendo saudado e aplaudido. Enquanto isso uma música toca: “I go home, oh yes”. Ele levanta os braços e dá tchau. Vemos o relógio de parede. São 3 e 10 da tarde.
O homem sai do escritório e uma mulher corre ao encontro dele. Entra o lettering sobre a imagem: Se custa menos, você pode trabalhar menos.
Os dois se abraçam. Outro lettering: Bem-vindo à vida depois do trabalho.
Assina: Ikea. Viva sua vida, ame sua casa.
Vou repetir o conceito: Se custa menos, você pode trabalhar menos. Genial!
Agora vejam este:
Depois de uma série de imagens que mostra o dia atribulado de um executivo, finalizando com ele pegando o seu Captiva na garagem e andando com o carro pela cidade, entra o locutor: O tempo é igual para todo mundo. A diferença é o que você faz com ele.
Chevrolet Captiva. Um carro feito para o seu tempo.
Nada demais. Um comercial de carro como tantos outros.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Filosofia de segunda
2008: política ou politicagem?
Inspirado pela teoria de quinta do Raul nas vésperas das eleições e navegando pelo mar da crise política, resolvi propor uma reflexão sobre a origem e a essência da POLÍTICA.
A palavra política é de origem grega, oriunda de polis.
Polis, a cidade-estado grega, surge por volta do século VI a.C rompendo com a tradição aristocrata vigente até então. Cidade esta não como conjunto de edifícios, ruas e praças, mas sim como espaço cívico, uma comunidade organizada, formada pelos cidadãos (politikós) pertencentes ao sistema de normas racionais.
O surgimento da polis é um elemento profundamente original na história das civilizações e fundamental para a origem da própria filosofia.
Com a polis, estabelece-se a distinção entre esfera pública e privada. A existência humana passa a ser concebida numa dimensão partilhada (eu existo como homem público, em prol do bem comum). As decisões passam a ser tomadas em processos abertos, em debates na ágora. A palavra passa a ser fundamental e cria-se um profundo vínculo entre logos (razão) e política.
Os gregos antigos tratam a política como um valor e não como um simples fato, considerando a existência política como finalidade superior da vida humana.
Aristóteles, que viveu nesse contexto, define o homem como um animal político. “Fora da polis, ou o homem é uma besta ou um deus.” A importância da reflexão política é tamanha na filosofia aristotélica que ele critica textualmente o direito à cidadania aos que trabalham; notadamente em trabalhos manuais. Segundo ele, quem necessita trabalhar para sobreviver está fadado a uma existência mecânica, incapaz, portanto de refletir acerca de um tema tão relevante.
Para Platão, a cidade ideal é governada por filósofos que têm como interesse o bem geral da polis e estes não seriam remunerados por isso. Antagonicamente, a cidade injusta, é aquela na qual o governo está nas mãos dos proprietários, que lutam por interesses econômicos particulares. (Alguma relação com política contemporânea?)
Ao longo da história há inúmeros autores e fatos que contribuíram para a formação do pensamento político. No século XIV, contemplamos Maquiavel, que em sua célebre obra, O príncipe, desmistifica a teologia política de sua época e inaugura o pensamento político moderno. No século XVIII a Revolução Francesa confronta as forças do regime Absolutista e estabelece a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão como síntese das aspirações racionais contra as formas tradicionais de autoridade e referência para Constituições de vários países. Mais tarde, Karl Marx critica a economia política e a cria o socialismo (que inclusive seria implantado equivocadamente na Rússia a partir de 1917).
Imbuídos de um sentimento de cidadania (no sentido grego da palavra) e orientados por grandes pensadores, podemos revolucionar o panorama político, a começar, combatendo essa politicagem: demagogia, propostas vazias, pobreza de debates de idéias, ataques pessoais e, principalmente, o analfabetismo político.
A tenda do circo midiático está armada. E nós, eleitores, estamos no centro do picadeiro. Até quando?
domingo, 21 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Seus pés vão dar frutos
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Teoria de Quinta
A propaganda eleitoral é a suprema celebração do bizarro
O que eu vou escrever aqui não é nenhuma novidade. Todo mundo sabe. Todo mundo comenta. A propaganda eleitoral é um desfile sem fim dos mais estranhos tipos, aberrações e esquisitices humanas. O homem leopardo é fichinha perto da criatividade (?) e da sem-vergonhice dos candidatos para chamar a atenção dos seus eleitores. Mas uma coisa eu tenho que admitir: os caras são empreendedores, não poupam esforços para aparecer.
Não vou nem entrar no mérito da propaganda na TV, que mais parece um programa humorístico grotesco, tão bom quanto aqueles extintos quadros da dupla ET e Rodolfo no Domingo Legal. Vou me ater somente ao marketing de guerrilha. Andando por Ribeirão Preto já me deparei com diversas ações tresloucadas: dos tradicionais bandeiraços a um desfile de pessoas na feira segurando estandartes de um candidato. Era uma verdadeira procissão. Só faltaram os cânticos.
E as ações não param por aí. Tem gente que passeia de moto com uma gaiola na garupa, tem gente que mandou fazer um bonecão de olinda com a cara do candidato, tem quem fez jingle funk e bota pra tocar em uma altura insuportável, tem gente que anda com um carro de boi. Bizarro. Bizarro. Bizarro. Brincam com a nossa paciência. Levam a sério somente a máxima do diferencie-se a qualquer custo.
Pena. Acredito ser apenas mais um reflexo da lamentável credibilidade que a política tem em nossas vidas. Com tudo isso, a cada eleição que passa, eu fico mais descrente, mais desiludido e com menos vontade de votar. Serei só eu?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Natura Naturé. Merece ser proibido?
Criado pela agência PeraltaStrawberryFrog, o comercial da Natura Naturé reuniu 15 crianças de vários Estados para contarem a origem das águas. Eu acho o filme divertido, bacana e com um fundo educativo. A mensagem é dirigida às mães.
Mas, para atingir seu público-alvo, exibe crianças. Esse recurso não passaria pelo projeto de lei 5921/2001 que, se for aprovado no Congresso, proíbe a presença de crianças em qualquer peça publicitária, com exceção de campanhas de utilidade pública.
É justo? Você tiraria o comercial do ar?
terça-feira, 16 de setembro de 2008
3 blogs bacanas
Semanalmente vou postar aqui alguns blogs que descubro e acabo visitando sempre. Começo com esses três. Bons exemplos de branding. Repare nos nomes.
Blog de um redator da Fischer e sua gangue. É divertido, dinâmico e inspirador.
Veja aí se estou mentindo: www.curtoegrosso.com/
Blog da Elisa Quadros e Valeria Semeraro, duas redatoras de Vitória. O nome é provocativo, os textos são bacanas, pena que demora para atualizar.
Mas vale o clique: www.redatorasdemerda.blogspot.com/
Blog do Luciano Marino, um irrevogável marqueteiro de Cuiabá.
Bem escrito, atualizado sempre, muito bom. Conheça: www.louconaopublicitario.blogspot.com/
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Filosofia de segunda
Fora de seu contexto de criação, a filosofia de determinado pensador pode facilmente ser distorcida e um conceito rico torna-se uma imbecilidade num instante. Mas, contando com o bom senso dos leitores, resolvi destacar alguns aforismos de épocas distintas para que cada um, com a sua subjetividade, possa refletir e tirar suas conclusões. Ou não.
Um pouco de filosofia inclina a mente do homem para o ateísmo, mas profundidade em filosofia traz de volta as mentes das pessoas para a religião.
Francis Bacon
O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.
Jean Paul Sartre
Não quero ser um gênio. Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.
Albert Camus
Quando vemos um gigante, temos primeiro de examinar a posição do sol e observar para termos certeza de que não é a sombra de um pigmeu.
Friedrich Novalis
Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam conosco.
François La Rochefoucauld
Todos amam os bons, mas exploram-nos. Todos detestam os maus, mas temem-nos e obedecem-lhes.
Vittorio Buttafava
O poeta faz-se vidente através de um longo, imenso e sensato desregramento de todos os sentidos.
Arthur Rimbauld
A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.
Paul Valéry
O medo é o pai da moralidade.
Friedrich Nietzsche
A sociedade é composta por duas grandes classes: aqueles que têm mais jantares que apetite e os que têm mais apetite que jantares.
Sébastien-Roch Chamfort
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Cruzada dos blogs
Navegando pela web encontrei um desafio interessante. As revistas Coquetel, em parceria com a agência Frog, desenvolveram a "Cruzada dos Blogs", um jogo de palavras cruzadas com temas referentes a notícias, vídeos, gírias e tudo mais que foi destaque na web nos últimos tempos. O desafio inovador já virou mania entre os blogueiros. Vale a pena conferir aqui.
A nova versão do jogo será lançada em breve. Você pode enviar sugestões de temas relativos a web e ganhar prêmios (aqui).
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O bom e velho rock and roll inspira
Breaking all the Rules - Peter Frampton
Hoje na agência estávamos conversando sobre a importância das músicas nos comerciais. Foi quando eu me lembrei das célebres campanhas para os cigarros Hollywood, o sucessso. Tudo bem que misturar fumo com saúde é meio esquisito, mas a combinação poderosa de imagens de esportes radicais com um som pulsante, arrebatador era irresistível.
Deu saudade. Se você for dessa época, veja o vídeo para relembrar. Se não for, boa viagem.
Sessão nostalgia pura.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Um pouco da inspiração de Renato Russo

Renato Manfredini Junior tornou-se Renato Russo inspirado no iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau e no filósofo inglês Bertrand Russel.
Adotar o Russo em seu sobrenome foi a maneira que Renato encontrou de homenagear as duas personalidades que mais admirava.
Bertrand Russel criou dez princípios como forma de conduzir a sua vida. Daí vem muito do pensamento que Renato expressava em suas músicas. Veja:
O DECÁLOGO DE BERTRAND RUSSEL
1. Não tenha certeza absoluta de nada.
2. Não considere que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
3. Nunca tente desencorajar o pensamento, pois com certeza você terá sucesso.
4. Quando você encontrar oposição, mesmo que seja de seu marido ou de suas crianças, esforce-se para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
5. Não tenha respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
6. Não use o poder para suprimir opiniões que considere perniciosas, pois as opiniões irão suprimir você.
7. Não tenha medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
8. Encontre mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se você valoriza a inteligência como deveria, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
9. Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentar escondê-la.
10. Não tenha inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Filosofia de segunda
Felicidade: à venda nas melhores butiques
Há tempos, praticamente desde o início da filosofia, a felicidade é analisada e discutida sob várias perspectivas.
O que é; como alcançá-la e a possibilidade de atingi-la, são algumas das questões inerentes ao tema.
Sócrates, cinco séculos antes de Cristo, acreditava que o propósito da vida humana era o alcance da felicidade. Esta somente seria possível mediante a um complexo processo dialético que passava pelo conhecimento, aproximando assim a felicidade da sabedoria.
Aristóteles, alguns anos mais tarde, pensava possível a felicidade, mas com muito trabalho. O meio para atingi-la seria a virtude que o homem possui naturalmente, o autoconhecimento.
Para Epicuro (341aC – 270aC), fundador do hedonismo, o prazer contínuo seria a chave de uma vida feliz, que poderia ser traduzido não por qualquer prazer (indulgência sexual, comida, bebida, bens). Ao contrário, o prazer que faz bem à alma, estaria numa vida simples, justa e virtuosa. Na moderação, na leitura e introspecção – o prazer do sábio – que tem controle de si mesmo.
A ambição seria a grande vilã da felicidade, pois, segundo Epicuro, esse sentimento de insaciedade conduziria o homem a buscar incessantemente mais do que o necessário para viver bem.
Sêneca (4aC – 65dC) dizia que o ser humano seria feliz se renunciasse aos padrões de referência de sua sociedade. “É preciso atentar para não seguir tal como ovelha o rebanho, porque, não sabendo para onde ir, vai-se para onde as outras se dirigem”.
Schopenhauer, no século XVIII, afirmava que a felicidade seria apenas uma interrupção da dor e do sofrimento constantes que as aparências geram. E, mesmo sendo fugaz, só seria possível, quando houvesse desapego e renúncia ao mundo.
Para ele, o homem “normal”, que procurava a felicidade fora dele mesmo, estaria sempre incompleto. Ora compraria casas de campo ou carros, ora daria festas ou faria viagens e ostentaria grande luxo, justamente porque procura nas coisas de todo o tipo uma satisfação que é volátil.
Recentemente, A New Economic Fundation, com o objetivo de medir o grau de felicidade das pessoas, fez uma pesquisa e criou o índice Planeta Feliz.
No total, 178 países se classificaram pelos critérios: comparação entre a expectativa de vida, sentimento de alegria e quantidade de recursos naturais consumidos no país.
A surpresa: os primeiros colocados foram países latino-americanos que costumam povoar as últimas posições de qualquer lista econômica. O primeiro lugar ficou com o desconhecido Vanuatu, um arquipélago no Oceano Pacífico, que vive de pesca e agricultura. Os países mais ricos do mundo, como USA (150º) e França (129º) ocuparam as últimas posições, devido ao consumo desenfreado que destrói o ambiente e não é capaz de deixar seus cidadãos felizes.
Hoje, a felicidade, como que num processo de vulgarização, passeia gratuitamente pela boca das pessoas.
Talvez, a propaganda, que tem tratado de maneira leviana um tema tão relevante, tenha contribuído para isso.
Cabe-nos, primeiro como seres humanos, a reflexão sobre nossas próprias condutas. Segundo, como profissionais da comunicação, rever a abordagem desse e de outros temas. Após séculos de pensamento, não podemos reduzir a felicidade a uma frase convidativa abaixo de uma logomarca.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Se a liberdade inspira, eis nosso maior inspirador
D. Pedro I, após muita pressão da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal para que pudessem recolonizar o Brasil, entrou definitivamente para nossa história ao dizer ao povo que “fico” e, meses depois, em 7 de setembro de 1822, declarar a independência do Brasil e se tornar nosso imperador.
Agora, nas vésperas de comemorar mais um ano de liberdade, nós, brasileiros, necessitamos urgentemente de outro corajoso “Pedrão”, que nos liberte da violência, da corrupção, do descaso. Quem sabe esse herói não precise de uma “mãozinha” nossa, nas eleições de outubro, por exemplo.
Viva o Brasil!
Para se inspirar... ou não
“É muito melhor ousar coisas difíceis, conquistar triunfos grandiosos, embora ameaçados de fracasso, do que se alinhar com espíritos medíocres que nem desfrutam muito nem sofrem muito, porque vivem em uma penumbra cinzenta, onde não conhecem vitória nem derrota.”
Theodore Roosevelt - ex-Presidente dos EUA
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Teoria de Quinta
A correria é a culpada de tudo
Correria, a maior vilã do universo. Inimiga da qualidade de vida, da perfeição, da alegria. A correria é a culpada por você não ter tempo para os amigos. É a culpada por você não conversar mais em família, não prestar atenção em quem você gosta. É a culpada por você estar sempre atrasado, atrás de algo que nem sabe direito o que é. A correria é a culpada por você não viver a vida, não aproveitar o dia. A correria é a culpada pelo erro, pelo stress e até pela ejaculação precoce. É a culpada por você ver menos filmes, ouvir menos músicas, ler menos livros, do que gostaria.
A correria é a culpada pelo briefing mal feito, pela criação meia-boca, pela mídia mal executada, pela apresentação tosca. A correria é a culpada por campanhas chatas, sem brilho nenhum.
- Não deu tempo. Eu tinha três jobs para entregar. Com essa correria, foi o que deu pra fazer.
A correria emburrece o homem. Deixa o cotidiano cinza.
Sabemos disso faz tempo, mas não fazemos nada. Não paramos. Não diminuímos o ritmo. Não diminuímos a marcha. Continuamos correndo, vivendo de modo insano. Por quê? Talvez por comodismo, meio de vida, quem sabe? Talvez porque se algo não sair bem, se algo der errado, teremos ao nosso lado um infalível bode expiatório:
- A culpa não foi minha. Foi da correria.
Lição de vida
Ontem, assisti uma entrevista no programa do Jô e resolvi compartilhar essa experiência. Dona Anna Variani, uma brasileira de coração, nascida na Itália, aos 98 anos, é lúcida, bem humorada e dirige seu "fuca" (como ela mesma diz) pelas ruas da cidade. Se não bastasse, cuida de idosos, às vezes até 20 anos mais jovens que ela, em duas casas de repouso.
Vale a pena conferir essa entrevista (mesmo essa versão editada).
São pessoas como ela que nos perguntam nas entrelinhas de suas ações: Que valor temos dado à vida?
Inspiração pura, dona Anna.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A web agora é Chrome
A Google mais uma vez nos inspira, lançando o Google Chrome, um novo browser em código aberto com o objetivo de melhorar a navegação na internet, baseado na simplicidade e na sofisticação. Possui uma barra combinada de pesquisa e de endereços, separadores que funcionam de forma autônoma e informações sobre os sites mais visitados, pesquisas mais recentes.
A novidade que me impressionou mais foi que cada aba do navegador será um processo separado, facilitando o gerenciamento de uso de CPU e memória, eventualmente maximizando o aproveitamento de CPUs multicore, e evitando que uma aba voraz prejudique (mais do que o necessário) o desempenho das demais abas.
O download pode ser feito no site da Google.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Inspirando a criação
Por Matheus Flandoli
Planejamento de Ativação da B/Ferraz
Quando falamos do papel do planejamento dentro do processo criativo, a primeira coisa que ouvimos é que esse profissional é o responsável pelo briefing criativo.
Mas por que o briefing é tão importante?
Ele é o documento mais importante da agência. São meses de trabalho em uma única página. Ele é a semente da idéia criativa. É o contrato do planejamento com o atendimento, o cliente e a criação. E finalmente, ele é o ponto de referência para o debate com a criação e o cliente na hora que apresentamos uma campanha.
Um briefing criativo tem 3 funções:
- Definir claramente o problema
- Identificar a oportunidade e dar a direção
- Inspirar a solução
Um briefing pode ser o grande causador de problemas ou solução durante o processo criativo. Um briefing ruim cria campanhas ruins em 99,9% (0,01% é um mero acidente). Por outro lado, um bom briefing não garante uma campanha boa, mas existem grandes chances de isso acontecer.
Mas como um planejamento inspira a criação?
Fato é que somos todos criativos, mas criamos barreiras à nossa criatividade no dia a dia. Isso pode acontecer por 3 motivos:
- Hábito
Por ser muito usado, o nosso lado esquerdo do cérebro tende a olhar os problemas de uma forma padrão e comprovada. Por exemplo: "Nós queremos que a nossa marca seja igual a Apple".
- Medo
Quando vemos uma campanha na rua como a de Skol ou a de Twix, ficamos admirados, mas será que você teria coragem de apresentar e aprovar uma estratégia ousada com o risco de perder o emprego caso ela dê errado?
- Ownership
É quando as pessoas têm uma relação muito forte e antigo com a marca. Gente que dedicou muito suor muito tempo e muita energia nela e tem receio de perder o controle com tanta criatividade. São os casos das empresas familiares, por exemplo.
Para livrar a criação dessas barreiras, é estratégico que a criação visualize e experimente a marca, o produto ou serviço. Abuse de imagens, vídeos, entregue o produto real, consiga que o cliente faça demonstrações... só não ocupe mais o tempo deles e o seu do que o necessário.
Lembre-se: Foco e informações relevantes são fundamentais para um bom briefing.
Você deve sentir-se responsável. Não é porque você já passou o briefing para a criação que o trabalho do planejamento acabou e agora você sai correndo. Esteja pronto para dividir e contribuir com idéias à campanha.
Quando ouvir as soluções propostas, lembre-se que a criação provavelmente dedicou bastante tempo para chegar até elas, então veja bem a forma de abordar as críticas, tente entender o caminho que eles percorreram para chegar ali e reconheça que estamos todos do mesmo lado. Acima de tudo, seja construtivo!
Para isso, esteja aberto às idéias, vá com a cabeça aberta, deixe as neuras e as preocupações de fora, trate cada idéia com respeito, sabia se empolgar com as idéias também, empatia e proximidade da criação é a solução para muitos problemas e se necessário, releia um pedaço do brief que diz o que se espera da comunicação.
Veja se o potencial da idéia e questione-se:
- Tem vida longa ou é tática?
- É forte suficiente para inspirar outras ferramentas de comunicação?
- Inspira formatos e parcerias originais?
Lembre-se que as suas reações têm conseqüências. Questionar a estratégia requer um novo briefing. Questionar a idéia requer uma nova campanha. Questionar tom e linguagem requer nova execução. Nunca confunda os três.
Mas acima de tudo isso, aja como parte de um time. Ajude a resolver problemas e não a criar problemas. E tenho dito.
...
Tive o prazer de trabalhar com o Matheus durante um ano na Etco Ogilvy. Durante esse tempo, posso atestar: ele foi um planner altamente inspirador para a criação. Suas idéias estratégicas, originais e desafiadoras foram decisivas para o sucesso das campanhas que colocamos no ar. Visitem o blog dele: http://oanonimocelebre.wordpress.com/
Valeu, Matheus. Obrigado pelo texto.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Filosofia de segunda
Hoje, num exercício sintético, reproduzirei um trecho do pensamento de Charles Sanders Peirce, que alude perfeitamente sobre a importância da linguagem.
"A trama, a urdidura de todo pensamento e de toda investigação é o símbolo, e a vida do pensamento e da ciência é a vida inerente aos símbolos; de modo que é errôneo dizer que uma boa linguagem é importante para o bom pensar, visto que é a própria essência deste."
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Uma campanha nada inspiradora

Da NeogamaBBH para o Seguro de Vida Bradesco. Título: Seguro de vida Bradesco. Porque a vida de quem você ama continua.
Tudo bem, tudo bem, esses anúncios podem até ser criativos. Mas sinceramente não me convenceram. Ver o primeiro nome da pessoa caído e o sobrenome lá, bonitão, em pé, me causou um grande mal-estar.
Em vez de eu simpatizar com a marca, tive um sentimento de repulsa. Estou emotivo demais? Pode ser. Mas o fato é que, como consumidor, não gostei. E, como publicitário, penso que não é nada fácil criar uma campanha para seguro de vida.
Timão eo! Timão eo!
A craque canarinho nos inspirou muito durante as olimpíadas.
Parabéns ao Corinthians pela contratação.
PS: Com a contusão do Dentinho, bem que o Mano poderia escalar a Cristiane no ataque alvinegro.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Teoria de Quinta
Advogados são os publicitários do futuro
Do jeito que as coisas andam, com tantas restrições e proibições à publicidade, com tantas ONGs vigiando a nossa atividade, com toda a sociedade cobrando uma comunicação mais responsável (leia-se castradora, chata e insossa), não tardará para os advogados invadirem com tudo as agências e tomarem de assalto as nossas mesas e cadeiras.
É triste, mas é verdade. Que antropólogos, psicólogos, sociólogos, filósofos... que nada! Em vez das agências trocarem idéias com profissionais que podem enriquecer o processo estratégico/criativo em busca de grandes conceitos, as agências serão obrigadas a abrir suas portas para os profissionais do Direito.
Não demorará muito, para o Homem (ou Mulher) das Leis ter mais poder que o Diretor de Criação, o Diretor de Planejamento e o Diretor de Atendimento juntos.
Aliás, todos terão que responder para o CEO of Laws, que acumulará a função de Presidente Honorável Inquestionável da agência. Questão de hierarquia. Já posso ver até a cena desta distinta figura recebendo os seus comandados:
- Estão loucos? Campanha com criança, a lei não deixa. Não pooooooooode!
- Ah, que brincadeira é essa? Vão usar humor? Fazer as pessoas rirem não poooode. Podem refazer a campanha.
- Oquequéisso? Já falei para vocês. Idéia do caralho não poooooooooode. Vão apelar para a pornografia agora?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O que inspira a criação publicitária?
5 publicitários de sucesso respondem
Pincei os depoimentos abaixo da reportagem "Onde nasce o diferente?" da Revista da Criação, Meio e Mensagem. Veja: www.meioemensagem.com.br/revistadacriacao/new/ondenasceodiferente.html
No geral, as respostas são: visionários inspiram, a vida inspira, a rua inspira, a arte inspira, a internet inspira. Será isso? Só isso? Concorda? Para você, o que inspira?
"Minha inspiração no mundo dos negócios sempre será todos aqueles que liberam suas idéias e as transformam em iniciativas próprias, independentemente de elas serem ou não ser bem-sucedidas. Respeito todos os que desafiam o status quo. É isso que tentamos fazer na Naked."
Jon Wilkins - Sócio-fundador da Naked
"Não importa onde se busque inspiração. Anuários ainda são um registro bacana do que se produz na nossa área mundo afora. Na internet tem tudo, mas ela é dispersa. Inegavelmente, é hoje a maior fonte de busca na nossa profissão. É rápida, prática. Ajuda a resolver algo em minutos, às vezes. Seja para referências, seja para inspiração, informação. Eu tenho meus bookmarks no browser, dezenas de sites relacionados a arte, design, propaganda, moda e tendências. Mas não abro mão de muitos livros (de arte, propaganda, moda, design, fotografia, romances, ficção, o que for). Compro tantos, de assuntos tão diferentes, que na minha estante em casa já não cabe mais nada."
Guilherme Jahara - Diretor de criação da DM9DDB
"Acredito que os criativos estão atentos ao movimento das ruas e da realidade, mas essa observação deve ser espontânea e não induzida. Gosto de olhar, observar, reparar, perguntar, discutir. A origem de tudo para mim está nas atitudes, no comportamento e no estilo de vida das pessoas. Essa é a principal fonte de inspiração. Além disso, é preciso ter tempo para a cultura."
Márcio Salem - Sócio-diretor da Salem
"Quem não estiver ligado no mundo vai ser sugado e cuspido fora. É da vida que vem a verdadeira inspiração e a verdadeira referência. Publicitário que não gosta de fazer compra em um supermercado não é publicitário. Publicitário que não gosta de freqüentar o mercado municipal não é publicitário. Publicitário que não gosta da feira não é publicitário. Um passeio de ônibus no meio de uma tarde às vezes vale mais que um tratado de sociologia. Vá para um show de música ao vivo, vá freqüentar um sambão. É preciso ser uma metamorfose ambulante. Se você não vive a vida, não desenvolve a propaganda."
Sérgio Valente - Presidente da DM9DDB
"Hoje em dia as fontes de inspiração buscam os profissionais. Link, link, link, twitter, twitter, blog, link, e-mail, YouTube, link, link, MSN, blog, twitter. É o dia inteiro esse inferno. Difícil não é buscar referências. Difícil é sair de baixo dessa pilha. E, como se não bastasse, ainda tem os brinquedos, a engenharia, a arquitetura e a arte, músicas....chega!!!"
Mentor Muniz Neto - Diretor de criação e sócio da Bullet
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Mosaicos inspiram a propaganda

segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Filosofia de segunda
Os limites da razão
Desde que se conhece, o homem levanta hipóteses acerca da origem do universo, da existência de um Deus, da imortalidade da alma, etc.
Questões pertinentes à racionalidade, certo? Nem tanto.
Num artigo cientifico recente, o pai da teoria de algoritmos (base da linguagem computacional), por meio de argumentos fortemente calcados na teoria da computação, chega a uma prova direta de que a lógica humana é limitada e que, portanto jamais será capaz de fornecer uma explicação para toda a realidade que nos cerca e/ou para questões metafísicas.
O Filósofo Immanuel Kant (1724-1804) já nos adiantava sobre o tema. Segundo Kant, a razão humana é incapaz de conhecer a “coisa em si”, a essência. Somente é possível conhecer um objeto, por exemplo, como ele nos é apresentado. Ao mesmo tempo, os sentidos recebem e já transformam a mensagem. Ela nunca é “ela mesma”.
Cada indivíduo tem a sua percepção, a sua bagagem e, portanto, a sua realidade.
Cabem então duas reflexões:
Primeiro, que essa subjetividade por si já nos desabilita a qualquer tipo de preconceito. Segundo, que, às vezes, é bom deixar a limitada razão de lado e agir mais com o ilimitado, o coração humano.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Para se inspirar... ou não
"Se você não se arriscar, nunca vai descobrir o que, de fato, é capaz de fazer."
Darran Tiernan, diretor de fotografia irlandês, 36 anos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Teoria de Quinta

VÔLEI É O ESPORTE DOS CARENTES E DOS EMOS
Por Raul Otuzi
Inspirado na Filosofia de Segunda, do Matheus Arcaro, vou trazer toda quinta- feira uma singela teoria, fruto da minha observação da vida. Como estamos em plena Olimpíada, abro com essa:
VÔLEI É O ESPORTE DOS CARENTES E DOS EMOS
Ok. Não sou um aficionado pelo esporte. Confesso que gosto muito mais de futebol, de basquete ou de handebol (de badmington não, argh) do que vôlei. Mas não é implicância minha. É puro senso de observação. Só joga vôlei quem é carente, um sentimental incorrigível ou um emo inveterado. Caramba. É muito abraço. Os jogadores perdem mais tempo se abraçando depois de cada ponto conseguido do que propriamente jogando.
Cravam uma bola, bloqueiam, fazem um ace e lá vão todos se cumprimentar no centro da quadra. Todos se reúnem e se desagrupam tal qual uma medusa quando está nadando. O movimento é o mesmo. Repare.
Não sou bom de matemática, mas a conta é simples. Em um jogo de 3 sets – com duração de mais ou menos uma hora, - a equipe vencedora se abraça 75 vezes. Ou seja, é mais de um abraço por minuto. E mesmo quem perde, antes de perder, já comemorou umas tantas vezes, já se abraçou pra dedéu. É afeto demais. Exagero demais. Imagine se o basquete fosse assim? Depois de cada cesta, um abraço? Ah, seria insuportável.
Bem, mas diante de tal constatação imagino o vôlei como solução para um mundo mais carinhoso. Para os solitários, para os excluídos, para os perdedores dos outros esportes, para todos não se sentirem mais tristes ou desamparados, há uma saída. Vôlei, neles!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Jornais devem se inspirar em HQ

HQ cada vez mais em moda
Saiu na Gazeta Mercantil:
Os jornais precisam usar formas mais criativas de informar os leitores, fugindo do tradicional título-texto-foto, sob o risco de perderem espaço para outras mídias. Essa é a opinião do presidente da Society for News Design - SND (Espanha), Javier Errea, que palestrou sobre "O Design dos jornais hoje e no futuro."
Para Errea, os periódicos precisam usar narrativas adaptadas ao conteúdo, com diferentes formatos. "Esse modelo (título-texto-foto) não pode ser a única forma de informar, é monótono".
O espanhol, que também é diretor da Errea Comunicacíon, defende a tese de que os jornais precisam se aproximar da linguagem das revistas, quadrinhos e até dos livros infantis, por exemplo, e usar ferramentas como jogos, músicas, números, quadrinhos e infográficos. Para ele, esses novos formatos e experiências são aplicáveis também em jornais sérios, como os econômicos.
"A credibilidade de um jornal não pode ser abalada por causa da sua criatividade", diz Errea, mostrando uma matéria de um tradicional jornal europeu sobre o Fórum de Davos, na Suíça, toda em formato de quadrinhos.
"Porque os jornais só fazem essas experiências nos suplementos especiais? Temos que converter todo o jornal em um suplemento especial", diz Errea.
O executivo ressalta que as mudanças no design devem er feitas sem prejudicar o conteúdo. "Existe uma gama de recursos que podem ser usados, mas a informação tem que ser boa".
Ele discorda da estratégia de alguns jornais de se tornarem mais leves para atrair o público jovem. "Existem livros infanto-juvenis como Harry Potter com 200 páginas e sem fotos. Não é isso que vai atrair os jovens", diz.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Quatro anos é muito tempo
A W/Brasil acabou de inaugurar a nova fase da campanha que criou para o TSE. O objetivo é conscientizar a população para a importância do voto. Será que consegue? Através de situações e analogias bem-humoradas, pessoas comuns dão seus testemunhais a respeito de problemas ou manias esquisitas com as quais convivem durante quatro anos.
O argumento é direto: Quatro anos é muito tempo. Principalmente quando as coisas não vão bem.
Eu sou o Mário. Eu tenho uma abelha aqui no meu ouvido há quatro anos.
Um dia eu tava no parque e ela entrou no meu ouvido.
No começo eu ficava com raiva, tentei de tudo, quase enlouqueci.
Mas hoje eu até cuido bem dela. Alimento.
Imagine uma abelha nervosa dentro do seu ouvido durante quatro anos.
Quietinha, vai, amiga...
Quatro anos é muito tempo.
Principalmente quando as coisas não vão bem.
Por isso, antes de votar pesquise o passado dos candidatos.
Porque são eles que vão cuidar da sua cidade nos próximos
quatro anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.
Eu sou a Mariana. E há 4 anos convivo com algo inexplicável.
Sempre que estou com pressa, atrasada, eu ando em círculos.
Eu tento andar reto, mas meus pés preferem fazer a volta.
Eles não me obedecem. Não me obedecem.
Não é para lá. Não é pra lá.
Meu Deus. Quatro anos.
Quatro anos é muito tempo.
Principalmente quando as coisas não vão bem.
Por isso, não venda seu voto. Ele não tem preço.
Porque são eles que vão cuidar da sua cidade nos próximos
quatro anos.
E é a única forma de não deixar maus políticos
no poder por 4 anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.
Eu sou o Lúcio. Há quatro anos eu convivo com uma mania chata.
Quando eu fico nervoso, eu sapateio.
É sem querer.
Eu não consigo me segurar. Isso destrói a reputação de uma sujeito.
É como se minhas pernas tivessem vida própria.
Imagina um momento sério e você lá, fazendo passinho.
Pra lá, pra cá, pra lá...
Quatro anos pra lá, pra cá.
Quatro é muito tempo
Principalmente quando as coisas não vão bem.
Por isso, pense bem antes de escolher o seu prefeito.
Porque nos próximos quatro anos é ele quem vai administrar
a sua cidade.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.
Eu sou o João Paulo e há quatro anos eu comprei este celular.
Desde então, eu tenho uma espécie de reação...
A verdade é que eu me emociono com o seu toque.
Toda vez que alguém me liga, eu choro.
Eu sou extremamente emotivo, eu acho.
E a música é tão linda.
Quatro anos é muito tempo
Principalmente quando as coisas não vão bem.
Por isso pense bem antes de escolher o seu vereador..
É ele quem vai fazer as leis e fiscalizar o prefeito
nos próximos quatro anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Vivemos arrumando desculpas
O ser humano vive arrumando desculpas, encontrando culpados para seus erros e fracassos. Este comercial da Nike, com o Jadel Gregório como protagonista, aborda muito bem esse aspecto da natureza humana.
O modelo de persuasão aqui é o dionísico. Nada de argumentos lógicos, a idéia é impressionar a consciência dos ouvintes, visando orientar o espírito de uma certa forma a fazer que prevaleçam certos esquemas interpretativos, segundo Perelman e Tyteca. É sempre melhor ir em frente, em vez de posar de vítima.
Eu nasci pobre.
Passei fome.
Fui criado sem pai.
Fui pedreiro. Fui sorveteiro.
Sofri preconceito.
Eu andava nas ruas e as pessoas
mudavam de calçada.
Eu me converti ao islamismo num país católico.
Eu me mudei com toda a minha família
para um lugar frio, distante.
Escolhi o salto triplo num país
onde só o futebol é valorizado.
Eu podia ter desistido.
Pare de arrumar desculpas.
Nike. Just do it.
Filosofia de segunda
As palavras “lógica” e “lógico” são familiares a todos nós e usadas comumente com o sentido de “razoável”. Essa acepção pode ser considerada um derivativo do sentido mais técnico do termo que caracteriza os “argumentos racionais”.
Desde Aristóteles (384 aC–322 aC) a lógica vem sido sistematizada na filosofia e, numa definição simples, é o estudo dos métodos para distinguir um raciocínio correto de um incorreto (falácia). Embora as falácias sejam raciocínios incorretos, podem ser muito persuasivas. Confira algumas das falácias mais comuns:
1- Argumentum ad Baculum (recurso à força)
Usar a força para provocar a aceitação de uma conclusão. Ameaçar, intimidar.
Exemplo: Numa discussão um dos oradores diz: “é bom concordar, senão você sabe das conseqüências”.
2- Argumentum ad Hominem (ofensivo)
É cometida quando, em vez de refutar a verdade do que se afirma, ataca-se a pessoa que fez a afirmação.
Exemplo: A filosofia de Bacon é indigna de confiança, pois ele foi demitido do seu cargo de chanceler por desonestidade.
3- Argumentum ad Hominem (circunstancial)
Aceitar ou negar argumentos devido à determinada circunstancia que tal pessoa se encontra.
Exemplo: Afirmar que o sacerdote que está envolvido numa discussão deve aceitar determinado argumento, pois sua negação é incompatível com as Sagradas Escrituras.
4- Argumentum ad ignorantiam (ignorância)
Proposição sustentada como verdadeira na base, simplesmente, de que não foi provada sua falsidade, ou como falsa, porque não demonstrou ser verdadeira.
Exemplos: Deve haver fantasmas, visto que ninguém foi capaz de provar que não existem ou Deus não existe, visto que não há provas de sua existência.
5- Argumentum ad Misericordiam (apelo à piedade)
Apelar para a compaixão para que determinado argumento seja aceito
Exemplo: Advogado num tribunal defendendo um agricultor acusado de assassinato: “Apelo em nome dos homens oprimidos que levantam antes do amanhecer e só voltam aos seus lares ao final da noite. Aos cidadãos que doam suas vidas e seu trabalho para que outros se enriqueçam...”
6- Argumentum ad Populum
Ganhar a concordância popular para uma conclusão, despertando as paixões e o entusiasmo da multidão. É um recurso constantemente utilizado por demagogos e publicitários.
Exemplo: Tal marca de automóvel é melhor porque é a mais vendida no Brasil.
(A aceitação popular de uma atitude não prova que seja razoável)
7- Argumentum ad Verecundiam (apelo à autoridade)
Recurso a autoridade, a um sentimento de respeito que as pessoas alimentam pelos indivíduos famosos. Também muito usado na propaganda (testemunhal).
Exemplo: O cosmético X é melhor porque determinada atriz usa.
Caracterizado também quando se recorre a uma autoridade para testemunhar em questões que estão fora da sua especialidade.
Exemplo: utilizar argumentos da teoria evolucionista de Darwin numa discussão religiosa.
8- Acidente
Aplicar uma regra geral a um caso particular.
Exemplo: O que você comprou ontem comerá hoje; você ontem comprou carne crua, portanto comerá hoje carne crua.
9- Acidente convertido
Usar casos excepcionais para abranger o todo.
Exemplo: considerando os efeitos do álcool apenas sobre os que se entregam à bebida em excesso, concluir que todas as bebidas alcoólicas são nocivas e solicitar a proibição legal de sua venda.
10- Falsa Causa
Tomar como causa de efeito algo que não é sua causa real. Inferência de que um acontecimento é a causa de outro simplesmente porque o primeiro é anterior ao segundo.
Exemplo 1: O fato de um selvagem bater um tambor durante um eclipse não é a causa de o sol reaparecer.
Exemplo 2: Senhora X toma dois vidros de um milagroso remédio de ervas e, após duas semanas, seu resfriado desaparece.
11- Pergunta complexa
Perguntas que pressupõem uma resposta anterior. Freqüentemente utilizada nos tribunais para evidenciar contradições.
Exemplo: Você deixou de bater em sua esposa?
Com uma pequena noção já é possivel construir raciocinios convincentes e, se for pra cometer uma falácia, que seja propositalmente.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Garrafas da Brahma inspiradas na 'cultura brasileira'
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Era uma vez...uma bela campanha
O "El Ojo de Iberoamérica" é um festival centrado na busca de novos olhares sobre a comunicação e vem crescendo a cada ano. A SantaClaraNitro promove o evento com uma instigante campanha. O mote é "várias culturas, várias maneiras de contar uma história" e traz personagens como Silvio Santos, Fidel Castro, um blogueiro e um flamenguista contando suas versões da fábula dos três porquinhos. Genial.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O mundo em câmera lenta
Algo até pouco tempo inimaginável por nós, e agora, em tempo de Jogos Olímpicos, apresentado como a nova era das imagens, produzidas por câmeras que capturam até 10 mil quadros por segundo.
Abaixo dois vídeos que ilustram a capacidade de tais câmeras, e as criações que estão sendo desenvolvidas utilizando tal recurso.
O primeiro criado pela Agência George Patterson Y&R, de Melbourne (Austrália), para a Schweppes, com o título Burst.
E o segundo, uma campanha desenvolvida no Reino Unido para a Anistia Internacional contra o Waterboading (prática de afogamento que o governo dos EUA utiliza contra os prisioneiros de guerra), que já conta com o apoio de mais de 35 mil pessoas (www.unsubscribe-me.org).
O que inspira Michael Phelps?

Todo mundo só falou nele nos últimos dias. Claro que fiquei curioso para saber o que inspira e motiva o atleta com mais medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos. Descobri três ‘segredos’:
REPULSA À DERROTA. Ao contrário do que prega o espírito esportivo, Phelps não esconde de ninguém: “odeio perder.”
PALAVRAS E IMAGENS DOS ADVERSÁRIOS. Quando o nadador australiano Ian Thorpe disse que não acreditava ser possível alguém conquistar oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, Phelps guardou a frase para motivá-lo para Pequim. Antes, ele já tinha pregado um cartaz de Ian Crocker sobre sua cama depois que este o derrotou no Mundial de 2003. Tudo para motivá-lo para Atenas.
HIP HOP E RAP. Phelps ouve hip hop e rap para se manter concentrado antes das provas. Ele baixa as músicas no seu MP3 player. Entre seus favoritos está o rapper norte-americano Young Jeezy.
Fonte: br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN1327202620080813
terça-feira, 12 de agosto de 2008
A poesia na propaganda evoca liberdade

O post abaixo do Matheus me fez lembrar imediatamente da campanha do Ford Ecosport. Com o slogan: "Bem -vindo à vida, usa recursos poéticos para passar o conceito de liberdade, de carpe diem. Ser livre é uma dos maiores anseios do homem, e a propaganda se aproveita muito bem desse desejo. Confira abaixo o texto do anúncio.
No meu mundo, os fios são galhos. Hidratante é nascente.
Televisão é aquário e toda estrela é cadente.
A calçada é grama. O vento faz ciranda.
Trânsito é cardume. E todo sonho anda.
Muito prazer, eu sou o novo Ford EcoSport 2008.
Na época de lançamento, a JWT já explorava essa mesma temática e a poesia para vender a idéia de 'seja livre, aproveite mais a vida'. Inspirado no"Estatuto do Homem" do poeta Thiago de Mello Neto, um dos anúncios pregava:
Artigo II: Fica decretado que, a partir deste instante, as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde.
Artigo III: A palavra liberdade será suprimida dos dicionários. A partir deste instante será algo vivo, como o fogo e o mar.
Pois é. Se não dá para ser livre o tempo todo, que a gente tenha ao menos essa gloriosa sensação, à frente de um carro. Essa é a tônica da campanha.
Fonte: http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/poesia-nos-reclames.html
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Filosofia de segunda
A partir de hoje e, com intuito de cumprir a promessa feita a mim mesmo, toda segunda-feira, vou trazer à discussão assuntos filosóficos que dizem respeito à nossa vida, numa linguagem leve e, até onde permitir minha limitação, profunda.
Para começar, o tema:
Homem, liberdade ou determinismo?
Semana passada, numa das aulas de ética, acalorou-se uma discussão sobre o conceito de liberdade humana. Com os jogos Olímpicos em pleno vapor, a China no foco da mídia, veio à tona a questão do Tibet, dos direitos humanos e todo esse papo de liberdade.
Entretanto, acontece com freqüência de julgarmos os fatos e raramente paramos para pensar em nós, em como aquela situação não está tão distante da nossa realidade.
Nós, que vivemos num país democrático, sem guerra, podemos nos considerar livres?
A liberdade estaria ligada estritamente a situações exteriores ao indivíduo?
Segundo o senso comum, o ser humano é livre para determinar suas ações.
O dicionário traz a definição de liberdade: faculdade de escolher; independência.
Muito bem! Vamos nos aprofundar nessa “escolha”.
Antes uma ressalva. Para esgotar o tema, teríamos que analisar vários aspectos, como genética, religião, etc. Num exercício forçosamente reducionista, vou deter-me em dois pontos:
O primeiro a ser considerado é o recorte social e temporal a que todos os homens estão sujeitos, do nascimento à morte. Em nossa sociedade contemporânea, está “estabelecido” que a monogamia, a prosperidade e a heterossexualidade, por exemplo, são da natureza humana. Mas o que é a natureza humana?
Os gregos antigos, por julgarem o trabalho como uma atividade vil ou manter relações homossexuais eram menos humanos que nós?
Segundo, mesmo certo de que determinada decisão foi tomada livremente, esta foi feita por uma pessoa com uma ascendência cultural.
Para ilustrar: suponha que a filha de um professor está muito gripada, pedindo a todo o momento a presença do pai. Este, teoricamente, tem a opção de terminar sua aula mais cedo para atender aos clamores da filha. Se sua educação foi dada em padrões que valorizam o trabalho, o afinco profissional, ele cumprirá com o seu dever levando a aula até o horário pré-estabelecido. Agora, se ele foi educado aos moldes “família em primeiro lugar”, sequer lecionará neste dia.
A decisão que deveria ser tomada não vem ao caso. O cerne da questão é: somos livres, na plenitude do termo, ou marionetes do que quer que seja?
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Qual o melhor filme de dia dos pais? (categoria telefone móvel)
Abaixo 3 vídeos de 3 campanhas concorrentes.
"Custo Zero"
Criado pela Agência McCann Erickson para a TIM.
A direção é de Octávio Scopelliti e Ronaldo Soares.
"Voz"
Filme criado pela Agência F/Nazca Saatchi & Saatchi para a Claro.
A direção é de Fabio Fernandes, Eduardo Lima e Gustavo Leme.
"O cara"
Criado pela Agência Young & Rubicam para a Vivo.
A direção ficou por conta de Tomas Lorente e Jarbas Agnelli.
Eu particularmente gostei mais do "Custo Zero" da McCann.
E pra você, qual o melhor?
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Superação
A campanha faz parte da comemoração dos 20 anos do slogan "Just Do It" e cria uma energia positiva para os Jogos Olímpicos de Pequim.
O vídeo reúne histórias emocionantes de superação de 31 atletas patrocinados pela Nike, entre eles Cristiano Ronaldo, Roger Federer, Maria Sharapova, LeBron James, Lance Armstrong, Michael Jordan e a brasileiríssima Daiana dos Santos, que no Campeonato Mundial de 2003 realizou uma manobra que nenhuma ginasta havia ousado fazer. Ganhou o ouro e a manobra exclusiva foi batizada de "Dos Santos".
A comemoração também envolve a construção do site, www.nike.com/superacao , vale a pena conferir.
Espalhe amor na floresta
O Green Peace postou recentemente em seu canal no You Tube um vídeo "sensual"que mostra descaradamente árvores e galhos se acariciando.
O objetivo é chamar a atenção para o adiamento de uma votação sobre a proteção florestal.
Através do site www.greenpeace.org, os internautas também podem enviar fotos e vídeos em que estejam espalahando amor na floresta.
Endorfina e testosterona criam melhor que sangue, suor e lágrimas
Esse é o título do belíssimo texto de um anúncio all-type da W/Brasil publicado na Meio e Mensagem desta semana. O João Fernando, aluno meu do Barão e arte aqui na agência, é que me mostrou. Tem tudo a ver com o que eu acredito. Abaixo o texto completo:
ENDORFINA E TESTOSTERONA CRIAM
MELHOR QUE SANGUE, SOUR E LÁGRIMAS.
Vendedores entusiasmados pelo seu produto vendem mais.
Publicitários entusiasmados fazem você construir novas fábricas.
Propaganda precisa de paixão. Quando sua agência trabalha em estado de encantamento, os resultados crescem em progressão geométrica.
O problema é que existe uma confusão sobre o que é paixão em propaganda. Não, não é gritar, sofrer e ter crises de choro por uma idéia. Essa é a paixão de um torcedor de futebol. Paixão, para uma agência, significa motivação, vontade e alegria. Uma admiração sincera pelo negócio, pela empresa e pelos objetivos dos clientes. É isso que leva o apaixonado a pensar no alvo de sua admiração 24 horas por dia – e faz a faísca criativa surgir nos horários mais improváveis.
Quando alguém inverte causa e efeito, sugerindo trabalhar que trabalhar demais é trabalhar melhor, o resultado é sempre desanimador. Para todos os lados.
Preste atenção se, na sua agência, as pessoas chegam de manhã com um sorriso no rosto. Não os simpáticos profissionais, mas os que colocam a mão na massa. Se a resposta for negativa, é natural que ela não consiga seduzir o consumidor.
E aí talvez sua única alternativa seja seduzir outra agência.
W/ Brasil
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Arte na rua
Qual a finalidade de um bueiro?
"Com os bueiros pintados propomos um novo tipo de linguagem entre arte/cidade e arte/pessoas. Mostrando-as que até o mais esquecido e indiferente objeto, se olhado com cuidado pode exalar arte. Os bueiros já pintados pelo 6emeia são como gotas coloridas em um imenso balde cinza." afirmam os artistas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008
David inspira a Ogilvy
Inspirado no jeito de ser do homem que fundou a empresa, David Ogilvy, a campanha chama-se Being More David. Veja a explicação do presidente do Grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado:
“Nenhuma outra agência tem o nosso ativo, que é ter sido fundada por David Ogilvy, um homem informal, provocador, visionário, que dizia aos clientes aquilo que realmente pensava e, acima de tudo, tinha orgulho dos nossos trabalhos e de nós mesmos. É isso que pretendemos deixar em evidência para funcionários, clientes e todo o mercado. Nosso objetivo é resgatar os valores de David Ogilvy, que chegou a ser chamado pela mídia de ‘rei criativo do mundo publicitário’. É também mostrar que só o DNA da agência já é um grande diferencial no mercado.”
Para marcar esse lançamento, o grupo apresenta um novo site.
Confira: http://www.beingmoredavid.com.br/.


















