quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O que inspira a criação publicitária?

5 publicitários de sucesso respondem

Pincei os depoimentos abaixo da reportagem "Onde nasce o diferente?" da Revista da Criação, Meio e Mensagem. Veja: www.meioemensagem.com.br/revistadacriacao/new/ondenasceodiferente.html

No geral, as respostas são: visionários inspiram, a vida inspira, a rua inspira, a arte inspira, a internet inspira. Será isso? Só isso? Concorda? Para você, o que inspira?

"Minha inspiração no mundo dos negócios sempre será todos aqueles que liberam suas idéias e as transformam em iniciativas próprias, independentemente de elas serem ou não ser bem-sucedidas. Respeito todos os que desafiam o status quo. É isso que tentamos fazer na Naked."
Jon Wilkins - Sócio-fundador da Naked

"Não importa onde se busque inspiração. Anuários ainda são um registro bacana do que se produz na nossa área mundo afora. Na internet tem tudo, mas ela é dispersa. Inegavelmente, é hoje a maior fonte de busca na nossa profissão. É rápida, prática. Ajuda a resolver algo em minutos, às vezes. Seja para referências, seja para inspiração, informação. Eu tenho meus bookmarks no browser, dezenas de sites relacionados a arte, design, propaganda, moda e tendências. Mas não abro mão de muitos livros (de arte, propaganda, moda, design, fotografia, romances, ficção, o que for). Compro tantos, de assuntos tão diferentes, que na minha estante em casa já não cabe mais nada."
Guilherme Jahara - Diretor de criação da DM9DDB

"Acredito que os criativos estão atentos ao movimento das ruas e da realidade, mas essa observação deve ser espontânea e não induzida. Gosto de olhar, observar, reparar, perguntar, discutir. A origem de tudo para mim está nas atitudes, no comportamento e no estilo de vida das pessoas. Essa é a principal fonte de inspiração. Além disso, é preciso ter tempo para a cultura."
Márcio Salem - Sócio-diretor da Salem

"Quem não estiver ligado no mundo vai ser sugado e cuspido fora. É da vida que vem a verdadeira inspiração e a verdadeira referência. Publicitário que não gosta de fazer compra em um supermercado não é publicitário. Publicitário que não gosta de freqüentar o mercado municipal não é publicitário. Publicitário que não gosta da feira não é publicitário. Um passeio de ônibus no meio de uma tarde às vezes vale mais que um tratado de sociologia. Vá para um show de música ao vivo, vá freqüentar um sambão. É preciso ser uma metamorfose ambulante. Se você não vive a vida, não desenvolve a propaganda."
Sérgio Valente - Presidente da DM9DDB

"Hoje em dia as fontes de inspiração buscam os profissionais. Link, link, link, twitter, twitter, blog, link, e-mail, YouTube, link, link, MSN, blog, twitter. É o dia inteiro esse inferno. Difícil não é buscar referências. Difícil é sair de baixo dessa pilha. E, como se não bastasse, ainda tem os brinquedos, a engenharia, a arquitetura e a arte, músicas....chega!!!"
Mentor Muniz Neto - Diretor de criação e sócio da Bullet

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mosaicos inspiram a propaganda



Da F/Nazca para Petrobras das Ondas da Petrobras. "Vida de surfista não é nada fácil. Merece nosso apoio."



Da F/Nazca para a Unimed: "Você ainda tem muita vida pela frente. Cuide-se bem."



Da Publicis Brasil para o Bradesco Private: "Se você quer mais momentos como este, conte com a assessoria do Bradesco Private."



Da DM9 para a Linha Garden da Tok&Stok: "Ufa. O verão chegou."



Da Santa Clara para Polaroid Eyewear: "Todo mundo nota. Só você vê."



Da Almap para Gol: "Você viaja aqui e tem até aqui para pagar."

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Filosofia de segunda

Os limites da razão

Desde que se conhece, o homem levanta hipóteses acerca da origem do universo, da existência de um Deus, da imortalidade da alma, etc.
Questões pertinentes à racionalidade, certo? Nem tanto.

Num artigo cientifico recente, o pai da teoria de algoritmos (base da linguagem computacional), por meio de argumentos fortemente calcados na teoria da computação, chega a uma prova direta de que a lógica humana é limitada e que, portanto jamais será capaz de fornecer uma explicação para toda a realidade que nos cerca e/ou para questões metafísicas.

O Filósofo Immanuel Kant (1724-1804) já nos adiantava sobre o tema. Segundo Kant, a razão humana é incapaz de conhecer a “coisa em si”, a essência. Somente é possível conhecer um objeto, por exemplo, como ele nos é apresentado. Ao mesmo tempo, os sentidos recebem e já transformam a mensagem. Ela nunca é “ela mesma”.

Cada indivíduo tem a sua percepção, a sua bagagem e, portanto, a sua realidade.
Cabem então duas reflexões:
Primeiro, que essa subjetividade por si já nos desabilita a qualquer tipo de preconceito. Segundo, que, às vezes, é bom deixar a limitada razão de lado e agir mais com o ilimitado, o coração humano.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Para se inspirar... ou não

"Se você não se arriscar, nunca vai descobrir o que, de fato, é capaz de fazer."
Darran Tiernan, diretor de fotografia irlandês, 36 anos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Teoria de Quinta



VÔLEI É O ESPORTE DOS CARENTES E DOS EMOS


Por Raul Otuzi

Inspirado na Filosofia de Segunda, do Matheus Arcaro, vou trazer toda quinta- feira uma singela teoria, fruto da minha observação da vida. Como estamos em plena Olimpíada, abro com essa:

VÔLEI É O ESPORTE DOS CARENTES E DOS EMOS

Ok. Não sou um aficionado pelo esporte. Confesso que gosto muito mais de futebol, de basquete ou de handebol (de badmington não, argh) do que vôlei. Mas não é implicância minha. É puro senso de observação. Só joga vôlei quem é carente, um sentimental incorrigível ou um emo inveterado. Caramba. É muito abraço. Os jogadores perdem mais tempo se abraçando depois de cada ponto conseguido do que propriamente jogando.

Cravam uma bola, bloqueiam, fazem um ace e lá vão todos se cumprimentar no centro da quadra. Todos se reúnem e se desagrupam tal qual uma medusa quando está nadando. O movimento é o mesmo. Repare.

Não sou bom de matemática, mas a conta é simples. Em um jogo de 3 sets – com duração de mais ou menos uma hora, - a equipe vencedora se abraça 75 vezes. Ou seja, é mais de um abraço por minuto. E mesmo quem perde, antes de perder, já comemorou umas tantas vezes, já se abraçou pra dedéu. É afeto demais. Exagero demais. Imagine se o basquete fosse assim? Depois de cada cesta, um abraço? Ah, seria insuportável.

Bem, mas diante de tal constatação imagino o vôlei como solução para um mundo mais carinhoso. Para os solitários, para os excluídos, para os perdedores dos outros esportes, para todos não se sentirem mais tristes ou desamparados, há uma saída. Vôlei, neles!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Jornais devem se inspirar em HQ


HQ cada vez mais em moda

Saiu na Gazeta Mercantil:

Os jornais precisam usar formas mais criativas de informar os leitores, fugindo do tradicional título-texto-foto, sob o risco de perderem espaço para outras mídias. Essa é a opinião do presidente da Society for News Design - SND (Espanha), Javier Errea, que palestrou sobre "O Design dos jornais hoje e no futuro."

Para Errea, os periódicos precisam usar narrativas adaptadas ao conteúdo, com diferentes formatos. "Esse modelo (título-texto-foto) não pode ser a única forma de informar, é monótono".

O espanhol, que também é diretor da Errea Comunicacíon, defende a tese de que os jornais precisam se aproximar da linguagem das revistas, quadrinhos e até dos livros infantis, por exemplo, e usar ferramentas como jogos, músicas, números, quadrinhos e infográficos. Para ele, esses novos formatos e experiências são aplicáveis também em jornais sérios, como os econômicos.

"A credibilidade de um jornal não pode ser abalada por causa da sua criatividade", diz Errea, mostrando uma matéria de um tradicional jornal europeu sobre o Fórum de Davos, na Suíça, toda em formato de quadrinhos.

"Porque os jornais só fazem essas experiências nos suplementos especiais? Temos que converter todo o jornal em um suplemento especial", diz Errea.

O executivo ressalta que as mudanças no design devem er feitas sem prejudicar o conteúdo. "Existe uma gama de recursos que podem ser usados, mas a informação tem que ser boa".

Ele discorda da estratégia de alguns jornais de se tornarem mais leves para atrair o público jovem. "Existem livros infanto-juvenis como Harry Potter com 200 páginas e sem fotos. Não é isso que vai atrair os jovens", diz.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Quatro anos é muito tempo

A W/Brasil acabou de inaugurar a nova fase da campanha que criou para o TSE. O objetivo é conscientizar a população para a importância do voto. Será que consegue? Através de situações e analogias bem-humoradas, pessoas comuns dão seus testemunhais a respeito de problemas ou manias esquisitas com as quais convivem durante quatro anos.

O argumento é direto: Quatro anos é muito tempo. Principalmente quando as coisas não vão bem.


Eu sou o Mário. Eu tenho uma abelha aqui no meu ouvido há quatro anos.
Um dia eu tava no parque e ela entrou no meu ouvido.
No começo eu ficava com raiva, tentei de tudo, quase enlouqueci.
Mas hoje eu até cuido bem dela. Alimento.
Imagine uma abelha nervosa dentro do seu ouvido durante quatro anos.
Quietinha, vai, amiga...

Quatro anos é muito tempo.
Principalmente quando as coisas não vão bem.

Por isso, antes de votar pesquise o passado dos candidatos.
Porque são eles que vão cuidar da sua cidade nos próximos
quatro anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.



Eu sou a Mariana. E há 4 anos convivo com algo inexplicável.
Sempre que estou com pressa, atrasada, eu ando em círculos.
Eu tento andar reto, mas meus pés preferem fazer a volta.
Eles não me obedecem. Não me obedecem.
Não é para lá. Não é pra lá.
Meu Deus. Quatro anos.

Quatro anos é muito tempo.
Principalmente quando as coisas não vão bem.

Por isso, não venda seu voto. Ele não tem preço.
Porque são eles que vão cuidar da sua cidade nos próximos
quatro anos.
E é a única forma de não deixar maus políticos
no poder por 4 anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.



Eu sou o Lúcio. Há quatro anos eu convivo com uma mania chata.
Quando eu fico nervoso, eu sapateio.
É sem querer.
Eu não consigo me segurar. Isso destrói a reputação de uma sujeito.
É como se minhas pernas tivessem vida própria.
Imagina um momento sério e você lá, fazendo passinho.
Pra lá, pra cá, pra lá...
Quatro anos pra lá, pra cá.

Quatro é muito tempo
Principalmente quando as coisas não vão bem.

Por isso, pense bem antes de escolher o seu prefeito.
Porque nos próximos quatro anos é ele quem vai administrar
a sua cidade.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.



Eu sou o João Paulo e há quatro anos eu comprei este celular.
Desde então, eu tenho uma espécie de reação...
A verdade é que eu me emociono com o seu toque.
Toda vez que alguém me liga, eu choro.
Eu sou extremamente emotivo, eu acho.
E a música é tão linda.

Quatro anos é muito tempo
Principalmente quando as coisas não vão bem.

Por isso pense bem antes de escolher o seu vereador..
É ele quem vai fazer as leis e fiscalizar o prefeito
nos próximos quatro anos.
O FUTURO DA SUA CIDADE É O SEU FUTURO.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vivemos arrumando desculpas


O ser humano vive arrumando desculpas, encontrando culpados para seus erros e fracassos. Este comercial da Nike, com o Jadel Gregório como protagonista, aborda muito bem esse aspecto da natureza humana.

O modelo de persuasão aqui é o dionísico. Nada de argumentos lógicos, a idéia é impressionar a consciência dos ouvintes, visando orientar o espírito de uma certa forma a fazer que prevaleçam certos esquemas interpretativos, segundo Perelman e Tyteca. É sempre melhor ir em frente, em vez de posar de vítima.

Eu nasci pobre.
Passei fome.
Fui criado sem pai.
Fui pedreiro. Fui sorveteiro.
Sofri preconceito.
Eu andava nas ruas e as pessoas
mudavam de calçada.
Eu me converti ao islamismo num país católico.
Eu me mudei com toda a minha família
para um lugar frio, distante.
Escolhi o salto triplo num país
onde só o futebol é valorizado.
Eu podia ter desistido.


Pare de arrumar desculpas.

Nike. Just do it.

Filosofia de segunda

As palavras “lógica” e “lógico” são familiares a todos nós e usadas comumente com o sentido de “razoável”. Essa acepção pode ser considerada um derivativo do sentido mais técnico do termo que caracteriza os “argumentos racionais”.
Desde Aristóteles (384 aC–322 aC) a lógica vem sido sistematizada na filosofia e, numa definição simples, é o estudo dos métodos para distinguir um raciocínio correto de um incorreto (falácia). Embora as falácias sejam raciocínios incorretos, podem ser muito persuasivas. Confira algumas das falácias mais comuns:

1- Argumentum ad Baculum (recurso à força)
Usar a força para provocar a aceitação de uma conclusão. Ameaçar, intimidar.
Exemplo: Numa discussão um dos oradores diz: “é bom concordar, senão você sabe das conseqüências”.

2- Argumentum ad Hominem (ofensivo)
É cometida quando, em vez de refutar a verdade do que se afirma, ataca-se a pessoa que fez a afirmação.
Exemplo: A filosofia de Bacon é indigna de confiança, pois ele foi demitido do seu cargo de chanceler por desonestidade.

3- Argumentum ad Hominem (circunstancial)
Aceitar ou negar argumentos devido à determinada circunstancia que tal pessoa se encontra.
Exemplo: Afirmar que o sacerdote que está envolvido numa discussão deve aceitar determinado argumento, pois sua negação é incompatível com as Sagradas Escrituras.

4- Argumentum ad ignorantiam (ignorância)
Proposição sustentada como verdadeira na base, simplesmente, de que não foi provada sua falsidade, ou como falsa, porque não demonstrou ser verdadeira.
Exemplos: Deve haver fantasmas, visto que ninguém foi capaz de provar que não existem ou Deus não existe, visto que não há provas de sua existência.

5- Argumentum ad Misericordiam (apelo à piedade)
Apelar para a compaixão para que determinado argumento seja aceito
Exemplo: Advogado num tribunal defendendo um agricultor acusado de assassinato: “Apelo em nome dos homens oprimidos que levantam antes do amanhecer e só voltam aos seus lares ao final da noite. Aos cidadãos que doam suas vidas e seu trabalho para que outros se enriqueçam...”

6- Argumentum ad Populum
Ganhar a concordância popular para uma conclusão, despertando as paixões e o entusiasmo da multidão. É um recurso constantemente utilizado por demagogos e publicitários.
Exemplo: Tal marca de automóvel é melhor porque é a mais vendida no Brasil.
(A aceitação popular de uma atitude não prova que seja razoável)

7- Argumentum ad Verecundiam (apelo à autoridade)
Recurso a autoridade, a um sentimento de respeito que as pessoas alimentam pelos indivíduos famosos. Também muito usado na propaganda (testemunhal).
Exemplo: O cosmético X é melhor porque determinada atriz usa.
Caracterizado também quando se recorre a uma autoridade para testemunhar em questões que estão fora da sua especialidade.
Exemplo: utilizar argumentos da teoria evolucionista de Darwin numa discussão religiosa.

8- Acidente
Aplicar uma regra geral a um caso particular.
Exemplo: O que você comprou ontem comerá hoje; você ontem comprou carne crua, portanto comerá hoje carne crua.

9- Acidente convertido
Usar casos excepcionais para abranger o todo.
Exemplo: considerando os efeitos do álcool apenas sobre os que se entregam à bebida em excesso, concluir que todas as bebidas alcoólicas são nocivas e solicitar a proibição legal de sua venda.

10- Falsa Causa
Tomar como causa de efeito algo que não é sua causa real. Inferência de que um acontecimento é a causa de outro simplesmente porque o primeiro é anterior ao segundo.
Exemplo 1: O fato de um selvagem bater um tambor durante um eclipse não é a causa de o sol reaparecer.
Exemplo 2: Senhora X toma dois vidros de um milagroso remédio de ervas e, após duas semanas, seu resfriado desaparece.

11- Pergunta complexa
Perguntas que pressupõem uma resposta anterior. Freqüentemente utilizada nos tribunais para evidenciar contradições.
Exemplo: Você deixou de bater em sua esposa?

Com uma pequena noção já é possivel construir raciocinios convincentes e, se for pra cometer uma falácia, que seja propositalmente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Garrafas da Brahma inspiradas na 'cultura brasileira'


Deu no Bluebus: "Começaram a ser vendidas na Inglaterra as garrafas especiais da Brahma com rótulos escolhidos através de um concurso aberto ao público.
O tema era a 'cultura brasileira'. Os trabalhos vencedores, selecionados por um painel de 4 designers, vão estampar mais de 1,3 milhao de garrafas.
O concurso VistoBrahma também elegeu 3 criações para packs da cerveja. Para dar mais visibilidade à ação, serão realizadas noites de lançamento em 4 cidades inglesas - festas inspiradas no Brasil, com apresentações de capoeira, samba e DJs. A noticia é da Brand Republic"

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Era uma vez...uma bela campanha

O "El Ojo de Iberoamérica" é um festival centrado na busca de novos olhares sobre a comunicação e vem crescendo a cada ano. A SantaClaraNitro promove o evento com uma instigante campanha. O mote é "várias culturas, várias maneiras de contar uma história" e traz personagens como Silvio Santos, Fidel Castro, um blogueiro e um flamenguista contando suas versões da fábula dos três porquinhos. Genial.







quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O mundo em câmera lenta

Já imaginou visualizar detalhes tão nítidos como partículas de água suspensas ao ar, ao cair de uma pedra em uma poça d’água?
Algo até pouco tempo inimaginável por nós, e agora, em tempo de Jogos Olímpicos, apresentado como a nova era das imagens, produzidas por câmeras que capturam até 10 mil quadros por segundo.
Abaixo dois vídeos que ilustram a capacidade de tais câmeras, e as criações que estão sendo desenvolvidas utilizando tal recurso.

O primeiro criado pela Agência George Patterson Y&R, de Melbourne (Austrália), para a Schweppes, com o título Burst.



E o segundo, uma campanha desenvolvida no Reino Unido para a Anistia Internacional contra o Waterboading (prática de afogamento que o governo dos EUA utiliza contra os prisioneiros de guerra), que já conta com o apoio de mais de 35 mil pessoas (www.unsubscribe-me.org).

O que inspira Michael Phelps?


Todo mundo só falou nele nos últimos dias. Claro que fiquei curioso para saber o que inspira e motiva o atleta com mais medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos. Descobri três ‘segredos’:

REPULSA À DERROTA. Ao contrário do que prega o espírito esportivo, Phelps não esconde de ninguém: “odeio perder.”

PALAVRAS E IMAGENS DOS ADVERSÁRIOS. Quando o nadador australiano Ian Thorpe disse que não acreditava ser possível alguém conquistar oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, Phelps guardou a frase para motivá-lo para Pequim. Antes, ele já tinha pregado um cartaz de Ian Crocker sobre sua cama depois que este o derrotou no Mundial de 2003. Tudo para motivá-lo para Atenas.

HIP HOP E RAP. Phelps ouve hip hop e rap para se manter concentrado antes das provas. Ele baixa as músicas no seu MP3 player. Entre seus favoritos está o rapper norte-americano Young Jeezy.

Fonte: br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN1327202620080813

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A poesia na propaganda evoca liberdade


O post abaixo do Matheus me fez lembrar imediatamente da campanha do Ford Ecosport. Com o slogan: "Bem -vindo à vida, usa recursos poéticos para passar o conceito de liberdade, de carpe diem. Ser livre é uma dos maiores anseios do homem, e a propaganda se aproveita muito bem desse desejo. Confira abaixo o texto do anúncio.


No meu mundo, os fios são galhos. Hidratante é nascente.
Televisão é aquário e toda estrela é cadente.
A calçada é grama. O vento faz ciranda.

Trânsito é cardume. E todo sonho anda.

Muito prazer, eu sou o novo Ford EcoSport 2008.


Na época de lançamento, a JWT já explorava essa mesma temática e a poesia para vender a idéia de 'seja livre, aproveite mais a vida'. Inspirado no"Estatuto do Homem" do poeta Thiago de Mello Neto, um dos anúncios pregava:

Artigo I: Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive às terças-feiras mais cinzentas, tem o direito de converter-se em manhãs de domingo.

Artigo II: Fica decretado que, a partir deste instante, as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde.

Artigo III: A palavra liberdade será suprimida dos dicionários. A partir deste instante será algo vivo, como o fogo e o mar.

Pois é. Se não dá para ser livre o tempo todo, que a gente tenha ao menos essa gloriosa sensação, à frente de um carro. Essa é a tônica da campanha.

Fonte: http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/poesia-nos-reclames.html

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Filosofia de segunda

A partir de hoje e, com intuito de cumprir a promessa feita a mim mesmo, toda segunda-feira, vou trazer à discussão assuntos filosóficos que dizem respeito à nossa vida, numa linguagem leve e, até onde permitir minha limitação, profunda.

Para começar, o tema:
Homem, liberdade ou determinismo?

Semana passada, numa das aulas de ética, acalorou-se uma discussão sobre o conceito de liberdade humana. Com os jogos Olímpicos em pleno vapor, a China no foco da mídia, veio à tona a questão do Tibet, dos direitos humanos e todo esse papo de liberdade.
Entretanto, acontece com freqüência de julgarmos os fatos e raramente paramos para pensar em nós, em como aquela situação não está tão distante da nossa realidade.
Nós, que vivemos num país democrático, sem guerra, podemos nos considerar livres?
A liberdade estaria ligada estritamente a situações exteriores ao indivíduo?

Segundo o senso comum, o ser humano é livre para determinar suas ações.
O dicionário traz a definição de liberdade: faculdade de escolher; independência.
Muito bem! Vamos nos aprofundar nessa “escolha”.

Antes uma ressalva. Para esgotar o tema, teríamos que analisar vários aspectos, como genética, religião, etc. Num exercício forçosamente reducionista, vou deter-me em dois pontos:

O primeiro a ser considerado é o recorte social e temporal a que todos os homens estão sujeitos, do nascimento à morte. Em nossa sociedade contemporânea, está “estabelecido” que a monogamia, a prosperidade e a heterossexualidade, por exemplo, são da natureza humana. Mas o que é a natureza humana?
Os gregos antigos, por julgarem o trabalho como uma atividade vil ou manter relações homossexuais eram menos humanos que nós?

Segundo, mesmo certo de que determinada decisão foi tomada livremente, esta foi feita por uma pessoa com uma ascendência cultural.
Para ilustrar: suponha que a filha de um professor está muito gripada, pedindo a todo o momento a presença do pai. Este, teoricamente, tem a opção de terminar sua aula mais cedo para atender aos clamores da filha. Se sua educação foi dada em padrões que valorizam o trabalho, o afinco profissional, ele cumprirá com o seu dever levando a aula até o horário pré-estabelecido. Agora, se ele foi educado aos moldes “família em primeiro lugar”, sequer lecionará neste dia.
A decisão que deveria ser tomada não vem ao caso. O cerne da questão é: somos livres, na plenitude do termo, ou marionetes do que quer que seja?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Qual o melhor filme de dia dos pais? (categoria telefone móvel)

Com o dia dos pais chegando (10/08), o comércio em geral se movimenta, esperando um aumento considerável nas vendas. Clientes e Agências fazem de tudo pra atrair os consumidores. Nós, é claro, não poderíamos ficar de fora.
Abaixo 3 vídeos de 3 campanhas concorrentes.

"Custo Zero"



Criado pela Agência McCann Erickson para a TIM.
A direção é de Octávio Scopelliti e Ronaldo Soares.


"Voz"



Filme criado pela Agência F/Nazca Saatchi & Saatchi para a Claro.
A direção é de Fabio Fernandes, Eduardo Lima e Gustavo Leme.


"O cara"



Criado pela Agência Young & Rubicam para a Vivo.
A direção ficou por conta de Tomas Lorente e Jarbas Agnelli.

Eu particularmente gostei mais do "Custo Zero" da McCann.
E pra você, qual o melhor?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Superação

Este é o conceito do novo comercial da Nike, criado pela agência Wieden+Kennedy (Portland), que estreiou hoje nas telinhas brasileiras.


A campanha faz parte da comemoração dos 20 anos do slogan "Just Do It" e cria uma energia positiva para os Jogos Olímpicos de Pequim.
O vídeo reúne histórias emocionantes de superação de 31 atletas patrocinados pela Nike, entre eles Cristiano Ronaldo, Roger Federer, Maria Sharapova, LeBron James, Lance Armstrong, Michael Jordan e a brasileiríssima Daiana dos Santos, que no Campeonato Mundial de 2003 realizou uma manobra que nenhuma ginasta havia ousado fazer. Ganhou o ouro e a manobra exclusiva foi batizada de "Dos Santos".
A trilha sonora é a música All These Things That I've Done, da banda americana The Killers.
O que mais gostei no vídeo, além de nossa ginasta, foi o final, onde o atleta sulafricano Oscar Pistorius aparece correndo com suas próteses de fibra de carbono.
A comemoração também envolve a construção do site, www.nike.com/superacao , vale a pena conferir.

Espalhe amor na floresta

O Green Peace postou recentemente em seu canal no You Tube um vídeo "sensual"que mostra descaradamente árvores e galhos se acariciando.
O objetivo é chamar a atenção para o adiamento de uma votação sobre a proteção florestal.




Através do site www.greenpeace.org, os internautas também podem enviar fotos e vídeos em que estejam espalahando amor na floresta.

Endorfina e testosterona criam melhor que sangue, suor e lágrimas

Esse é o título do belíssimo texto de um anúncio all-type da W/Brasil publicado na Meio e Mensagem desta semana. O João Fernando, aluno meu do Barão e arte aqui na agência, é que me mostrou. Tem tudo a ver com o que eu acredito. Abaixo o texto completo:

ENDORFINA E TESTOSTERONA CRIAM
MELHOR QUE SANGUE, SOUR E LÁGRIMAS.

Vendedores entusiasmados pelo seu produto vendem mais.
Publicitários entusiasmados fazem você construir novas fábricas.
Propaganda precisa de paixão. Quando sua agência trabalha em estado de encantamento, os resultados crescem em progressão geométrica.
O problema é que existe uma confusão sobre o que é paixão em propaganda. Não, não é gritar, sofrer e ter crises de choro por uma idéia. Essa é a paixão de um torcedor de futebol. Paixão, para uma agência, significa motivação, vontade e alegria. Uma admiração sincera pelo negócio, pela empresa e pelos objetivos dos clientes. É isso que leva o apaixonado a pensar no alvo de sua admiração 24 horas por dia – e faz a faísca criativa surgir nos horários mais improváveis.
Quando alguém inverte causa e efeito, sugerindo trabalhar que trabalhar demais é trabalhar melhor, o resultado é sempre desanimador. Para todos os lados.
Preste atenção se, na sua agência, as pessoas chegam de manhã com um sorriso no rosto. Não os simpáticos profissionais, mas os que colocam a mão na massa. Se a resposta for negativa, é natural que ela não consiga seduzir o consumidor.
E aí talvez sua única alternativa seja seduzir outra agência.

W/ Brasil

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Arte na rua

Qual a finalidade de um bueiro?

Evacuar a água da chuva para o subterrâneo, além de abrigar insetos e roedores, muitos responderiam.




Mas para os artistas Leonardo Delafuente e Anderson Augusto, um bueiro é muito mais que isso.
Pra eles, um bueiro é uma tela em branco, um pedaço de papel à espera da tinta.
Além da expressão artística em si, que já é muito válida, eles contribuem para deixar a cidade de São Paulo um pouco mais bonita.




"Com os bueiros pintados propomos um novo tipo de linguagem entre arte/cidade e arte/pessoas. Mostrando-as que até o mais esquecido e indiferente objeto, se olhado com cuidado pode exalar arte. Os bueiros já pintados pelo 6emeia são como gotas coloridas em um imenso balde cinza." afirmam os artistas.

Aproveitando essas intervenções urbanas, a agência Dez Brasil, em campanha para a Asics, veiculou anúncios com o tema "enfrente as ruas".


Esse é o espírito da verdadeira arte. Livre. Ela pode e deve ser expressada nos mais diferentes veículos. Nos mais diferentes ambientes.
Para conhecer mais do trampo dos caras é só acessar http://www.6emeia.com/



segunda-feira, 4 de agosto de 2008

David inspira a Ogilvy


Ogilvy estreiou um novo posicionamento. Mais próxima, informal, provocadora e surpreendente. Esse é o lado David que a Ogilvy quer resgatar, sem deixar de lado a força e a solidez de uma holding mundial de agências.

Inspirado no jeito de ser do homem que fundou a empresa, David Ogilvy, a campanha chama-se Being More David. Veja a explicação do presidente do Grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado:

“Nenhuma outra agência tem o nosso ativo, que é ter sido fundada por David Ogilvy, um homem informal, provocador, visionário, que dizia aos clientes aquilo que realmente pensava e, acima de tudo, tinha orgulho dos nossos trabalhos e de nós mesmos. É isso que pretendemos deixar em evidência para funcionários, clientes e todo o mercado. Nosso objetivo é resgatar os valores de David Ogilvy, que chegou a ser chamado pela mídia de ‘rei criativo do mundo publicitário’. É também mostrar que só o DNA da agência já é um grande diferencial no mercado.”

Para marcar esse lançamento, o grupo apresenta um novo site.
Confira: http://www.beingmoredavid.com.br/.

domingo, 3 de agosto de 2008

O amor inspira?

Inspirado nos dois posts abaixo, resolvi dar uma pausa - refletir sobre a vida, o tempo, os amigos, os amores e então surgiu-me uma questão: Qual a maior fonte de inspiração da vida?
Arrisco um palpite através da canção "Wonderful Tonight", música que narra a história de um casal que vai a uma festa sob o ponto de vista do homem, que declara como está feliz por ter a esposa ao seu lado. Foi composta por Eric Clapton, na época (1977) casado com a modelo e fotógrafa Pattie Boyd, que o inspirou.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eu quero menos. E desejo o mesmo para você


O último post do Matheus me inpirou a relaxar, a postar nada ontem. E me fez lembrar de um comercial para as Havaianas que, ao contrário do discurso recorrente da propaganda (esse que vive pregando o exagero), faz uma ode ao menos. Evandro Mesquita declama:

Eu quero menos.
Menos roupa.
Menos cabeça quente.
Menos falta de tempo.
Menos resolver tudo por e-mail.
Menos distância.
Ah, eu quero menos para mim.
E que saber? Eu desejo o mesmo para você.

Havaianas. As legítimas.

Viva mais. Viva o menos!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Que tal fazer nada?



É dificil que haja nos dias de hoje um sujeito que não esteja atrasado, ocupado ou estressado.

A pressa constante para cumprir todas as atividades do dia-a-dia de forma produtiva e eficiente tornou-se um vício. Por isso é tão difícil parar,desconectar.
Ficar sem fazer nada parece perda de tempo e ao mesmo tempo, gera ansiedade e sentimento de culpa.

Preocupado com tudo isso, o designer Marboh (Marcelo Bohrer) fundou o Clube de Nadismo, com o objetivo de criar um momento especial que oferece a oportunidade rara de efetivamente parar e não fazer coisa alguma.

Marboh vira e mexe inventa alguma forma de tirar as pessoas da mesmice intelectual. É o criador dos óculos de silicone, do design das roupas cyberorgânicas que virou atração do hotspot, do capacete afanofótono, entre outras coisas.

O Cube é alicerçado por quatro diretrizes básicas:

1. STOPNJOY!
Este tempo é totalmente seu para que você desfrute o fazer nada sem pressa.

2. ENTREGUE-SE!
Abandone a intenção de fazer nada. Esqueça qualquer objetivo, o nadismo não tem nenhum propósito.

3. SOSSEGUE!
Privilegie o silêncio e a imobilidade.

4. OBSERVE!
Evite ocupar-se mentalmente. Deixe a mente vagar como as nuvens.

A pretensão, segundo Marcelo, é que chegue o dia que a palavra estresse fique obsoleta. Será possível?

Para saber mais é só clicar www.clubedenadismo.com.br

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A beleza é contagiante



Começou a ser veiculado o novo filme da campanha "Acredite na beleza" de O Boticário. Assim como o anterior, esse é muito bom. O comercial mostra uma mulher que sai de casa depois de se arrumar e contagia a todos com a sua beleza. As pessoas vão ficando mais vaidosas ou tendo atitudes bacanas à medida em que tem contato com a modelo principal.

O destaque mais uma vez fica para a trilha musical. Produzida exclusivamente para este filme de O Boticário, traduz de forma leve, otimista e descontraída o novo conceito de comunicação da empresa: O Boticário. Acredite na beleza.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

E se não existissem sinais de "Pare"?

É, e se não existissem sinais de "Pare"? Como seria o briefing? Quais seriam as opiniões dos clientes após a apresentação da primeira criação? Assista ao vídeo. Você vai se identificar...

Fonte: estalo.org

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Twix. A mais nova fonte de inspiração para os publicitários brasileiros


Biscoooooito! Carameeeeeelo! Chocolaaaaaate! Este comercial fantástico criado há dois anos pela Almap para o Twix é a nova fonte de inspiração para os publicitários brasileiros.

A fórmula utilizada pela Giovanni+DraftFCB para divulgar o novo sabor Queijo do biscoito Club Social, da Kraft Foods é a mesma: os ingredientes são personificados, são pessoas reais que um dia se encontram e assim formam um novo produto para o bem geral da população. Veja abaixo:

E tem mais, essa mesma estrutura criativa inspirou a Publicis Brasil para criar a história de amor de Pedro Saboroso e Ana Flora Saudável, jovens de famílias rivais que, por ironia do destino, se unem pelo desejo comum de comer um biscoito saboroso e saudável. O cliente é a nova linha de biscoitos na Nestlé à base de cereais integrais.


Para finalizar, nada contra um comercial inspirar outro. Apenas uma constatação: o comercial do Twix é infinitamente melhor que os outros dois. Seja no texto, seja no tom.

terça-feira, 22 de julho de 2008

E se a morte parar de matar?


Acabei de reler o livro “Intermitências da Morte”, de José Saramago, o primeiro escritor de língua portuguesa a faturar o Prêmio Nobel da Literatura. O enredo é soberbo. Desafia e provoca a imaginação do leitor o tempo todo: um belo dia a morte decide parar de matar. Cansada de ser vista como a grande vilã da humanidade, resolve não mais cumprir a sua nobre e vital missão. Quer dar uma lição em nós, pobres mortais.

O que acontece a partir daí é uma sucessão de pequenas grandes histórias sobre poder, relacionamento familiar, dinheiro. Como as funerárias, os hospitais, os abrigos para idosos poderão sobreviver sem a morte? Hein??

Recheada de ironia, a leitura não é das mais fáceis. Mas não por esse motivo. Saramago usa uma pontuação diferente, principalmente nos diálogos, enxertados no meio do texto, junto com as ponderações do narrador.

Não é fácil. Por isso é bom. Quem não leu leia. Rápido. Não dá para morrer sem.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A internet nos aproxima ou nos afasta?


Recentemente vivenciamos um período “off-line”, provocado por problemas na central de internet da telefônica. Alguns disseram que foram os hackers. Outros “sobrecarga” no sistema. Ouvi até que havia sido uma ação de guerrilha, rsrs.
Para surpresa de muitos, hoje à tarde, o site de relacionamento Orkut, pertencente a gigante Google, entrou em manutenção, segundo informa na própria página da rede.
Como sabemos, milhares de pessoas devem estar se remoendo nesse exato momento, tentando saber que “diabos” aconteceu. O que fazer agora? Como ficamos sem internet ou sem Orkut? O speed voltou a funcionar a alguns dias e o Orkut, pelo que me informei, só voltará na manhã do próximo sábado (25/7).
Isso serve pra reforçar um assunto que abordei com amigos recentemente e que inspirou, inclusive, uma campanha publicitária que a Agência Abelha Rainha de Ribeirão Preto, da qual faço parte, criou para um de seus clientes.
Já observaram o quanto estamos dependentes de nossa própria criação? Como deixamos de ser nós mesmos, de fazer o que gostamos, de nos relacionar de verdade? Estamos negando a própria natureza humana. Até aonde isso vai?

As Oito Alfinetadas na Publicidade

Estou de férias. Por isso não acompanhei o IV Congresso Brasileiro de Publicidade de perto, como eu faria normalmente. Acabei não lendo todas as notícias, coberturas, textos, debates, repercussões, etc. Mas li esse primoroso texto do Alexandre Gama, da NeoGama/BBH. De tão primoroso, resolvi transcrevê-lo aqui. É a pura verdade. Pensemos a respeito. Façamos algo a respeito.

AS OITO ALFINETADAS NA PUBLICIDADE
Por Alexandre Gama

Quando eu procurava uma imagem que ilustrasse a necessidade de resgate da importância e seriedade da publicidade, me veio à mente a imagem do bonequinho de vodu com seus alfinetes. São muitas as alfinetadas que a publicidade e a comunicação têm levado. Algumas masoquistamente auto-infligidas, outras por mãos leigas. E oito desses alfinetes são, para mim, os principais problemas éticos que precisam de reflexão e ação da nossa indústria para serem removidos definitivamente do corpo da categoria.

1. Opinião pública negativa:
Existe, historicamente, uma percepção negativa da publicidade. Ela é fruto da visão rasa e simplista de que vários problemas da sociedade de consumo são de responsabilidade da publicidade. Mas, tendo a publicidade apenas a função de voz da indústria e dos produtos e marcas que dela se utilizam, essa visão é o equivalente da “síndrome do mensageiro”, em que, para se eliminar um fato que não agrada, se mata quem traz a notícia do fato.Além de rasa e simplista, essa é, obviamente, uma visão injusta. O que tem de estar em xeque e em constante evolução é o próprio conceito de sociedade de consumo. E podemos perfeitamente migrar para uma sociedade de consumo responsável, mas não será simplesmente calando a publicidade que se chegará a ela.

2. Mensalão:
Esse é um alfinete que espetaram fundo no coração da ética da publicidade. Foi o maior dano que se causou à imagem da profissão e do publicitário na história. Por causa de duas pessoas, milhares de profissionais sérios tiveram sua atividade manchada e questionada. É o nosso equivalente do Holocausto. Não podemos esquecer nunca desse episódio, sob risco de vê-lo repetir-se. A publicidade é a alma do negócio e não a mala do negócio.

3. Cerceamento à liberdade de expressão comercial:
É um alfinete que empurram cada dia um pouquinho mais fundo. Com tantos projetos tramitando para “regular” a publicidade, corre-se o risco de ver, além de um flagrante desrespeito à base da Constituição, o cerceamento a liberdades mais amplas e fundamentais. Lembrando Julio Cortázar: “Um dia eles vêm e roubam uma flor do seu jardim e você não faz nada. No dia seguinte, eles tiram o capacho da porta da sua casa e você não faz nada. Até o dia em que eles entram na sua casa para levar você. E aí já é tarde para fazer alguma coisa.”.Como publicitários e cidadãos, não podemos esquecer que o preço da liberdade é a eterna vigilância.

4. Falta de esprit de corps:
Um alfinete auto-infligido. Até agora não tem havido união em torno dos pontos básicos do negócio e da prática da profissão.Tem sido cada um por si, Deus pra quem for mais esperto.As lideranças atuais das agências têm grande parcela de culpa nessa situação e a nova geração tem a chance e a missão de mudar isso. O 4º Congresso é na verdade, a meu ver, o Ground Zero dessa mudança. A simples realização dele já pode iniciar uma guinada em direção ao estabelecimento de um esprit de corps que hoje é inexistente.

5. Concorrência predatória:
Depois do “mensalão”, essa é uma das alfinetadas éticas mais doídas que a publicidade tem levado. As concorrências privadas precisam de regras claras, de clientes que as conheçam e respeitem e de agências que não as burlem. Para começar, minha sugestão é que toda concorrência que um cliente queira fazer seja iniciada com registro na ABAP e na ABA. As duas entidades então informam ao CENP, e o mercado como um todo fica ciente de que um processo de concorrência foi iniciado de forma transparente. Agindo dessa forma, a empresa tem a chance de esclarecer eventuais dúvidas e de se inteirar do código de ética e das práticas responsáveis do negócio da comunicação, sem desculpas de eventual desconhecimento de como deve realmente ser uma concorrência séria e profissional.
Outra proposta: todas as concorrências devem ser remuneradas, por um valor a ser estipulado e acordado entre a ABA e a ABAP.
Por fim, a todas as agências que esquecem que até na selva há regras que preservam a própria selva fica estipulado:1. Não fazer proposta de remuneração zero para ganhar concorrência (como tem acontecido freqüentemente nestes últimos anos).2. Não quebrar o nível da taxa de remuneração contrariando o CENP. 3. Não fazer (ou aceitar) oferta de devolução de BV para ganhar o processo. 4. Não utilizar equipes de outras agências de um mesmo grupo que esteja em determinada concorrência, num flagrante engodo ao cliente, que assim não estará avaliando o que a agência realmente é. Além disso, essa prática é uma total deslealdade para com as agências concorrentes e o processo.
Na verdade, os processos de escolha de agência devem ser preferencialmente por apresentação de suas credenciais, cases, filosofia, clientes e trabalhos, sem concorrência de trabalho especulativo. São esses elementos palpáveis que mostram, na linha do tempo, quem essa agência é. Essa é a melhor maneira de escolher um parceiro estratégico tão importante. Agência não é carro e não se escolhe por um mero test-drive.

6. Inconsciência da própria importância:
Sem autoconhecimento não há consciência. E, sem consciência, como haver ética? Conhece-te a ti mesmo. E, para termos mais conhecimento sobre a importância dessa indústria, aqui vão alguns números. A comunicação movimenta R$ 57 bilhões como receita total. Paga mais de R$ 6 bilhões em impostos e taxas. Participa de 106 mil empresas e emprega 640 mil pessoas, pagando quase R$ 7 bilhões em salários e obrigações trabalhistas. Isso sem falar das universidades e cursos, que são os mais procurados do país. De posse desses números é que a publicidade deve se fazer respeitar e se dar ao respeito. Este não é qualquer negócio e não pode ser tratado e se tratar como um negócio qualquer.

7. Baixa atuação como categoria:
É curioso como, estando no ramo de construir percepção para marcas, temos sido pouco competentes em construir a nossa própria. O 4º Congresso foi o primeiro passo mais sério nessa direção, mas em vez da 4a edição já deveríamos estar na quadragésima. Tem que haver um congresso por ano ou bienalmente. A indústria da comunicação tem que se comunicar.

8. (In)sustentabilidade:
Essa é a grande questão ética do século e a nossa indústria não pode fugir dela. Independentemente de categoria profissional, porque é da categoria humana. Cada elo da cadeia da indústria da publicidade ― das agências e veículos às produtoras e fornecedores ― tem que se envolver seriamente com essa questão. Nosso papel na sociedade de consumo não é só o consumo, é também a sociedade. A NEOGAMA/BBH pratica a sustentabilidade ativamente como empresa e também criando idéias nessa área para os clientes, como o caso do Banco do Planeta, que em menos de um ano já aplicou mais de R$ 200 milhões na sustentabilidade e, em parceira com o Governo do Amazonas, criou a Fundação Amazonas Sustentável. Por tudo isso, para “resgatar” a imagem da publicidade e do publicitário, precisamos ir além do blá-blá-blá no trato dos nossos problemas mais crônicos e adotar as soluções que fazem da ética mais que uma palavra escrita. Afinal, comunicação começa com “comunica” mas termina com “ação”.

Alexandre Gama - presidente e diretor geral de criação da Neogama/BBH

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Grandes comerciais de TV - Postos Ipiranga

Não é de hoje que a Talent mata a pau com a sua campanha para os Postos Ipiranga. Sou fã de carterinha. É uma perfeita combinação entre inteligência, bom humor e criatividade.

Aqui vão dois dos comerciais mais recentes: um para vender a promoção Gol de Placa (quem disse que por ser promocional um comercial tem que ser chato, agressivo e/ou direto?)

O outro comercial é para vender a qualidade do combustível dos postos. Sempre respeitando o conceito: "Apaixonados por carro como todo brasileiro."

- Pai, o Tony me chamou de Maria Gasolina.

Após breve silêncio, o pai: "Comum ou aditivada?"

Hilário. Palmas para a Talent.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O amor ideal existe? Comercial para o Mercado Livre

Mais um comercial em que a música dá o tom. I Fall In Love With You de Aselin Debison.

I fall in love with you

There's nothing nothing I can do

I fall in love with you

So I run run run to you

I'll find the way is never too late I give you my word

I'll find the place is never too late

For love

Loving you

Loving you

My love

Conceito: O amor ideal existe. Encontre-o no Mercado Livre.com.

Apesar de passar toda hora, toda hora (cuidado com a saturação!) nas tevês por assinatura, eu gosto. Bastante. É óbvio: uma boa trilha faz toda a diferença. Veja o site: http://www.oamorideal.com/

terça-feira, 15 de julho de 2008

Anúncio seqüencial para o Boticário





Gosto muito dessa campanha da Almap. Provoca a reflexão.
Faz pensar.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Internet inspira clipe musical


A Banda norte-americana Weezer parodiou os vídeos mais populares do You Tube em seu mais novo clipe "Pork & Beans", utilizando as pessoas comuns que se tornaram celebridades instantâneas graças a internet. O clipe por sinal ficou muito bacana e serviu para mostrar a todos que ainda duvidam o impacto da internet na comunicação.

Miss Universo 2008




A 57ª edição do concurso Miss Universo ocorreu em 13/07, em Nha Trang, Vietnã. A vencedora foi a Miss Venezuela Dayana Mendoza, de 21 anos. Como premiação, além da fama e do reconhecimento, a miss irá participar da segunda temporada do programa Pageant Place, na MTV americana. Além disso, recebeu uma nova coroa (avaliada em US$ 120 mil) confeccionada pela empresa vietnamita Phu Nuan Jewelry.
O Brasil não ganha o Miss Universo há 40 anos. Na edição do ano passado, a Miss Brasil Natália Guimarães ficou em segundo lugar, perdendo para a japonesa Riyo Mori. Este ano, apesar da torcida, a Miss Brasil Natália Anderle não foi classificada para a final. Agora é aguardar 2009 e, enquanto isso, apreciar a classe e a beleza da inspiradora Miss Universo Dayana Mendoza.

domingo, 13 de julho de 2008

La pelota

Andando pelas ruas de Buenos Aires só fiz confirmar o quanto os argentinos são loucos por futebol. Veneram Maradona de uma maneira impressionante; o Boca Juniors é uma religião. Quando pisei no templo, La Bombonera, senti um arrepio, uma coisa inigualável.

No mesmo instante lembrei de um comercial da Quilmes que explora essa mágica.



Sensacional.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Novo comercial do Peugeot 307. A música é quem faz todo o clima

Música de Patrícia Coelho, "Let's Go The Way You Know".

I want you here

I want you everywhere

Please just stay with me

You're the one I care

It's like a dream coming true

The stars keep shining

And the sky is blue

You make me happy

And you make me smile

When we are together

When you're by my side

Let's go, the way you know

Let's go, the way you know

Eu te quero aqui

Eu te quero em qualquer lugar

Por favor, fique somente comigo

Você é o único que cuido

É como um sonho vindo a verdade

As estrelas sustentam o brilho

E o céu é azul

Você me faz feliz

E você me faz sorrir

Quando você está ao meu lado

Vamos da maneira que você sabe

Vamos da maneira que você sabe

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Qual campanha é melhor: Boticário ou Natura?

Logo após a Natura lançar a campanha para a sua linha de comésticos Tododia (post abaixo), entrou no ar a nova campanha de O Boticário. Criada pela AlmapBBO, é a maior campanha institucional da história da marca.

"Por meio de pesquisas com mais de 2 mil consumidores, o Boticário identificou que quando as pessoas se sentem mais bonitas, para elas tudo fica mais vibrante, alegre e colorido. Elas ficam mais felizes, dispostas e com atitude para vivenciar as coisas boas do dia-a-dia", afirma Andrea Mota, diretora de marketing e vendas de O Boticário.

“A linha criativa do filme procurou mostrar que as pessoas querem, sim, ficar mais bonitas, e encontram em O Boticário um caminho para potencializar a sua beleza”, explica Marcello Serpa, sócio e diretor geral de criação, da Almap.

Enquanto o comercial mostra um mundo monocromático, cinza, onde as mulheres são todas iguais, padronizadas, nas roupas e no corte curto de seus cabelos, o texto pergunta:

Não seria bom viver em um mundo sem vaidade?
Em um mundo onde a imagem não tivesse importância?
Onde a beleza não fosse valorizada?
Não seria bom viver nesse mundo?
Não, não seria.
Acredite na beleza.
O Boticário.

E aí, qual campanha é a melhor: a Natura, do post abaixo, ou aqui, de O Boticário?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Será que Raul Seixas inspirou a nova campanha da Natura?

A Taterka lançou uma campanha para a linha Natura Tododia. A idéia é mostrar que o cotidiano também tem poesia e assim convidar as pessoas a viverem o dia-a-dia de forma gostosa.

"Nossa intenção com a campanha é mostrar que é possível transformar cada pequeno momento do nosso dia. Basta um olhar diferente, mais intenso, para tudo que está à volta, começando com pequenas coisas, como os cuidados diários com o corpo”, diz Eduardo Costa, Dir. de Marca e Comunic. da Natura.

O texto do comercial de 45" diz:

A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza. Descubra a sua.
Nova linha Natura. Todo dia.

A locução intercala uma voz feminina e outra masculina. A voz masculina é grave, 'arnaldoantunesca'. Já a estrutura do texto lembra muito a música Caminhos de Raul Seixas e Paulo Coelho. Veja o clipe abaixo e em seguida a letra. Serviu de inspiração?

Assim como
Todas as portas são diferentes
Aparentemente
Todos os caminhos são diferentes
Mas vão dar todos no mesmo lugar
Sim
O caminho do fogo é a água
Assim como
O caminho do barco é o porto
O caminho do sangue é o chicote
Assim como
O caminho do reto é o torto
O caminho do risco é o sucesso
Assim como
O caminho do acaso é a sorte
O caminho da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fotos de Sophie Broadbridge, de Londres









Sophie fotografa para clientes como Stella Artois, Philips e Volkswagen. Além disso, realiza trabalhos para a linha editorial. Sua incrível sensibilidade a tornou famosa e reconhecida, capaz de produzir imagens quase “tácteis.”

Concordo. Algumas de suas fotos parecem saltar da tela e tocar quem as vê. Veja mais:

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Engajar ao invés de falar


Muito bom esse texto do Fabiano Coura, planner da Neogama BBH. Aqui vai resumido, quem quiser ver na íntegra, clique aqui: http://www.fabianocoura.com/10mandamentos/

1. Oferecer comunicação como serviço
Esse mandamento está baseado no Princípio da Troca de Valores, que define uma condição fundamental para que as pessoas queiram estabelecer um diálogo profundo e de confiança com uma determinada marca. A regra é muito simples: as pessoas sempre querem algo em troca de sua atenção e dedicação (e querem cada vez mais). Lembre-se: no momento em que sua comunicação for percebida como um serviço – como algo útil e importante na vida de seus consumidores – a sua mensagem atinge uma relevância máxima.

2. Convidar para a participação
A Internet levou a participação a um nível jamais experimentado pelos consumidores e inseriu um quinto “P” nos artigos dos maiores pensamentos de nossa indústria. Ao invés de assistir passivamente, as pessoas aprenderam a usar e a manipular os canais de comunicação. Em outras palavras, os consumidores descobriram o imenso poder da participação e da colaboração e possuem todas as ferramentas necessárias para exercê-lo. Pense sempre nas oportunidades que sua marca tem para se aproveitar dessa tendência irreversível. De que forma ela pode atender a esse desejo de participação de seus consumidores, oferecendo oportunidades para que eles possam interagir e se envolver?

3. Envolver com histórias
Estudos recentes demonstram que aproximadamente um terço das conversas entre duas ou mais pessoas inclui citações de marcas, produtos ou serviços. Pense nisso. Ora estamos reclamando do nosso celular, ora recomendando um restaurante novo, ora falando sobre um produto novo que acabamos de experimentar. Por que trazemos a esse nível tão pessoal a nossa interação com os produtos e serviços que consumimos? A explicação é óbvia: as marcas fazem parte da nossa vida. Lembre-se: estórias valem mais do que features. Comece refletindo sobre aquilo que sua marca tem de interessante e envolvente para contar. Como essas estórias poderiam aumentar o desejo pela marca? Como podemos incentivar para que elas sejam replicadas e ganhem o mundo?

4. Explorar vínculos emocionais
Aprendemos na escola que os serem humanos são os únicos animais racionais desse planeta. Você ainda acredita nisso? Todas as nossas decisões são de alguma forma moldadas ou validadas pelas nossas emoções. Em nossas reações dificilmente ocultamos nossas emoções, pois elas sempre prevalecem, mesmo que instintivamente. Como publicitários e marqueteiros, sabemos que para vender precisamos atingir primeiro o coração, para depois alcançar o cérebro. Dessa forma, vender nada mais é do que capacitar o consumidor a reconhecer o valor emocional daquilo que estamos oferecendo.

5. Recrutar para causas nobres
A preocupação com o próximo, com o meio ambiente e com o futuro tem estado cada vez mais em evidência. Fatos concretos aterrorizam a população e trazem para perto uma realidade que jamais esteve tão próxima: tsunamis, conflitos que reforçam a injustiça e a desigualdade das nações, terrorismo. No meio de todos esses acontecimentos estão as empresas e suas marcas, com a responsabilidade social e ambiental de tornar a vida de seus consumidores melhor. Nesse cenário, recrutar e envolver seus consumidores com causas nobres passa a ser uma oportunidade maior para as empresas, mas que deve ser dominada com muita responsabilidade.

6. Envolver através de polêmicas
Polêmica é muito mais do que uma palavra que carrega risco, divergência e discórdia no seu significado. Polêmica é a arte de causar controvérsias. É um importante ingrediente para estimular disputas. É aquela perspectiva sutil e discordante que gera um debate, que cria uma diferença sobre a qual vale a pena discutir, gritar e até lutar. Buscar insights relacionados a forma como as pessoas recebem, se envolvem e disseminam certas polêmicas sempre foi crucial para marcas, pois polêmicas geram conversas e conversas criam e sustentam marcas. O que vem acontecendo ao longo dos últimos anos – e torna essa categoria de insights ainda mais poderosa – é o crescimento acelerado e irreversível da quantidade e da penetração de plataformas digitais destinadas a estimular, documentar e alastrar essas conversas.

7. Disponibilizar conteúdo diferenciado
... na “Economia da Atenção” o tempo se torna o recurso mais raro e mais caro na vida das pessoas, e a atenção e a dedicação dos consumidores devem ser conquistadas e recompensadas. Disponibilizar conteúdo diferenciado começa com um levantamento de conteúdos relevantes relacionados à sua marca. Um conteúdo pode ser baseado em utilidade, diversão ou educação O importante é saber que um bom conteúdo certamente sempre terá audiência e certamente elevará a relevância de sua mensagem.

8. Levar diversão à vida das pessoas
As mentes das pessoas têm se infestado de preocupações e aborrecimentos na mesma velocidade em que nossa sociedade se torna (ainda) mais complexa. Em meio ao caos, uma grande verdade humana permanece: a de que a alegria continua sendo a cura para todos os males da alma humana. Em um mundo onde a crescente quantidade diária de impactos comerciais a que somos expostos se apresenta como mais um problema, cresce a relevância de marcas, produtos e serviços que trazem diversão para vida das pessoas. Para levar diversão a vida das pessoas pense em como a sua marca e seus produtos poderiam trazer mais alegria e esperança a elas.

9. Gerar experiências de imersão
Em um cenário em que consumidores exercem o protagonismo em massa através da Internet, o compartilhamento de experiências com marcas é absolutamente incontrolável e pode servir tanto para ajudar, quanto para comprometer suas reputações. As experiências podem ser “entregues” em uma atividade de comunicação ou podem ser maximizadas durante o próprio consumo do produto ou do serviço (momento em que o nível de contato com a marca é máximo).. Para gerar experiências de imersão, pense nas formas pelas quais sua marca poderia se aproveitar melhor dos canais e das ferramentas existentes para envolver e transportar seus consumidores para seu universo: eventos, mundos virtuais, ambientes de realidade virtual, vídeos-game, redes sociais, jogos em celulares, filmes interativos na Internet, entre outras.

10. Surpreender sempre
Diferenciação é a palavra de ordem. Isso porque são muitas as oportunidades para atrair consumidores com propostas diferenciadas nesse nosso mercado repleto de marcas invisíveis e de ofertas semelhantes, com pouquíssimas empresas inovando com a assertividade e com a agilidade demandada pelos consumidores. Ser bom, portanto, não é o suficiente para garantir audiência e vendas. É preciso ser surpreendente e inesquecível. Surpreender em comunicação significa entrar no “radar” que as pessoas possuem em suas cabeças, driblando seu desinteresse e promovendo uma resposta para a marca (emocional ou racional) através de estímulos, informações, ocasiões ou atividades inesperadas.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não durma na balada



Campanha da Almap para o energético da Pepsi. Totalmente inspirada na "vida como ela é". É do ano passado, mas superatual. Ótimo conselho para o fim de semana. Cuide-se. Não dê vexame.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Museu da pessoa

Se pararmos para pensar qual a serventia de um museu, chegaremos a conclusão que é para preservar a memória, resgatar a história ou algo do tipo.
Mas, o que há de mais valioso do que a história das pessoas? Pensando nisso, surgiu o MUSEU DA PESSOA.

Segundo os idealizadores, a missão do Museu da Pessoa é contribuir para tornar a história de cada pessoa valorizada pela sociedade. Tornar o mundo mais justo e democrático baseado na história de pessoas de todos os segmentos da sociedade.

Histórias de gente simples que muito nos podem ensinar como a da dona Benedicta, que acreditava ser filha das chuvas ou do senhor Germano Araújo que, mesmo fumando dois maços de cigarro por dia, viveu mais de 120 anos.





No site http://www.museudapessoa.net/ você pode, além de se inspirar com milhares de histórias como essas, deixar a sua para que o mundo inteiro possa ver.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cinema inspira novo comercial da Primus

Assista ao comercial 'Mafiosos', da cerveja Primus, criado pela Lew'Lara\TBWA. Foi inspirado em cenas clássicas de filmes, como “O Poderoso Chefão” e “Onze Homens e um Segredo”.

Referências, referências... alimento dos publicitários.

3 frases inspiradoras de Leo Burnett


Leo Burnett nasceu em 1891 em Michigan, EUA. Foi um dos precursores da propaganda. Quando começou, a maioria dos anúncios eram descrições do produto. Burnett criou ícones como o tigre Tony da Kellogg's, dando ênfase na imagem e não no texto. Praticamente, portanto, o criador da famosa: 'imagem é tudo.' Confiram um pouco o modo de Leo pensar, a partir de 3 frases suas:

1. "Crie simples. Crie memorável. Crie convidativo ao olhar. Crie divertido para ler."

2. "O segredo de toda originalidade efetiva na propaganda não está na criação de palavras e imagens novas e complicadas, mas em colocar palavras e imagens familiares em novos relacionamentos."

3. "A curiosidade sobre a vida em todos os aspectos é o segredo das pessoas muito criativas."